quinta-feira, 28 de maio de 2015

MINHA DÉCIMA PRIMEIRA SEGUNDA-FEIRA NO CAMBOJA

Acordei às 6h20, pois não teria que andar até o ponto de ônibus. Fiz um sanduíche, tomei meu suco e minha cápsula multi-vitaminas e depois fui tomar banho. Me arrumei e às 7h30 estava no lobby, pronto para ir de moto até a universidade com Youth.
Cheguei lá um pouco antes, cerca de quinze minutos, e fui para a sala. Nesta segunda-feira, minha turma de writing aprendeu a concluir um parágrafo, com conjunções e expressões apropriadas para tanto. Fizemos várias práticas e a aula terminou com eu passando uma lição de casa para eles fazerem, consistindo de um diagrama de caixas para organizar os elementos de um texto.
Às 9h20 parti até o ponto de ônibus. Estava bem calor. No caminho, reparei que há um tipo de um posto policial, bem humilde. Tentei tirar fotos de lá hoje, mas havia um policial na frente, então achei melhor não arriscar.
Parece que acrescentaram mais ônibus à frota, pois agora nunca mais tive que esperar mais de meia hora no ponto, o que foi o caso nesta manhã. Aproveitei para dar uma olhada na matéria e também para observar o tráfego e a obra em frente ao ponto de ônibus, que está próxima da conclusão (é um túnel no meio da pista da Mao Tse Toung Boulevard, que fará uma curva e levará até a Russie Boulevard).
Enfim, como peguei o ônibus cedo, acabei chegando ao hotel pouco depois das 10h, andando em um forte sol. Às 11h15, Isabel me ligou e fomos almoçar. No lobby, encontramos Anandi e Ron e fomos os quatro almoçar no restaurante de sempre. Acabei pedindo duas porções: uma de abóbora com carne e uma de peixe frito – ambos bem saborosos. Após terminar, esperei um tempinho e pedi licença às garotas (Ron havia ido ao banheiro) e fui em direção à farmácia comprar xarope para tosse (acabei comprando um para produtiva e outro para não produtiva) por somente US$ 4,50. Acabei comprando duas máscaras para me proteger da poeira, poluição e fedores por somente US$ 0,12.
Voltei rápido para o hotel pois às 14h eu tinha marcado um horário com Garry, da Learning International School. Às 13h30 encontrei Youth na frente do hotel e ele me levou até lá. Apesar do terreno estar alagado devido às recentes chuvas (parece que a estação chuvosa finalmente chegou, mas o calor não aplacou tanto assim) e do trânsito estar bem intenso, ele conseguiu me levar lá em apenas 15 minutos (o lugar também não é tão longe, fica a menos de 2 km). Apesar de ter chegado lá com bastante antecedência, esperei quase uma hora, pois Garry estava em reunião com o pessoal do RH. Quando ele finalmente me atendeu, fomos a uma salinha onde ele me falou novamente sobre o propósito da escola e me mostrou o contrato e também o horário das minhas aulas, que serão 16 horas semanais lá e não 20, como eu esperava. Mesmo assim, acredito que tenha sido melhor, pois assim pelo menos terei algumas janelas durante a semana para preparar alguma coisa e até mesmo descansar. Dois dias da semana, no entanto, (terça e quinta) terei sete horas diárias de aula. Acredito que estarei um pouco cansado nesses dias para atualizar o blog, mas veremos como a situação se desenrola.
Enquanto eu estava lendo o contrato, o diretor de RH entrou na sala, se apresentou e pediu que eu o acompanhasse para tirar uma foto para a brochura da escola, uma vez que eu estava me juntando à equipe.  Me emprestaram um grosso paletó de lã e pediram que eu fosse ao banheiro ajeitar o cabelo... hehehe (isso que dá não cortar o cabelo há mais de dois meses e ir de moto ao trabalho). Enfim, fiz o que pediram e depois tiraram uma meia dúzia de fotos minhas. Quando a brochura estiver pronta, tentarei tirar uma foto dela e colocar no blog.
Terminado este processo, voltei à salinha anterior, terminei de ler o contrato e assinei-o. fui então até a sala de Garry, comuniquei que havia terminado e interpelei-o em relação ao terceiro motivo de eu ter ido até lá: o material didático que eu usaria. Ele foi comigo até um tipo de secretaria e me apresentou a um rapaz que estava desempacotando várias caixas de livros. Mostrei então meu horário a ele e ele me forneceu o material necessário. Somente um livro ainda não estava disponível e irei pegá-lo na quinta-feira, quando começarei em meu segundo emprego. Pouco antes disso, Garry se despediu e me deixou lá na secretaria.
