Comecei a semana na expectativa
de receber a ligação do Mr. Colin, da Universidade Paññasãstra. Após levantar,
às 9h, tomei café e me arrumei, com bloco de notas e caneta no bolso, caso
recebesse a ligação. Subi então o Monireth Boulevard até chegar na 310. Lá,
parei na esquina para recuperar um pouco o fôlego e olhei no mapa em meu
celular. Vi que estava a poucas quadras do Wat Moha Montrei, e me dirigi até
lá. No caminho, passei por mais uma das inúmeras feirinhas encontradas por aqui
(todos chamados de market) e tirei foto de um galo dentro de uma gaiola,
provavelmente utilizado para alguma briga de galo.
O lugar ocupava uma quadra
inteira, e era composto de um templo principal, entremeado por algumas ruas e
muitas casas. E, é lógico, muitos monges por lá, a maioria muito simpáticos e
responsivos após escutar meu tradicional hello.
Dentro do templo, havia uma grande estátua de buda com outras estátuas menores
o rodeando. Tirei os sapatos antes de entrar ali, como é de costume, e observei
os belíssimos quadros pendurados nas paredes. Em volta do templo, havia jovens
monges enfeitando o templo. Um pouco mais abaixo, havia os famosos túmulos
budistas, onde são colocadas as cinzas de monges já falecidos.
Fora do templo, havia um lindo
oferendário,na frente do qual havia um banco com um senhor dormindo. Mais ao
fundo, dentro da quadra do Wat, havia ainda uma escola, com vários estudantes
circulando por ali.
Saí do Wat por uma outra entrada,
que dava na Preah Sihanouk Boulevard, avenida que vai dar no Monumento da
Independência, onde fui outro dia. Andei por ele até chegar na Times Center e
posteriormente na grande caixa d’agua no ANZ Royal Bank, ponto de referência
que desemboca no Boulevard onde fica o hotel.
Comecei então meu caminho de
volta. Revivendo os bons tempos, fui almoçar no restaurante em que ia
diariamente com Colin nas duas primeiras semanas de curso (já faz um mês!).
chegando lá, o filho do dono do restaurante, que fala inglês muito bem, me
perguntou por que fazia tanto tempo que eu não aparecia, e eu disse que o
restaurante deles fica meio longe para ir até lá no sol do meio dia. Acabei
comendo uma deliciosa porção de peixe frito com arroz, acompanhado de chá de
jasmim gelado (este é o único restaurante que fui aqui em que oferecem o chá já
gelado). Na hora de ir embora, conversei um pouco com ele. Perguntei sobre o
costume de deixar os ossos em cima da mesa e ele me disse que realmente é
verdade, devemos enrolá-los em guardanapos e jogar no lixo, ou no chão, mas não
deixar em cima da mesa. Contei a ele que era professor de inglês e ele disse
que eu deveria lecionar na escola dele. Quando falei que era brasileiro, me
surpreendi ao ser perguntado se era do Rio. Ao responder que não, ele me falou
que queria ir ao Brasil um dia, e eu o convidei para ficar na minha casa quando
fosse para lá. Ele abriu um baita sorriso e perguntou se eu estava falando
sério. Foi um momento muito legal. Terminada a conversa, rumei de volta ao
hotel, no qual cheguei pouco depois do meio-dia.
Passei a tarde aqui no quarto,
atualizando o blog, e esperando pela ligação de Mr. Colin, que até às 14h15
ainda não havia dado sinal de vida.
Às 15h30 fiz um lanche e depois
decidi ir pouco na piscina para espairecer. Lá por 19h15, recebi a tão esperada
ligação: pediram para eu ir na universidade às 10h da manhã seguinte, ver os
horários das aulas que eu receberia para lecionar.
