Antes de começar este post, gostaria de explicar aos meus poucos e fiéis leitores que este hiato de posts deveu-se a uma série de problemas de saúde que impossibilitaram meus tradicionais passeios de fim de semana em Phnom Penh.
Neste domingo, no entanto, me senti bem o suficiente para sair de "casa" às 9h30 da manhã rumo ao ponto de ônibus onde tantas vezes esperei para ir ao campus de Peayoap da Universidade Paññasastra. Desta vez, no entanto, andei uns pontos a mais, até descer próximo ao estádio velho, que fica perto da ponte que cruza o rio Mekong. Voltei algumas quadras até encontrar uma ruela que desembocaria na parte de trás do meu primeiro destino, a mesquita Al Serkal. A estrutura, bem impressionante, como podem ver nas fotos, foi construída recentemente (inaugurada em março deste ano), pela bagatela de US$ 2,9 milhões, uma soma bem expressiva para os padrões cambojanos. A parte de trás da mesquita era rodeada por uma cerca de arame, então tive que dar a volta até chegar na entrada. O portão principal, para veículos, estava fechado, então entrei por um portãozinho lateral, este sim estava aberto. A alguns metros dali estavam sentados dois senhores cambojanos, que, talvez por estarem distraídos conversando, não apresentaram nenhuma reação quando entrei.
Tirei algumas fotos da fachada, como poderão ver abaixo. Subi uma escadaria e, em frente à porta de entrada da mesquita, havia uma placa requisitando que se tirasse os sapatos antes de entrar lá e também que não se levasse comida dentro do templo. Segui a recomendação e abri a grande porta de madeira, que estava apenas encostada. Lá dentro, uma confortável e ampla estrutura, com piso e paredes acarpetados, estantes com livros muçulmanos, luxuosos lustres no teto e ainda um ventilador. Fiquei me perguntando porque, em uma estrutura nova e de alto custo como essa, não há ar-condicionado. Talvez porque tenha sido uma doação de uma família dos Emirados Árabes, que comprometeu-se a construir a estrutura, mas não a custear os gastos com manutenção.
Uma curiosidade foi que, ao ir ao banheiro, também tive que tirar os sapatos. Por sorte o piso estava seco e quase todo ele em boas condições de limpeza. O banheiro ficava do lado de fora do templo, à esquerda. Após terminar, dei a volta no templo e não encontrei nada de mais na parte de trás. Ao chegar novamente na parte da frente, havia uma bela estrutura, semelhante a um gazebo, com uma cúpula avermelhada. O lugar é bem arborizado, o que acrescenta bastante ao clima de tranquilidade que deve circundar uma construção religiosa. Curiosamente, vi apenas um "fiel" por lá, uma mulher trajando uma túnica preta. Antes de ir embora vi ainda um templo de menores proporções (menos da metade do tamanho do primeiro em que entrei). O conteúdo, no entanto, era o mesmo: lustres, estantes com livros, ventilador, um painel com o horário local e de outras regiões e uma única coisa diferente em relação a primeira estrutura. Havia uma estante com alguns panos, que não sei dizer para que serviam. Como não tinha nada de novo mais para eu ver, encerrei a visita, calcei meus tênis novamente, desci a escadaria, abri o guarda-chuva para me proteger do sol que ficara cada mais quente próximo ao meio-dia e segui caminho.
A mesquita fica próxima ao Riverside (Sisowath Quay), área profusa em pagodas. No caminho, passei por dois deles que não me lembrava se havia visitado outrora ou não, então acabei entrando novamente (felizmente o fiz, pois após andar novamente por ambos, constatei que eram inéditos para mim).
No primeiro deles, logo antes de entrar, já fui recepcionado por uma majestosa parede com inscrições em bronze com motivos religiosos e históricos do país. O pagoda estava todo decorado, com faixas e bandeirinhas. Na saída, vi uma placa que indicava o nome do monastério: Vimeandecheah. Infelizmente, não são todos os complexos religiosos que tem os nomes na entrada, ao menos não em alfabeto ocidental.