Uns cinco minutos depois, com o material todo na mochila, me despedi e me dirigi em direção à saída, já que havia combinado com Youth dele ir me buscar às 15h e já eram cerca de 15h20. Uma surpresa foi que estava chovendo e acabei tendo que comprar uma capa de chuva. Felizmente não tirei nenhuma foto do meu novo visual... hehehe Enfim, tive que arriar minha calça social e colocar minha mochila dentro da capa de chuva de Youth, e então iniciamos o caminho de volta para o hotel. No trajeto, avistei uma unidade do PPCB (banco comercial de Phnom Penh) onde eu teria que abrir uma conta para receber o pagamento da Learning. Pedi então que ele parasse lá pois o pagamento da LIS é feito duas vezes por mês, então talvez eu receba alguma coisa já na semana que vem, mesmo que migalhas. O banco estava com somente um cliente lá dentro e era bem pequeno. Ao sentar, me trouxeram um copinho de água mineral, o que achei bem bacana. A conta foi aberta bem rapidamente, levando de 10 a 15 minutos. Precisei apenas mostrar meu passaporte e meu contrato de trabalho, além de pagar US$ 2 pela comodidade de ter um cartão para poder efetuar saques nos terminais de caixa eletrônico.
Terminado o processo, saí do banco, coloquei minha capa de chuva e Youth me trouxe de volta ao hotel. Já no quarto, tive tempo de fazer um lanche, tomar banho, me arrumar novamente e ir em direção ao ponto de ônibus para poder chegar no campus de Tuol Kork a tempo da minha aula das 17h30. O ônibus acabou não chegando até as 16h50, então sinalizei para um motoqueiro parar e me levar. Combinamos US$ 1,25 (geralmente pago US$ 1 para ir até o campus mais próximo e este fica somente a dez quadras a mais) e ele aceitou. No entanto, quando eu falei o local ele pareceu saber onde era, mas, como geralmente acontece, ele não sabia. Ele virou no lugar errado e se eu não estivesse olhando no  mapa do celular, acredito que ele teria me levado a um local totalmente diferente de onde eu esperava. Enfim, o boca aberta, quando estávamos a umas cinco quadras da universidade, resolveu querer aumentar o preço para US$ 2, quando então eu reclamei e disse que não era o preço combinado e que ele poderia parar a moto e me deixar lá mesmo. Desci da moto e paguei o valor combinado, e fui caminhando até a universidade, o que levou menos de dez minutos. Acabei chegando com uns cinco minutos de antecedência na sala, após pegar materiais e lista de chamada.
A aula foi sobre animais e os alunos viram vocabulários como santuário ecológico, predador, carnívoro, etc. fizemos um jogo em que os grupos tinham que ficar com as mãos nas orelhas e quando eu dissesse uma letra eles tinham que bater palmas para poder dizer um animal que começasse com aquela letra. O grupo que fizesse cinco pontos primeiro venceria. Os alunos se envolveram bastante. A aula foi bem produtiva, apesar do grande número de alunos e de alguns deles se dispersarem bastante com conversas paralelas.
Quando desci, às 19h05, até em frente a universidade, já estava aliviado em pensar que em vinte minutos estaria no conforto do meu quarto, jantando, tomando banho e indo assistir alguma coisa. O que eu não contava, no entanto, era que o querido Youth falharia em ir me buscar no horário pela terceira vez. Por sorte, eu tinha crédito no celular e liguei para ele. Pareceu que ele havia esquecido do horário, mas quando chegou ele se desculpou e disse que chegou quarenta minutos atrasado por que havia um grande engarrafamento que o fez demorar uma hora para chegar. Achei bem estranho, pois em nenhum momento demorei uma hora para chegar em algum lugar por aqui, mesmo com bastante tráfego. Mesmo assim, não fiquei insistindo na discussão, por estar cansado, pelo fato dele não entender muito inglês e também por já ter pago uma parte extra das corridas a ele. Enfim, acabei chegando por volta de 20h aqui no hotel, quando, somente então, pude fazer as coisas que estava planejando e relatei no inicio deste parágrafo.