Na 3ª de manhã, acordei cedo,
coloquei calça social, camisa e gravata e peguei uma moto rumo à Paññasãstra
University. mr. Colin estava me esperando no corredor e fomos para a sala dele.
ele me explicou todas as regras da universidade, me deu o mapa dos dois campi
onde eu darei aulas, o conteúdo programático dos cursos e o horário das quatro
turmas que peguei: 3 de GESL (que é o programa geral de ensino de inglês) e 1
de IEAP (uma aula de writing, que os alunos precisam para entrar na
universidade – é o programa de inglês para propósitos acadêmicos). Peguei doze
aulas de 1h30 cada – duas na segunda,quarta e sexta e três na terça e quinta. Sete
destas aulas são no campus Peayoap e cinco no campus Tuol Kork, próximo à
escola True Visions, na qual fiz estágio por duas semanas. Ele também me
forneceu os quatro livros do professor que eu usaria em minhas turmas e me
pediu que fosse a alguma das livrarias dos campi onde eu ensinaria para pegar o
livro do aluno. Terminada a explicação, ele me levou no departamento de
avaliação de professores e me deixou lá. Conheci uma equipe que vai na sala de
aula ver como os professores estão se saindo e também fazem workshops gratuitos
para aprimoramento dos professores. Conversei com os quatro membros da equipe:
dois eram cambojanos e havia um canadense e um americano, todos muito
simpáticos e receptivos, me explicaram qual era a função deles por lá.
Na sequência, fui ao departamento
de testes. Conheci a equipe, e me explicaram que os testes são elaborados por
professores de tempo integral e que meu único trabalho nos dias de testes é
monitorar as turmas e depois corrigir os testes. Depois disso ainda fui ao
departamento de RH, conheci o pessoal de lá e me pediram para preencher um
formulário e me orientaram a como abrir uma conta no banco para receber meu
salário, o que acontecerá, infelizmente, pela primeira vez em 5 de junho
apenas. Me disseram também que eu deveria trazer uma cópia do meu passaporte no
dia seguinte.
Perto do meio-dia fui liberado e
resolvi pegar um tuk-tuk, já que a mochila estava pesada e a distância até o
hotel era longa. Parei perto do estádio olímpico e fui andando até o
restaurante no qual eu e Colin almoçávamos nas duas primeiras semanas de curso.
Almocei lá novamente (peixe) e conversei com o filho do dono, reiterando meu
convite para ele vir ao Brasil.
Fui então caminhando até em casa
no restante do percurso, com mochila lotada de livros e tudo. Desnecessário dizer
que cheguei no hotel todo carcomido, com os pés doendo e etc. já no quarto,
tomei um bom banho, descansei um pouco, organizei a mochila e rumei em direção
ao Mao Tse Toung boulevard, onde havia um ponto de ônibus que eu pegaria a
linha que me deixaria bem próximo ao campus no qual leciono de manhã e à tarde.
No ponto de ônibus, uma cena bem curiosa. Havia vários homens por lá, mas
nenhum estava esperando o ônibus. Sempre que passava uma moto ou tuk-tuk, iam
correndo em direção a eles e abordavam os passageiros. Não consegui entender
muito bem por que, mas parece que havia algum hotel por perto e eles queriam
ajudar com a bagagem ou ajudar a estacionar. Enfim, fiquei presenciando essa
cena por uma hora, quando, finalmente, o ônibus chegou. A passagem é
incrivelmente barata, 1500 riel. Ou seja, a cada duas passagens, paga-se US$
0,75.
Chegando ao campus de Peayoap,
que fica a cerca de seis quadras do
ponto (o começo do trajeto foi bem complicado: estavam em obras, e tive
que caminhar por cima de muita poeira e areia, além de me equilibrar em um
canteiro de obras). Chegando lá, me orientaram a como chegar na livraria, e
conversei com dois funcionários, uma senhora e um jovem, que me entregaram os
livros e depois puxaram papo, perguntando o que eu estava achando do Camboja,
de onde eu era e etc. falamos também sobre os ônibus, e eles me disseram que é
normal ter que esperar bastante tempo, pois eles foram implantados somente
recentemente aqui na cidade. Terminada a conversa, me despedi e retornei ao
ponto de ônibus, quando, para variar, estava fazendo bastante calor. Desta vez
levei mais sorte, e tive que esperar “somente” meia hora até ele chegar. O ônibus, no entanto, não é dos piores, e havia
até ar condicionado nele. Uma outra coisa curiosa foi que paguei com 2000 riels
e a cobradora disse algo que entendi como no
change (ela estava sem troco). Esperei então outros passageiros entrarem no
próximo ponto e vi que ela então tinha troco. Pedi o troco para ela e,
inexplicavelmente, começou a rir. Uma senhora ao meu lado começou a falar em
khmer com ela e eu fiquei boiando o tempo todo. Acabei desistindo e não
recebendo troco nenhum. Por menos que fosse, era meu direito, mas, enfim,
acabei aprendendo a lição de levar, sempre que possível, o dinheiro trocado
para pagar a passagem. De qualquer forma, foi bem mais barato que ter pego moto
ou tuk-tuk.