Continuei minha caminhada em direção ao Sisowath Quay, pois já era passado das 11h e eu queria encontrar um lugar para almoçar. Acabei encontrando mais um pagoda, o Wat Sras Chak, esse sem nome ocidental na frente, apenas umas inscrições em Khmer. Ah, antes de chegar lá, vi duas estátuas de elefante no meio da calçada, em frente a um condomínio. Na frente deste segundo pagoda do dia, havia estátuas diferentes: dois cavalhos brancos, com alguém importante montado nele e um súdito ao lado. Este pagoda estava bem mais movimentado que o outro. Havia várias famílias por lá. Em uma tendinha, havia panelas com comida dentro. Em uma espécie de santuário, havia várias pessoas rezando e um monge com vários pratos de comida à frente. Acredito que seja um prenúncio do grande feriado que se inicia do próximo dia 11, o Pchun Ben Day, quando as famílias oferecem comida aos monges para que as "entreguem" aos espíritos dos familiares falecidos, que por três dias voltam à Terra para uma refeição mais saborosa. Se quiserem saber mais, acessem http://www.tourismcambodia.com/tripplanner/events-in-cambodia/pchum-ben.htm - é uma estória bem interessante.
Este segundo templo não apresentava um dos melhores estados de conservação, mas, mesmo assim, rendeu ótimas fotos. No interior de duas pequenas estruturas que parecem casinhas de cachorro, havia algumas estátuas com motivos budistas. Em frente ao carcomido templo principal, duas estátuas de guerreiros orientais, bem realistas e convincentes. Vi ainda várias stupas. Entrei em um pequeno pavilhao no qual um monge estava rezando com três fiéis. Tirei meu calçado e entrei lá. Havia os tradicionais afrescos nas paredes e teto. Acabei não tirando foto por respeito aos que lá estavam. Do lado de fora deste pavilhão, tirei foto de um buda dourado que abençoava o lugar. Uma outra coisa curiosa que vi lá dentro foi um barquinho dourado cheio de envelopes plásticos, que tinham dentro deles algo que não consegui identificar (hoje, um dia depois, perguntei aos meus colegas professores o significado do barco, e me disseram que são oferendas aos parentes falecidos; após o feriado, o barco será colocado no rio, que levará arroz, sal, e outros condimentos e alimentos para eles). Havia também lá alguns estandes com dinheiro, que acredito que seria oferecido aos monges para "encaminharem" aos mortos.
Em frente ao velho templo, havia várias stupas vermelhas, além de um galpãozinho com belíssimos afrescos coloridos contando um tipo de estória budista. Ao lado dele, havia um simpático caminhãozinho com motivos chineses, que acabei de descobrir que é um tipo de carro funerário que carrega o corpo dos mortos. Ao lado do galpão, havia alguns caixões, que acredito também serem para os chineses, uma vez que os cambojanos budistas são cremados após a morte.
Após terminar esta excursão pela cultura do país no qual estou vivendo há quase sete meses, continuei minha andança em direção ao Riverside. No caminho, encontrei o ministério de telecomunicações, um prédio bem modesto. Ainda na avenida Preah Monivong, passei por uma placa que indicava as saídas da cidade para Siem Reap, Kratie, Poipet e Battambang, uma vez que eu estava bem perto da ponte Chroy Changvar II, que leva também para o leito leste do rio Mekong, aonde eu iria depois de almoçar.
Em vez de cruzar a ponte, segui à direita até chegar na Sisowath Quay, a avenida que costeia o rio Mekong. Passei novamente pelo porto autônomo de Phnom Penh, pelo hospital Precah Ket Mealea (no qual fiz um vídeo que está em meu canal no YouTube) e por vários locais que estavam trabalhando na calçada, consertando correias de moto e vendendo bebidas geladas. Já com o estômago roncando (era quase meio-dia), finalmente cheguei a um restaurante apresentável, chamado Saigon City. Pelo nome, pode-se perceber que a culinária do mesmo é vietnamita. Fui recepcionado inicialmente por um simpático garçom, que, no entanto, teve dificuldade em entender quando perguntei qual de dois pratos era mais generoso. A dona do restaurante veio então e o ajudou a entender e respondeu minha pergunta, sendo muito prestativa e simpática. Acabei pedindo um guisado de porco e uma porção de arroz, acompanhados de chá gelado para beber. A vietnamita foi bem sincera, a porção era mais do que suficiente e saí de lá bem cheio, ainda mais pelo fato de que, para minha surpresa, após pagar a conta me trouxeram uma tigelinha com uma sobremesa morna, que após a refeição ela me explicou ser arroz doce e taro (uma espécie de batata doce local). Fiquei muito surpreso com a cortesia e o brinde, coisas que nem sempre são encontradas em todos os restaurantes daqui. Aos que estejam curiosos pelo valor pago, investi pouco mais de US$ 5 na lauta refeição.
Com o estômago forrado, iniciei o caminho de volta em direção à ponte, com o sol ficando cada vez mais quente. Cruzei a longa ponte (que também é chamada de Cambodia-Japan Friendship Bridge) em uma estreita faixa que também é utilizada por ciclistas. À esquerda desta, havia uma outra faixa um pouco mais larga para as motos e no meio da ponte duas faixas para carros. Praticamente no meio da ponte, havia uma espécie de casinha para sentinelas. Ao lado da qual tirei algumas fotos.