Com todo o atraso, acabei apenas comendo, tomando banho, arrumando meu material e indo dormir pouco depois das 9h, já que estava com dor nas costas e não tinha muita disposição para fazer mais muita coisa neste longo dia, terminando assim minha décima primeira segunda-feira no Camboja.




quarta-feira, 27 de maio de 2015

MEU DÉCIMO PRIMEIRO DOMINGO NO CAMBOJA

Comecei cedo mais este domingo por aqui, levantando antes das 8h. Ainda com tosse, mandei uma SMS para Isabel perguntando se ela poderia fazer mais uma jarra de chá quente para melhorar a situacao. Ela também já estava acordada e pediu que eu subisse meia hora depois ao quarto dela para pegar a encomenda. No horário combinado, cheguei la. Tomei duas xícaras de chá com mel que ela serviu para mim. Conversamos um pouco, marcamos de ir almoçar ao meio dia e depois disso voltei para o meu quarto, afim de continuar fazendo os planos de aula que estou utilizando esta semana. Não lembro se já mencionei aqui anteriormente, mas como acabei planejando a mais, não tive que fazer planos de aula para os cinco dias, pois os primeiros dias já estavam garantidos com o planejamento da semana passada. Enfim, na manha de domingo acabei terminando o que faltava fazer, inclusive um exercício de revisão para a prova da turma de IEAP, que sera nesta sexta-feira.
No horário combinado, desci ao lobby e fomos almoçar no restaurante de sempre, sem muitas novidades.
Igualmente parada foi a tarde de domingo. Por volta de 14h30, descemos eu e Isabel para a piscina. Anandi e Ron falaram que apareceriam por la, mas apenas o segundo deu as caras.
Antes de Ron chegar, por volta de 15h30, acabei comendo uma manga em uma das mesas a beira da piscina. Portanto, quando Isabel sugeriu de sair para comer pouco antes das 17h, eu disse que ainda era muito cedo para mim. Então, quando Ron finalmente chegou (ele havia nos mandado uma SMS dizendo que estava a caminho, mas veio algumas horas depois), acabamos somente conversando por uma meia hora ali perto da piscina.
Quando Ron se foi, conversamos mais um pouco, tempo suficiente para "percebermos" que estávamos com fome. Sugeri então de irmos jantar no restaurante de US$ 1,75, que fica na mesma rua onde vamos almoçar diariamente. Isabel também convidou Anandi, e meia hora depois fomos os três jantar. Acabei pedindo o tradicional: uma porção de arroz frito, ovo frito, carne bovina e salada de alface e cebola, acompanhados de uma sopa, que desta vez veio sem almondega, mas com um osso com uns fragmentos de carne, que cedi a Isabel. A conversa na mesa ate que estava divertida, quando interagi um pouco com as duas, que na maior parte do tempo só abordaram assuntos femininos: esmalte, roupas, etc. - nada que me interessasse nem um pouco.
Depois do jantar, fomos na feirinha que fica atras do Sovanna Mall. Havíamos ido la no dia anterior, quando fui procurar sabonetes. Acabei pechinchando demais e não levando nada por questão de princípios. Como não achei nenhuma opção mais barata, acabei voltando la e comprando seis Protex por US$ 2,25. Acredito que o preço e mais ou menos o mesmo praticado no Brasil. Isabel e Anandi acabaram comprando um tipo de muffin branco sem recheio nem cobertura. Quando todos estavam prontos, voltamos caminhando para o hotel.
Chegando la, nos despedimos e fui dormir. Ainda era cedo, por volta de 19h, então aproveitei para colocar alguns seriados em dia e comer o chocolate branco que eu havia comprado no dia anterior - bem fraquinho por sinal, mas também não podia exigir muito pagando US$ 1,30.
Relaxado e alimentado, fui dormir perto das 22h, a fim de acordar bem descansado no dia seguinte para o inicio de mais uma semana de trabalho, terminando assim mais este domingo aqui no reino do Camboja.