Após uns quinze minutos, cheguei na minha
parada e fiz novamente a peregrinação até o hotel. Já munido de todos os
livros, passei o resto do dia fazendo planos de aula para a quarta-feira, na
qual eu teria a aula de writing pela manhã e a minha turma mais avançada pela
noite. Já era passado das 21h quando terminei os dois planos de aula e não tive
mais energia para nada. Fui dormir e recuperar as energias para o dia seguinte,
quando daria minha primeira aula.
Na quarta-feira, acordei às 6h10,
pretendendo pegar o ônibus para ir trabalhar. Cheguei no lobby por volta de
7h15 e fui imprimir os planos de aula. Para variar, o computador estava bugado
e perdi uns quinze minutos na brincadeira. O pior: não consegui imprimir nada e
ainda tive que ir de moto ao trabalho. Por sorte, o trajeto de moto não demora
muito e consegui chegar uns dez minutos antes na universidade. Peguei minha
lista de chamada e tive tempo para ir no departamento de suprimentos imprimir o
plano de aula. Encontrei minha sala de aula e cheguei lá poucos segundos após
bater o sinal. Me apresentei e fizemos uma dinâmica na qual os alunos dizem seus
nomes e uma coisa que gostam. Tudo correu bem. Depois li a eles as regras da
universidade em relação a frequência, exames, materiais, código de vestuário e
etc. iniciei então a aula propriamente dita, que foi sobre sentenças, letras
maiúsculas e tipos de texto. No final da aula, passei a eles a primeira tarefa
de casa, um parágrafo no qual eles se apresentariam, falando sobre onde
nasceram, sonhos, hobbies, talentos e etc.
Saí da sala às 9h20, planejando
ir até o ponto de ônibus. Ao levar minha lista de chamada, no entanto, a
coordenadora estava por lá e acabei conversando com ela um pouco a mais do que
o esperado, quando ela me deu algumas orientações e dicas. Resultou que ao
chegar no ponto, mesmo esperando mais de uma hora, o ônibus não chegou. Acabei tendo
que pegar uma moto para voltar ao hotel.
Almocei no restaurante aqui perto e aproveitei uma parte do tempo para
agilizar meus planos de aula para o dia seguinte. Fiquei trabalhando nisto até
cerca de 15h30, quando lanchei, tomei banho e me preparei para sair daqui do
hotel às 16h, quando pedi a um motoqueiro para me levar ao campus principal da
universidade. Lá, encontrei novamente o pessoal do RH, e eles me encaminharam à
secretaria, onde foi feito o meu crachá, documento necessário para transitar na
universidade.
O motoqueiro estava me esperando
e me levou até o campus de Tuol Kork. Cheguei lá com bastante antecedência. Peguei
minha lista de chamada na administração e fui conhecer um pouco o prédio. Encontrei
o teacher’s lounge e conversei um
pouco com os professores que lá estavam, todos aqui do Camboja. Um deles foi
bem simpático e receptivo, e ficou conversando comigo por um tempo. Quando faltavam
dez minutos para o início da minha aula, fui para a sala. Segui o mesmo
procedimento da manhã no início e depois dei uma aula baseada no livro, sobre
arquitetura. Tudo também correu bem, felizmente.
