Neste meu trigésimo terceiro sábado no
Camboja, fiz mais um passeio pela cidade de Phnom Penh. Logo ao sair do hotel,
uma cena inusitadíssima, queme fez entender porque motoristas de ônibus e caminhão
precisam de uma carteira especial para dirigir tais veículos (não sei se
no Camboja também é assim). Na esquina que sempre viro para ir ao supermercado,
havia um caminhão da cervejaria Angkor “entalado” em um canteiro de flores, com
um dos pneus perdendo a cobertura de borracha que o envolve. Havia uma grande
comoção de pessoas por lá, mas ninguém tentando resolver o problema. Quando
voltei, seis horas depois, o caminhão já não estava lá.
Caminhei em direção ao Monumento da
Independência e encontrei um templo em um local bem escondido, no meio de um
tipo decortiço. Antes de chegar lá, passei por uma “loja” de estátuas budistas,
na frente da qual tirei uma das fotos que ilustram este post. Pertencia à dona
da loja um temperamental cachorro, que ficou latindo e ameaçando avançar em mim
tanto ao entrar quanto ao sair do cortiço.
Lá dentro, barracos paupérrimos, muita
gente dormindo em redes, lavando roupas em bacias e etc. Após transitar um
pouco por lá, encontrei um santuário com um altar contendo várias estátuas
budistas e panos dourados. As paredes também eram decoradas, com belas
pinturas. Uma ilha de beleza e
tranquilidade em meio a um bolsão de pobreza. Ao sair deste pequeno templo,
algumas crianças apareceram dizendo hello e perguntando meu nome, o de sempre.
Uma delas se ofereceu para tirar uma foto minha com o celular, mas acabei
recusando, pois se ela saísse correndo com meu telefone, acho bem difícil que
eu conseguisse recuperar. Enfim, acabei tirando uma foto delas como recordação
daquele dia.
Ao sair de lá, já na calçada, me deparei
com mais uma “loja” de artigos budistas, esta expunha os pequenos oferendários
(acho que inventei uma nova palavra, mas o importante é que entendam o que
quero dizer) à vista dos clientes. Andei então ao já velho conhecido monumento
da independência, do qual consegui fazer belas fotos. Aparece também nelas o
monumento da amizade entre o Camboja e Vietnã.
Passei pelo Wat BotumVatey e vi um grande
templo ao fundo. Curioso, me dirigi até lá e vi que na verdade não era uma
construção religiosa, e sim a Suprema Corte de Justiça do Camboja. Em frente a
ela, um lugar que visitei em meu primeiro mês aqui, o Royal Palace, que naquele
dia parecia tão longe daquido hotel (pois fomos com o veículo motorizado
mais lento do mundo – o tuk-tuk) e agora sei que fica a menos de 5km
do hotel Marady.
Minha próxima parada foi em um playground
que fica em frente ao Wat Botum Vatey. É uma área bem colorida, com vários
brinquedos, perfeita para crianças. Tirei algumas fotos e me dirigi ao templo
supracitado. Antes de entrar lá um casal de filipinos me abordou, puxando papo
e perguntando de onde eu era e porque eu estava tão suado apesar de estar
usando guarda-chuva. Após o breve interlúdio, fui explorar o templo das flores
de lótus. O local está em excelente estado, com belíssimas estátuas,
esculturas, pinturas e templos, como podem ver nas fotos.
Já passava das 11h e como sempre meu
estômago percebeu que estava na hora de almoçar. Fui então a um dos buffets que
eu planejara ir com a amiga alemã Isabel, plano que não se concretizou no tempo
que ela estava aqui. Tenho certeza que ela iria gostar muito, assim como eu.
Fui em um dia que havia “churrasco”, então do lado de fora do restaurante havia
um cozinheiro grelhando carne bovina, suína e frutos do mar. No interior do restaurante,
um buffet com pratos quentes, saladas e sobremesas. Tudo isso por US$ 7, e com
direito a um copo de refrigerante. Os garçons, como sempre, falavam um inglês
bem arranhado, mas como aqui essa é a regra, não a exceção, não dá pra
reclamar. A qualidade geral do lugar me faz recomendá-lo sem ressalvas.
Após almoçar, caminhei um pouco até chegar
no boulevard Preah Monivong, no qual fica uma das maiores casas que vi aqui na
cidade. Continuei andando em direção ao Aeon Mall, próximo do qual deveria
estar um pagoda que eu ainda não havia visitado. No caminho, tirei fotos de um
templo no qual eu já havia ido, então não entrei novamente. O templo que eu
estava procurando inicialmente estava erroneamente sinalizado no Google Maps,
então acabei não encontrando. Por outro lado, acabei encontrando um conjunto
residencial de alto luxo, cujas ruas tinham todas nomes de flores e o estado de
conservação era impecável, com vários “lixeiros”por lá, constantemente limpando
a redondeza. Vi muitos estrangeiros por lá (parecia que era uma área
residencial para expatriados), além de casas suntuosas, muito silêncio e
tranquilidade. A Canadian International School localiza-se neste conjunto
residencial, chamado Bassac Garden City.
Ao sair de lá, desemboquei no boulevard
Preah Norodom. Passei novamente na frente da embaixada tailandesa. Do outro
lado da rua, em frente ao Ministério da Agricultura, tirei fotos de
interessantes esculturas a respeito do tema do ministério. Antes de voltar para
o hotel, passei na mercearia Veggy`s para comprar alguns suprimentos e duas
cervejas belgas (Chimay e Vedett), já que ali foi o único local que encontrei iguarias
daquela nacionalidade à venda (com exceção do restaurante La Patate, no
Riverside). E assim terminou meu passeio em meu trigésimo terceiro sábado no
Camboja.






















































































