terça-feira, 26 de maio de 2015

MINHA DÉCIMA PRIMEIRA SEXTA-FEIRA E SÁBADO NO CAMBOJA

Nesta sexta-feira, acordei por volta de 6h20, comi, tomei banho, me arrumei e desci ao lobby do hotel, onde Youth estava me esperando para me levar até a universidade. Saímos no horário e por volta de 7h50 cheguei lá. Peguei minhas coisas e fui para a sala de aula. O tópico do dia foi frases de apoio e como citar exemplos para ilustrá-las.
Às 9h20 a aula terminou e fui para o ponto de ônibus. Pouco depois das 10h, já estava de volta ao hotel.
Fiquei mexendo no computador até 11h e pouco, quando Isabel me ligou e fomos almoçar. Pedi sopa pela primeira vez no restaurante de sempre. Não cheguei a me arrepender, mas a sopa era meio ácida, no entanto, era uma porção bem servida, então não passei fome durante a tarde. Após comermos, fomos comprar um café robusta. Passamos também no mercado, onde comprei mortadela e tomate.
Passei a tarde no computador, fiz um lanche e por volta de 15h15 fui tomar banho. Após me arrumar, saí aqui do hotel às 15h45 para chegar quinze minutos depois no ponto de ônibus. Tive que esperar uns cinco minutos somente, levei muita sorte. Fui caminhando lentamente do ponto até a universidade e mesmo assim cheguei com uma antecedência de trinta minutos mais ou menos.
Deu tempo de corrigir mais algumas tarefas até começar a aula da noite, que também foi sobre writing. Esta turma aprendeu sobre apostos e cláusulas adjetivas, com vários exercícios. Por volta de 19h, a aula terminou e, quando desci, nada de Youth me esperando. Liguei para ele e ele medisse que em dez minutos chegaria. Quinze minutos depois, ele chegou e me trouxe para o hotel. Por volta de 19h45, eu estava no quarto.
Tomei banho, jantei e assisti um pouco de seriados e joguei um pouco de xadrez, indo dormir depois das 23h, pois não teria que acordar cedo no dia seguinte.
No sábado, acordei perto das 8h e mandei uma mensagem para Isabel perguntando se ela poderia fazer um chá para mim com a chaleira que cedi temporariamente a ela, pois acordei com dor de garganta e um pouco de tosse. Uma hora depois, fui ao quarto dela e tomei umas xícaras de chá com mel. Ela deixou eu trazer uma jarra cheia com o resto.
Por volta de meio-dia, fomos almoçar. Depois do almoço fomos ao mercado. Comprei pão, uma maionese com mostarda e também balas de menta, pois o estoque de halls e trident que eu trouxe comigo acabou. Passamos também na barraquinha de café para que eu pudesse comprar um Robusta.
Voltamos ao hotel e por volta de 14h30 descemos até a piscina. Como na 5ª feira passada fui irresponsável e entrei na piscina à noite quando não estava tão quente assim, a partir de 6ª comecei a desenvolver uma tosse bem chata. Portanto, no sábado a tarde não entrei na piscina. Eu estava mexendo no celular, procurando sobre cervejarias artesanais em Phnom Penh, quando de repente descobri que haveria um evento da cervejaria Cerevisia em um restaurante chamado La Gasolina. Convidei Isabel para ir junto e ela aceitou. Em 15 minutos, nos aprontamos e saímos. O lugar ficava perto do Museu do Genocídio, mas acabamos nos enrolando um pouco para chegar de tuk-tuk. Mesmo assim, por volta de 15 minutos depois, paramos em frente a uma feirinha de rua, pagamos os US$ 2 ao motorista e fomos em direção a onde o mapa mostrava. Por sorte, estávamos bem do lado, e não tivemos que procurar.
O portão do lugar estava fechado, mas mesmo assim eu o empurrei e vi que estava apenas encostado. Entramos lá e o lugar era o quintal de uma casa, bem informal. Havia várias mesas, todas elas com estrangeiros. O único nativo que vi lá era um senhor que iria fazer churrasco para vender. Enfim, logo na chegada, havia uma mesa com oito potinhos que continham grãos. Era uma promoção: caso adivinhássemos os três grãos utilizados na cerveja, ganharíamos um copo de graça. Mesmo com a teórica milhagem que adquiri com cervejas artesanais nesses seis anos do blog dr-beer.blogspot.com, consegui adivinhar somente um dos três grãos. Pelo menos me disseram que apenas uma pessoa havia conseguido a façanha.
