domingo, 7 de junho de 2015

MEU DÉCIMO TERCEIRO FINAL DE SEMANA NO CAMBOJA

Neste sábado, acordei por volta de 7h, mesmo tendo colocado o despertador para às 8h. Lanchei, tomei banho, mexi um pouco no computador e às 9h30 saí com o amigo Ox, que me levou de moto a um lugar chamado Lucky Lucky, no qual fui ver motos para alugar.
No caminho, nos perdemos um pouco, mesmo apesar dos mais de seis meses que Ox já vive aqui no Camboja. Após circular um pouco ele se localizou novamente, e chegamos ao nosso destino.
O valor acabou sendo US$ 10 mais baixo do que eu esperava: US$ 70 por mês a moto automática, que acredito ser melhor para quem aprendeu recentemente a guiar moto (no final de semana anterior, o colega Ron levou a mim e Isabel a um estacionamento, no qual me ensinou os princípios básicos, como acelerar, frear, trocar de marcha, etc.); a manual é US$ 60. Um grande problema é que as motos não tem seguro, pois as seguradoras não são bobas para arriscar perder tanto dinheiro em um local com trânsito tão maluco como este.
Após pesquisar e conversar um pouco em frente à loja de motos, voltamos para o hotel. No caminho, pude presenciar ao vivo uma coisa que só havia ouvido relatos até então. Uns policiais nos pararam e disseram que Ox havia cruzado a luz amarela no sinaleiro, o que ele não fez. Ele negou e então os policiais pediram a carteira de motorista dele. Ele só dispunha do documento americano e disse que a carteira local dele estava em andamento. Os policiais, então, dispunham de motivo para exigir propina, e quando Ox abriu a carteira, eles viram uma nota de US$ 20 lá dentro. "Por coincidência", foi exatamente este o valor que pediram para que não dessem uma multa a Ox. Ele me disse que esta foi a quarta ou quinta vez que isto lhe aconteceu. Como a maioria dos habitantes locais ganha muito pouco, dá para entender o porquê de fazerem isto.
Enfim, após a mordida no bolso, voltamos para o hotel. Estava uma comoção aqui na frente, com muitas pessoas atravessando a rua em direção ao viaduto. Acabamos descobrindo que um cambojano com deficiência mental tinha ido até a parte mais alta do viaduto, escalado a grade de proteção e pulado de lá de cima. Outra versão foi a de que ele havia caído. Independente da versão correta, em poucos minutos o local virou um formigueiro, com uma multidão cercando o pobre coitado que estava estatelado no chão. Após uns dez minutos, chegou a ambulância e um cortejo de curiosos foi escoltando a maca que levava o pobre diabo até a ambulância. Mesmo assim, ainda levou alguns minutos até que o bando se dispersasse. A esta altura eu já estava no corredor aqui do hotel, comentando o acontecido com meu vizinho, o xará australiano Daniel.
Quando era passado das 11h, Isabel me ligou e combinamos de ir almoçar ao meio-dia. Antes, no entanto, fomos ao Lucky e também na barraquinha de café pegar um Arabica. Já munido de pão, presunto e maionese, fomos almoçar, no restaurante de sempre. 
Na volta, decidimos sair para dar uma caminhada, pois eu precisava ir ao Cambodian Public Bank para ver se a universidade havia depositado meu salário. Isabel veio me buscar aqui no quarto e ficou enrolando um bom tempo na internet, coisa que não está disponível no quarto dela. Ou seja, perto das 14h, saímos aqui do hotel. Infelizmente, o propósito principal da caminhada acabou não sendo atingido, pois o balanço da minha conta estava (e ainda está, pelo menos até a manhã de segunda-feira) zerado. Mas a caminhada não foi em vão. Continuamos andando pela Mao Tse Toung boulevard, onde fica o banco. Entramos em um grande complexo de prédios chamado Mondial Center, pelo qual sempre passo na frente ao ir e voltar da universidade. Boa parte das construções lá parecem desocupadas. Mais tarde, olhando na internet, acabamos descobrindo que lá é um tipo de centro de eventos, que o pessoal aluga para fazer casamentos, festas, conferências e etc.
É ainda possível encontrar por lá uma espécie de mercado de rua, com bastante eletrônicos, calçados e roupas. Consegui encontrar umas camisas por US$ 2 lá, que provavelmente eram usadas, mas cuja qualidade não parecia ser tão desprezível assim. Ainda no mesmo boulevard, entramos em uma padaria, pois Isabel sempre gosta de ver as "novidades". Ela acabou comprando uma baguete, que mandou para dentro ali mesmo, na frente da padaria. Eu ainda não estava com fome, então acabei não provando, mas ela disse que estava deliciosa: crocante por fora e macia por dentro.