Já do outro lado do Mekong, andei mais um pouco até chegar na rua Tonle Sap, que me levaria até os próximos destinos planejados no meu passeio. No trajeto, começou uma fina garoa, que logo parou, apesar do céu ainda estar bem fechado, como poderão reparar nas fotos que tirei no Wat Botum Sakor, o primeiro dos templos que encontrei por ali. Logo do lado de fora do templo, uma construção me chamou uma atenção, uma torre cuja aparência pode ser comparada a um pinheiro, ou um bolo de casamento, com várias camadas. Lá dentro, fiz um vídeo do templo principal, que poderão acompanhar no meu canal no YouTube. As portas estavam fechadas, então pude apenas registrar o exterior do mesmo. Algumas crianças estavam por lá e me disseram o tradicional hello! e me perguntaram meu nome. Retribuí as perguntas e tentei saber a idade deles, arriscando o pouquíssimo Khmer que sei, mas neste ponto o nível da conversa já ficou avançado demais, tanto para eles, que não entenderam minha pergunta em inglês, como para mim, que não consegui me fazer entender no idioma deles. Este é um complexo budista muito bonito, que vale a pena visitar, como poderão ver nas fotos e vídeo.
Ao sair do templo, avistei a alguns metros dois monumentos, um de uma âncora e outro de uma mulher despida da cintura para cima. Não havia placas explicando o nome ou o porque deles existirem por lá, e tampouco encontrei registros dos mesmos na Internet, então terão que se contentar somente com as fotos.
Ainda na rua Tonle Sap, andei até chegar em uma pequena estrada de chão chamada Wat Prachum Sakor, mesmo nome do templo que nela está localizado. Infelizmente, a bateria do meu celular acabou antes de eu chegar no templo em si. Uma das últimas fotos que consegui tirar foi uma homenagem para minha mãe, Sibila Nielsen Yabu. A foto mostra o Centro Cambojano de Diabetes, condição esta que infelizmente a acomete. Por outro lado, se ela algum dia chegar a me visitar por aqui, já sei onde levá-la. Caso algum outro falante de língua portuguesa que sofra da mesma condição venha a Phnom Penh, também já sabe onde conseguir algum tipo de auxílio e tratamento.
As últimas duas fotos que consegui tirar foram da estradinha que levava ao templo, que era ladeada por estátuas de guerreiros. O templo em si era bem antigo e em precário estado de conservação, além de não ser muito impressionante. A área, até por ser meio retirada, era muito bem arborizada, com árvores altas e verdejantes. Havia também, como nos outros Wats e pagodas, muitas stupas por lá. Vi também uns habitantes locais que estavam circulando por ali. Não tinha muito para ver por lá, então acabei retornando, até por que ainda tinha mais uma parada no meu passeio.
Já de volta à rua Tonle Sap, iniciei o caminho de volta em direção à mesquita Darussalam, a qual eu havia passado antes e não havia percebido. Ela ficava logo na primeira rua à direita após sair do último pagoda visitado. Após uma pequena caminhada, já avistei a cúpula azul da mesquita, que não pude tirar fotos pelo motivo anteriormente mencionado. Sinceramente, não é nada de espetacular. Ela é bem menor que a Al Serkal e pior conservada. Ela estava aberta, mas não havia livros, piso acarpetado e lustres imponentes no teto. A área ao redor era residencial, com uma vendinha, um banheiro, e algumas casas. Após dar uma rápida olhada, finalizei minha visita por lá. Aos que tenham curiosidade em ver como ela é, acessem http://www.tripadvisor.co.uk/Attraction_Review-g293940-d8313602-Reviews-Darussalam_Mosque-Phnom_Penh.html.
Iniciei então meu caminho de volta, que levou mais de meia hora. A primeira parte do trajeto foi chegar novamente até a ponte. Desta vez, encontrei um atalho, uma escadinha que levava do nível da rua até a parte de cima da ponte, que me fez economizar pelo menos duzentos metros, o que àquela altura foi uma benção, dado o estado de cansaço em que eu me apresentava.
Cruzei a ponte novamente e utilizei a escadinha do outro lado para chegar mais rápido ao nível da rua, indo então ao ponto de ônibus mais próximo. Atravessei a rua para comprar uma garrafa de água (estava bem calor e a sede era grande) para beber enquanto esperava o ônibus. Levei muita sorte, pois, em menos de cinco minutos, o mesmo chegou.