Chegamos cerca de 20 minutos antes do horário oficial de encerramento, que seria às 16h. eles estavam oferecendo três cervejas, mas uma delas já havia acabado, a Smoked Ale. Ainda tinham uma IPA e uma APA, que estava formando bastante espuma e tinha que ser pedida com antecedência, portanto comecei com a IPA, bem saborosa. Um copo de 500ml custou US$ 4. O mesmo com a APA, que também era de alta qualidade. Conversamos um pouco com Eric, o mestre-cervejeiro e um dos donos da cervejaria, muito simpático. Ele disse que a cervejaria está aberta para visitações, basta marcar um horário via e-mail. Acredito que nos próximos meses terei mais atualizações sobre o assunto.
Pouco depois das 17h, nos despedimos de Eric e Adolfo, um espanhol que trabalha na divulgação da cervejaria e rumamos em direção ao Central Market, onde eu queria comprar sandálias de couro para ir trabalhar, já que meus sapatos têm me matado ultimamente. Consegui um tuk-tuk por US$ 1,75 (meu recorde pessoal em médias distâncias). Chegamos lá e muitas lojas já haviam fechado e outras estavam fechando. Mesmo assim, conseguimos encontrar duas lojas com sandálias. Na primeira, não achei nada inicialmente e disseram que iriam olhar no estoque. Começaram a demorar demais, e, bem próximo dali, encontrei uma outra loja. Lá encontrei um par bem confortável, que podem ver nas fotos. O valor inicial era de US$ 21, mas acabei conseguindo comprar por US$ 15. Isabel também saiu de lá satisfeita, pois conseguiu encontrar um marmitex de plástico por somente US$ 7 (consegui um desconto de US$1, se não falha a memória, para ela. Demos mais uma rápida circulada no local e saímos, pois várias portas externas do mercado já estavam fechadas.
Ao sair de lá, Isabel quis dar uma olhada em umas araras com roupas femininas expostas, então esperei ela se realizar por alguns minutos. Ela acabou não comprando nada, então caminhamos em direção ao Riverside. No caminho, entramos em alguns minimercados. Gostaria de encontrar um Procon por aqui, pois é comum encontrar produtos com rótulos que anunciam determinado preço e ao chegar no caixa cobram outro, o que aconteceu comigo ao tentar comprar uma cerveja de US$ 0,60 e, ao pagar, me pediram US$ 0,75. Como a diferença era irrisória, acabei levando, mas não sem reclamar antes. Enfim, em outro mercadinho acabei comprando um chocolate branco (que não era lá grande coisa) por US$ 1,30. Isabel não tinha nenhuma sugestão de lugar para ir, então acabamos indo novamente (eu pelo menos) ao restaurante belga La Patate.
Antes de pedir, fizemos uma coisa bem “orçamentária”. Contamos nosso dinheiro para que o que pedíssemos não extrapolasse nossos fundos. Ambos acabamos optando por sanduíches que vinham acompanhados de batata frita (já disse que não sou particularmente fã deste prato, mas no La Patate elas são realmente acima da média). O meu era de bacon e o dela de linguiça belga – cada um por US$ 5,75. Pedimos um molho de alho para mergulhar as batatas fritas – fantástico. Além disso, pedi uma Maredsous Brune, como sempre muito saborosa. O que acabou quebrando nossas pernas foi as coca-cola que pedimos (uma  para mim e duas para Isabel)... hehehe Acabou faltando dois ou três dólares e Isabel teve que ir até um caixa eletrônico para tirar dinheiro. Ela demorou mais de meia hora, pois disse que em uns três deles o cartão não funcionou. Enfim, pagamos e encontramos um tuk-tuk rapidamente, como quase sempre.
Consegui um que nos trouxe do Riverside até o boulevard que moramos por US$ 2. Quando estávamos quase chegando, o cara começou a reclamar, então acabamos descendo um pouco antes e viemos andando cinco quadras. Chegando no hotel, nos despedimos e fomos para nossos respectivos quartos.
Já bem cansado do longo dia, tomei um bom banho, me troquei e fui dormir, acabando assim meu décimo primeiro sábado no Camboja.