quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O TERCEIRO E ÚLTIMO DIA DA MINHA SEGUNDA VISITA À KAMPOT

No terceiro e ultimo dia da minha segunda visita à Kampot fui tomar café da manhã em um lugar diferente: uma guesthouse chamada Captain Chim. Comi um omelet com queijo e tomei um café (quente, pra variar), ambos de alta qualidade, justificando os pouco mais de US$ 3 cobrados.
Após comprar a passage de volta, resolvi usar o resto da manhã para conhecer um pouco mais da cidade e ver as coisas que não havia visto em minha primeira visita.
Encontrei um interessante monumento aos trabalhadores do campo. Em seguida, visitei a prisão de Kampot (só o lado de fora, obviamente). O lugar estava em pleno funcionamento, pois vi o que pareciam ser familiares visitando – chegando e saindo.
Depois de sofrer um pouco navegando com o google maps e com o mapa que havia no guia que os donos da guesthouse me emprestaram, acabei chegando à antiga casa do governador, que hoje abriga o museu provincial de Kampot. Havia vários portoes, com somente alguns deles abertos. O museu, no entanto, não oferecia acesso aos visitantes naquele dia, talvez por ser feriado.
Passei por mais alguns prédios históricos muito bonitos que ficavam ali perto, a maioria deles na avenida que beirava o rio. Dei mais uma circulada de moto pelo centro e encontrei um monumento que parecia homenagear heróis de guerra. Outra interessante escultura foi a de comemoração ao ano 2000, acompanhada do que parece ser uma gaivota.
Ao tentar localizar um monumento que teoricamente ficaria em uma rotatória, de uma naga, que acabei não achando, acabei me deparando com um pagoda, no qual entrei para a frustração inicial ser reduzida. Ele era mais limpo que a média, mas o templo principal era bem simples, sem muitos atrativos.  O único diferencial era um tipo de “pântano” com grama e um tipo de vitória-régia cobrindo uma grande área, uma cena da natureza muito bonita.  Havia ainda a tradicional estátua de uma divindade (acredito ser uma apsara), acompanhada de um crocodilo. Pela falta de coisas interessantes, acabei não ficando muito tempo lá e menos de dez minutos depois eu estava na frente do que o guia dizia ser uma das principais atrações dentro da cidade: o velho cinema.
Realmente, ele era bem velho. Mas para meu azar, ele não estava em funcionamento naquele dia, então não pude entrar e a única coisa que fiz foi tirar uma foto da fachada, que não tinha nada de mais.
A essa altura era pouco antes das 11h e como meu ônibus só partiria às 12h30, resolvi visitar a primeira caverna que eu havia encontrado no dia anterior, chamada pelo guia de caverna pré-histórica, ou, como podem ver na foto da placa, Kbal Romeas.
O lugar era mais organizado que a caverna do elefante branco e, consequentemente, com mais taxas a pagar: estacionamento, visita da caverna e um guia que me auxiliou por 15 minutos e queria US$ 4, mas pela curta duração da minha visita, acabei pechinchando por US$ 1. As fotos ficaram bem escuras, então infelizmente as estruturas que eu vi não poderão ser compartilhadas com clareza aos leitores. Enfim, havia alguns murais pré-históricos lá, além de alguns “altares”budistas bem antigos. Além disso, estruturas rochosas lembrando animais e objetos do mundo exterior. Faço agora as mesmas observações em relação à outra caverna, é um lugar bonito e interessante, mas nada que seja absolutamente necessário visitar.
Enfim, saí de lá pouco depois das 11h e me apressei para conseguir almoçar, ir na guesthouse tomar um banho, terminar de arrumar minhas coisas, fazer o check-out e caminhar duas quadras até o local de onde o ônibus partiria. Deu tempo de fazer tudo, após comer um curry de frango no Captain Chim e acertar as contas, cheguei de banho tomado no ônibus, que tinha apenas uma passageira dentro e estava com música bem alta. Felizmente, o motorista diminuiu o volume quando pedi. O veículo acabou saindo com pouco mais de quinze minutos de atraso, e o trajeto foi bem mais demorado que o da vinda, pois desta vez houve um desvio, indo primeiro para a cidade praiana de Kep para depois dirigir-se à Phnom Penh. Pouco antes das 18h, o motorista gentilmente parou pouco antes da ponte que fica a metros do hotel no qual eu moro, sendo este o destaque de uma viagem de ônibus na qual estava um grupo animadíssimo de turistas que vieram cantando e pedindo pro motorista aumentar o volume do videokê exibido na televisão.

Por sorte eu havia levado meu tampão de ouvido...

























































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