O trajeto de volta no ônibus foi bem tranquilo, com exceção da televisão tocando músicas de karaokê em volume acima do desejado. Fizemos uma parada em um tipo de garagem onde o ônibus foi abastecido, o que acabou levando de quinze a vinte minutos. Por sorte, a esta altura o DVD com as músicas havia chegado ao fim e o motorista não reiniciou o ciclo, então o resto do trajeto foi feito em um maravilhoso silêncio.
Um tempinho depois eu estava chegando novamente à tradicional Mao Tse Toung boulevard, na qual desci e fiz o resto das cinco quadras de volta até o hotel a pé. Ao chegar lá, fui direto trocar de roupa e chamar o amigo australiano para um refrescante e merecido banho de piscina.
Já relaxado, voltei ao quarto, terminando meu domingo relaxando no quarto e degustando uma das extravagâncias a que eu havia me dado o luxo de comprar no dia anterior, o primeiro pudim de manga que provei até hoje.
E assim terminou meu trigésimo primeiro domingo no Camboja.
Obrigado a todos que acompanham os relatos e, caso tenham interesse de assistir aos vídeos mencionados neste e em outros posts, acessem meu canal no YouTube em
https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
Após terminar esta excursão pela cultura do país no qual estou vivendo há quase sete meses, continuei minha andança em direção ao Riverside. No caminho, encontrei o ministério de telecomunicações, um prédio bem modesto. Ainda na avenida Preah Monivong, passei por uma placa que indicava as saídas da cidade para Siem Reap, Kratie, Poipet e Battambang, uma vez que eu estava bem perto da ponte Chroy Changvar II, que leva também para o leito leste do rio Mekong, aonde eu iria depois de almoçar.
Em vez de cruzar a ponte, segui à direita até chegar na Sisowath Quay, a avenida que costeia o rio Mekong. Passei novamente pelo porto autônomo de Phnom Penh, pelo hospital Precah Ket Mealea (no qual fiz um vídeo que está em meu canal no YouTube) e por vários locais que estavam trabalhando na calçada, consertando correias de moto e vendendo bebidas geladas. Já com o estômago roncando (era quase meio-dia), finalmente cheguei a um restaurante apresentável, chamado Saigon City. Pelo nome, pode-se perceber que a culinária do mesmo é vietnamita. Fui recepcionado inicialmente por um simpático garçom, que, no entanto, teve dificuldade em entender quando perguntei qual de dois pratos era mais generoso. A dona do restaurante veio então e o ajudou a entender e respondeu minha pergunta, sendo muito prestativa e simpática. Acabei pedindo um guisado de porco e uma porção de arroz, acompanhados de chá gelado para beber. A vietnamita foi bem sincera, a porção era mais do que suficiente e saí de lá bem cheio, ainda mais pelo fato de que, para minha surpresa, após pagar a conta me trouxeram uma tigelinha com uma sobremesa morna, que após a refeição ela me explicou ser arroz doce e taro (uma espécie de batata doce local). Fiquei muito surpreso com a cortesia e o brinde, coisas que nem sempre são encontradas em todos os restaurantes daqui. Aos que estejam curiosos pelo valor pago, investi pouco mais de US$ 5 na lauta refeição.
Com o estômago forrado, iniciei o caminho de volta em direção à ponte, com o sol ficando cada vez mais quente. Cruzei a longa ponte (que também é chamada de Cambodia-Japan Friendship Bridge) em uma estreita faixa que também é utilizada por ciclistas. À esquerda desta, havia uma outra faixa um pouco mais larga para as motos e no meio da ponte duas faixas para carros. Praticamente no meio da ponte, havia uma espécie de casinha para sentinelas. Ao lado da qual tirei algumas fotos.
Já do outro lado do Mekong, andei mais um pouco até chegar na rua Tonle Sap, que me levaria até os próximos destinos planejados no meu passeio. No trajeto, começou uma fina garoa, que logo parou, apesar do céu ainda estar bem fechado, como poderão reparar nas fotos que tirei no Wat Botum Sakor, o primeiro dos templos que encontrei por ali. Logo do lado de fora do templo, uma construção me chamou uma atenção, uma torre cuja aparência pode ser comparada a um pinheiro, ou um bolo de casamento, com várias camadas. Lá dentro, fiz um vídeo do templo principal, que poderão acompanhar no meu canal no YouTube. As portas estavam fechadas, então pude apenas registrar o exterior do mesmo. Algumas crianças estavam por lá e me disseram o tradicional hello! e me perguntaram meu nome. Retribuí as perguntas e tentei saber a idade deles, arriscando o pouquíssimo Khmer que sei, mas neste ponto o nível da conversa já ficou avançado demais, tanto para eles, que não entenderam minha pergunta em inglês, como para mim, que não consegui me fazer entender no idioma deles. Este é um complexo budista muito bonito, que vale a pena visitar, como poderão ver nas fotos e vídeo.