Após ela terminar de comer, continuamos andando um pouco na Mao Tse Toung e logo viramos à direita. Passamos por umas ruas bem "tradicionais", com algumas mecânicas, lojas de móveis e, incrivelmente, sem tuk-tuks nem motos à todo momento perguntando se queríamos ir a algum lugar. Estas ruas, no entanto, eram bem monótonas, então após andarmos por elas umas três quadras viramos à direita novamente em uma outra avenida, cujo nome não me recordo, e em breve estávamos novamente na Monireth Boulevard, a rua do hotel, só que a mais de um quilômetro de distância. Acabamos desembocando na grande obra que fica próxima ao estádio olímpico e ao City Mall. Entramos neste último e fomos dar uma olhada no Lucky, que é o lugar que mais vamos por aqui.
Isabel olhou praticamente todos os corredores, de forma bem minuciosa. Acredito que ficamos pelo menos uma hora lá. Como era sábado e não tinha nenhum "compromisso", acabei entrando na onda. O lado bom de ter ido até lá é que eles estavam com uma ótima promoção: um pacote com chocolates recheados de menta, cerca de 20, por apenas US$ 0,50. Obviamente que comprei um, e valeu cada centavo.
Quando saímos do mercado, estava começando a escurecer e iniciamos nosso trajeto de volta, que levou mais uma meia hora. Paramos no Honey Mini Mart no trajeto, e lá encontrei duas cervejas vietnamitas para analisar e postar no meu blog dr-beer.blogspot.com.
Á esta altura, já estávamos com fome, e, ao chegar no hotel, apenas deixamos a compra nos respectivos quartos e saímos para jantar.
Fomos comer o tradicional e já aclamado arroz frito com carne bovina, acompanhado do delicioso ovo frito, sopa e chá gelado. Pouco tempo depois, uma cena inusitada, mas bem-vinda, aconteceu: começou uma pequena tempestade que durou quase meia hora, e senti frio pela primeira vez aqui no Camboja em um lugar que não tivesse ar-condicionado socado no máximo.
Após terminar a chuva e o jantar, fomos desviando das poças d'agua até chegar no hotel. Nos despedimos e fomos cada um para o respectivo quarto.
No domingo, fomos tentar almoçar novamente em um restaurante com rodízio que fica próximo ao Monumento da Independência. O lugar chama-se Hagar Hagar, se não me engano. Da primeira vez que fomos lá, nos disseram que o buffet não funcionava no último fim de semana do mês. Desta, nos disseram que não funcionava em nenhum fim de semana - patacoada total.
Andamos pela avenida onde fica o Monumento afim de encontrar um restaurante. Passamos por algumas ruas paralelas, onde havia alguns, mas que não pareciam muito promissores. Acabamos entrando em um restaurante vietnamita, cuja apresentação era muito bonita.
O cardápio era bem recheado, com imagens bem apetitosas. Acabei optando por um abacaxi recheado, que acabou sendo apenas uma porção de arroz frito com dois camarões em cima, tudo por US$ 4 - uma bela roubada. Para acompanhar, pedi uma Guinness Foreign Extra Stout, que também não estava lá essas coisas, bem metalizada. Isabel pediu uma porção de frango ao curry, que veio fria e também era bem sem graça. Pagamos a conta bem desapontados e fomos embora.
Apesar do calor, resolvemos voltar caminhando, pois havia um pagoda bem próximo dali que ainda não havíamos visitado. Lá dentro, tiramos várias fotos. Havia, como sempre, várias estátuas, os tradicionais túmulos para monges budistas e belos templos, nos quais não entramos - no domingo alguns deles estão fechados.
Não nos prolongamos muito porque havíamos combinado com a amiga Mary de nos encontrarmos no hotel às 15h. Voltamos, não muito rápido, porque ainda tínhamos uma boa meia hora para chegar. Já no hotel, fomos ao nível da piscina conversar. Jogamos baralho e pedimos uma pizza. Nesse ínterim, Isabel e Mary foram ao mercado comprar uma pizza, enquanto eu fiquei cuidando das coisas em frente a piscina.
Após terminarmos, ficamos mais um tempo lá sentados e conversando e, uma meia hora depois, o motoboy veio buscar Mary e encerramos nossa reunião. Me despedi de Mary e Isabel e vim para meu quarto, encerrando assim mais um final de semana no Camboja.














































































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