Ao terminar a aula, saí em
disparada ao ponto de ônibus. Acabei cometendo o erro de, na pressa, não
conferir o mapa em meu celular, e acabei me perdendo. Um erro infantil, pois,
ao chegar na rua principal na qual o ponto estava, virei para a esquerda em vez
da direita. Acabei indo em direção a uma área desconhecida e, ao procurar a rua
em que eu estava no mapa, não a encontrei (ela simplesmente havia mudado de
nome, mas isto não constava no google maps). Após rondar por mais de meia hora,
acabei recorrendo aos serviços de um tuk-tuk que me trouxe de volta ao hotel,
por US$ 3 (dada a distância, não foi tão mal assim; poderia ter pego uma moto
por US$ 2, no entanto, se tivesse ligado direto da universidade para um dos
motoqueiros aqui do hotel). Enfim, patacoadas acontecem.
Exausto, cheguei ao hotel e tive
forças apenas para imprimir meus planos de aula do dia seguinte (desta vez a
impressora funcionou) e vir para o quarto, tomar um banho, organizar um pouco
as coisas para o dia seguinte e ir dormir.
Na quinta-feira, acordei cedo
novamente. Já alimentado e vestido, com planos de aula prontos e equipado para
o que desse e viesse, rumei ao ponto de ônibus. Cheguei lá 7h30, com planos de
esperar 10 minutos ou então pegar uma moto. Um pouco antes do meu prazo final,
para minha felicidade, o ônibus chegou. Para completar minha sorte, o cobrador
não era a menina insolente da última viagem. Cheguei no ponto pouco menos de
quinze minutos antes da aula e tive que ir fazendo ziguezague novamente nas
obras e no tráfico que estava especialmente intenso naquele horário. Entre trancos
e barrancos, cheguei na sala poucos minutos antes da aula começar. Iniciei com
um jogo da velha sobre palavras que recebem letras maiúsculas e ensinei
joquempô a eles para decidirem qual grupo começaria o jogo. Eles ainda não
conheciam o famoso rock, scissors, paper
– e adoraram! O jogo também foi muito bem-sucedido. Os alunos são muito
espertos e interessados. O restante da aula foi sobre letras maiúsculas e
parágrafos.
Na volta, levei sorte novamente,
e consegui pegar o ônibus cerca de meia hora após chegar no ponto. Tive tempo
de ir comprar um caldo de cana. Até tirei os sapatos. Antes mesmo de perceber,
vi o ônibus chegando. Como o trânsito é intenso por lá, tive tempo de colocar
os sapatos tranquilamente até o ônibus chegar. Após dez ou quinze minutos
deliciosos de ar-condicionado, cheguei no ponto e fui andando até o hotel. Ah,
enquanto estava no ponto, recebi uma ligação no celular. Era uma senhora,
falando em um inglês não muito compreensível. Entendi apenas que era de uma
escola procurando professores, mas, como o barulho na área estava excessivo,
pedi para ela me ligar depois. Tive também, antes de entrar no ônibus, tempo
para responder a um SMS que Isabel me mandara pela manhã, convidando para
almoçar. Combinei às 11h com ela no lobby. Acabei chegando no hotel às 10h30, e
ainda tivemos tempo de ir um pouco na piscina (a qual fazia dias que eu não
frequentava) por uma meia hora. Ela demorou um bom tanto para chegar e fiquei
conversando com AD (Australian Daniel) a respeito da viagem dele para
Sihanoukville.
Fomos almoçar no restaurante aqui
perto e parece que recuperei meu apetite... comi frango com capim limão e uma
porção de carne de porco com ovo cozido, tudo por US$ 1,75. Apressei Isabel
para terminar rápido, com pouco resultado, e passamos no mercado para comprar
pão e bologna. Voltamos para o hotel, vim tomar banho, e 13h30 desci para ir
trabalhar novamente. Não havia nenhuma moto nem tuk-tuk disponível, então Trea
acabou encontrando um motoqueiro passando na rua que me levou até lá por US$ 2.
Cheguei lá 10 minutos antes, peguei minha lista de chamada e fui procurar a
sala onde eu daria a aula. Fiz a dinâmica das apresentações, a qual eles
gostaram de fazer. A cada minuto entrava um aluno novo na classe, havia mais ou
menos 25 deles. Na sequência fiz um jogo da velha sobre classes de palavras, e
eles se saíram bem na maioria dos casos. Trabalhamos o resto da aula com o
livro, e tudo correu bem.