Ao sair do templo, avistei a alguns metros dois monumentos, um de uma âncora e outro de uma mulher despida da cintura para cima. Não havia placas explicando o nome ou o porque deles existirem por lá, e tampouco encontrei registros dos mesmos na Internet, então terão que se contentar somente com as fotos.
Ainda na rua Tonle Sap, andei até chegar em uma pequena estrada de chão chamada Wat Prachum Sakor, mesmo nome do templo que nela está localizado. Infelizmente, a bateria do meu celular acabou antes de eu chegar no templo em si. Uma das últimas fotos que consegui tirar foi uma homenagem para minha mãe, Sibila Nielsen Yabu. A foto mostra o Centro Cambojano de Diabetes, condição esta que infelizmente a acomete. Por outro lado, se ela algum dia chegar a me visitar por aqui, já sei onde levá-la. Caso algum outro falante de língua portuguesa que sofra da mesma condição venha a Phnom Penh, também já sabe onde conseguir algum tipo de auxílio e tratamento.
As últimas duas fotos que consegui tirar foram da estradinha que levava ao templo, que era ladeada por estátuas de guerreiros. O templo em si era bem antigo e em precário estado de conservação, além de não ser muito impressionante. A área, até por ser meio retirada, era muito bem arborizada, com árvores altas e verdejantes. Havia também, como nos outros Wats e pagodas, muitas stupas por lá. Vi também uns habitantes locais que estavam circulando por ali. Não tinha muito para ver por lá, então acabei retornando, até por que ainda tinha mais uma parada no meu passeio.
Já de volta à rua Tonle Sap, iniciei o caminho de volta em direção à mesquita Darussalam, a qual eu havia passado antes e não havia percebido. Ela ficava logo na primeira rua à direita após sair do último pagoda visitado. Após uma pequena caminhada, já avistei a cúpula azul da mesquita, que não pude tirar fotos pelo motivo anteriormente mencionado. Sinceramente, não é nada de espetacular. Ela é bem menor que a Al Serkal e pior conservada. Ela estava aberta, mas não havia livros, piso acarpetado e lustres imponentes no teto. A área ao redor era residencial, com uma vendinha, um banheiro, e algumas casas. Após dar uma rápida olhada, finalizei minha visita por lá. Aos que tenham curiosidade em ver como ela é, acessem http://www.tripadvisor.co.uk/Attraction_Review-g293940-d8313602-Reviews-Darussalam_Mosque-Phnom_Penh.html.
Iniciei então meu caminho de volta, que levou mais de meia hora. A primeira parte do trajeto foi chegar novamente até a ponte. Desta vez, encontrei um atalho, uma escadinha que levava do nível da rua até a parte de cima da ponte, que me fez economizar pelo menos duzentos metros, o que àquela altura foi uma benção, dado o estado de cansaço em que eu me apresentava.
Cruzei a ponte novamente e utilizei a escadinha do outro lado para chegar mais rápido ao nível da rua, indo então ao ponto de ônibus mais próximo. Atravessei a rua para comprar uma garrafa de água (estava bem calor e a sede era grande) para beber enquanto esperava o ônibus. Levei muita sorte, pois, em menos de cinco minutos, o mesmo chegou.
O trajeto de volta no ônibus foi bem tranquilo, com exceção da televisão tocando músicas de karaokê em volume acima do desejado. Fizemos uma parada em um tipo de garagem onde o ônibus foi abastecido, o que acabou levando de quinze a vinte minutos. Por sorte, a esta altura o DVD com as músicas havia chegado ao fim e o motorista não reiniciou o ciclo, então o resto do trajeto foi feito em um maravilhoso silêncio.
Um tempinho depois eu estava chegando novamente à tradicional Mao Tse Toung boulevard, na qual desci e fiz o resto das cinco quadras de volta até o hotel a pé. Ao chegar lá, fui direto trocar de roupa e chamar o amigo australiano para um refrescante e merecido banho de piscina.
Já relaxado, voltei ao quarto, terminando meu domingo relaxando no quarto e degustando uma das extravagâncias a que eu havia me dado o luxo de comprar no dia anterior, o primeiro pudim de manga que provei até hoje.
E assim terminou meu trigésimo primeiro domingo no Camboja.
Obrigado a todos que acompanham os relatos e, caso tenham interesse de assistir aos vídeos mencionados neste e em outros posts, acessem meu canal no YouTube em
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