A aula terminou às 15h30, quando
deixei a lista de chamada e saí do campus para ir para minha próxima aula, às
17h30. Tive tempo para comer um sanduíche que havia levado comigo em um banco
na frente da universidade. Fui andando bem devagar para não chegar lá suado e
acabei levando meia hora para chegar, parando para tirar fotos das belíssimas
casas que haviam nas redondezas, além de um edifício público que não possuía
identificação em inglês. Havia chovido durante a tarde, o que me fez ter que
desviar de várias poças d’água na rua.
Encontrei minha sala com mais de
uma hora de antecedência, e não havia ninguém na sala ainda.a sala estava bem
abafada, então fui até o ar-condicionado no fundo dela. O botão on/off não
funcionou, então fui procurar alguém que soubesse como ligá-lo. Havia uma aluna
do lado de fora da sala, que era desta turma. Ela abriu uma caixa de fusíveis
próxima à porta, mas não sabia qual botão acionar. Felizmente, logo em seguida
chegou um grupo de três alunos, que sabiam como ativar o AC. Aparentemente havia
um dos fusíveis que dizia isso, e eles entenderam e acionaram o fusível
correto. Fui até eles perguntar se eles já haviam utilizado o livro na aula
anterior (aconteceu isto na outra turma, e tive que improvisar), mas dois deles
eram de uma turma mais avançada e apenas tinham vindo acompanhar o amigo até a
hora da aula. Eu tinha planejado dar uma lida no livro antes de começar a aula,
mas eles começaram a puxar papo, perguntar de onde eu era e etc. os três eram
estudantes de engenharia no Instituto de Tecnologia, e tinham que fazer o curso
de inglês como requisito do curso. Após um tempo, “abandonei-os” e fui dar uma
lida na matéria da aula, quando percebi que um áudio seria necessário. O equipamento
da sala não suportava pen drives, então tive que ir procurar um aparelho de som
apropriado. Após rondar por muito tempo, acabei chegando a uma sala chamada
English Club. Lá conversei com um rapaz bem simpático, que fez de tudo para me
ajudar, mas acabou não entendendo o que eu queria. Perdi uns quinze minutos lá,
e tudo que ele fez foi copiar mais arquivos no pen drive. Nesse interim, a
colega Mary Versteeg entrou lá, pois também está dando aulas na universidade. Conversamos
um pouco e eu tive que ir em busca do aparelho, que na verdade ficava na sala
da administração, próximo às listas de chamada.
Cheguei na sala poucos minutos
antes do sino bater e resultou que acabei não precisando do equipamento, pois
eles já haviam trabalhado com aquela página.. Acabei fazendo a dinâmica da
apresentação e depois trabalhei com o livro. Esta turma foi a que tive mais
dificuldades, pois era a com o nível mais baixo de inglês (level 4). Eles não entenderam
várias das instruções. Tive que ir de carteira em carteira explicando as
atividades, e aí então eles entenderam melhor. No final da aula, conversei com
dois alunos que tinham um nível melhor de inglês e eles me disseram que alguns
alunos comentaram que eu estava falando muito rápido! Imagine se eles tivessem
pego um professor nativo, o quanto iriam sofrer!
Enfim, os dois foram realmente
prestativos e me ajudaram a apagar o quadro. Eu estava arrumando as carteiras
(havia mudado a disposição em forma de ferradura), quando me disseram que não
havia necessidade por que havia funcionárias para isso. Arrumei rápido minhas
coisas e saí para ver se dessa vez conseguiria pegar o ônibus que supostamente
passaria às 19h30 (eu tinha pouco mais de vinte minutos). Neste dia, tirei a
sorte grande. Pois, após sair da universidade e andar menos de cinquenta metros
em direção ao ponto de ônibus, o aluno com o qual conversei no final da aula
passou por mim de moto e perguntou se eu queria uma carona. Obviamente aceitei,
e disse a ele onde morava. Cerca de dez ou quinze minutos depois, ele passou
pelo ponto de onibus onde eu desceria e me deixou lá. Agradeci e desejei um bom
feriado a ele e iniciei a caminhada em direção ao hotel. Logo ao chegar na
esquina da Mao Tse Toung com a Monireth Boulevard, atravessei a rua para o lado
em que fica o hotel. Meu anjo da guarda estava de plantão naquela noite, pois,
após andar umas duas quadras, escutei gritos masculinos e barulho de barras de
ferro sendo batidas em outros objetos. Olhei para o outro lado da rua e estava a maior
arruaça: um grupo de jovens brigando e macetando o que pareceu ser uma moto e
um carro. Não vi direito pois me concentrei em andar mais rápido, sem correr,
para longe deles e perto do hotel. Graças a Deus e meu anjo da guarda, escapei
ileso. Mas acredito que era um incidente entre eles, pois vi um outro
transeunte andando naquela direção e ele não foi atacado pelos vândalos. Esta foi
a minha experiência mais assustadora aqui no Camboja até agora. Não fosse esse
episódio, eu poderia dizer que este foi um dos meus melhores dias aqui, após
ganhar a carona de volta e conseguir pegar dois ônibus no mesmo dia.
Enfim, cheguei inteiro no hotel. Cansadíssimo
da longa jornada, vim para o quarto, lanchei e assisti um pouco de seriados e
por volta de 21h30 fui dormir, feliz por não ter que trabalhar no dia seguinte.
O dia do trabalho, aparentemente, é o único feriado em comum que Brasil e
Camboja tem em comum, além do dia 1º de janeiro.
Na 6ª feira, aproveitei para
recuperar o sono perdido dos dois dias anteriores, e levantei às 9h. havia
combinado de ir almoçar com Isabel às 11h30, então aproveitei o tempo para
fazer meu primeiro plano de aula da 2ª feira. Fomos almoçar no restaurante aqui
perto, para variar. Pedi o tradicional frango com manjericão tailandês e uma porção
de carne de porco com salada, bem saborosa. Na volta, renovei meu estoque de
vitaminas – comprei uma caixa com 50 delas, por US$ 5,25. Desta vez, consegui
pechinchar na farmácia... hehehe
Passamos no Lucky para comprar
sobremesa. Encontramos Mr. Colin lá, por coincidencia. O cumprimentei e fomos
procurar algo. Acabamos pegando um pote de sorvete que estava em oferta (US$
2), de coco com uma raiz asiática. Pegamos também alguns tomates e Isabel
comprou iogurte e outras amenidades. Viemos aqui no meu quarto dividir o
sorvete, mas ela não gostou (pois havia pedaços da raiz nele) e, “infelizmente”,
acabei ficando com o pote inteiro para mim. Dei um tomate a mais para ela na
troca... hehe
Um pouco depois, fomos tomar
banho de piscina, o programa mais barato e relaxante que há por aqui, além de
menos cansativo. Duas garotas do atual programa da LC-Asia estavam lá, mas não
conversamos com elas.
Por volta de 19h, saímos para
jantar. Fomos ao shopping, onde vimos os preços de umas cadeias de fast-food
por lá. Fomos também ao penúltimo andar, no qual havia um restaurante de sopas.
Acabamos optando por um restaurante próximo ao shopping, no qual eu havia ido
com Colin outrora. Pedi noodles com frutos do mar; ela pediu o mesmo, com carne
de porco. O problema é que estavam tocando música alta lá, e ela não estava
mais se sentindo tão bem. Resultou que acabei comendo meu noodles e ela nem
encostou na comida, que pediu para embrulhar e trazer de volta. Regressamos ao
hotel e fomos aos nossos respectivos quartos.
Fiquei corrigindo os writings dos
meus alunos até 0h20, quando consegui terminar todos. Pensei em assistir algo
antes de dormir, mas já estava muito cansado, então guardei tudo e fui dormir.
E assim terminou meu feriado e
também meu quinquagésimo dia aqui no Camboja.
Aos que gostaram do post e da descrição dos lugares que
visitei, assistam vídeos destes lugares no meu canal do YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
Abraço a todos e até o próximo post!


























































































































Nenhum comentário:
Postar um comentário