quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

29 DE OUTUBRO DE 2015

De férias do meu emprego matutino e vespertino, resolvi aproveitar esta quinta-feira para conhecer o Wat Sarawan e a Universidade Real das Belas Artes, que fica ao lado do museu nacional do Camboja.
Para variar, passei pelo Monumento da Independência, de longe o ponto turístico que mais visitei aqui em Phnom Penh, até por quê ele fica próximo à maioria das atrações da cidade.
Passei no caminho pelo Instituto Nacional de Educação. Já próximo à universidade, uma área bem cultural, com galerias de arte vendendo belíssimos quadros.
Minha primeira parada foi no Wat Sarawan, que está localizado em uma ampla área (ocupa boa parte de uma quadra). Há algumas estruturas em construção por lá, mas a maioria delas é antiga e em médio estado de conservação. Um pouco depois de entrar me deparei com o templo principal, em cujo interior estão tradicionais estátuas e pinturas budistas. Do lado de fora, belas stupas e esculturas, algumas delas representando os signos do horóscopo chinês. Como curiosidade, havia dois tapetes estendidos no pátio, secando arroz. Segundo meu colega professor aqui na Learning International School, isto é feito para a produção posterior de um doce feito com arroz. O Wat apresenta uma bela área verde, com estátuas da mesma cor e também esculturas de cavalos. Outro aspecto que diferencia este complexo de outros é a presença de uma grande stupa (que mais parece um mausoléu) realmente antiga, com no mínimo cem anos de idade. Um outro templo menor apresenta paredes em alto-relevo com motivos budistas acima da porta da entrada, de espetacular beleza. Minha visita terminou pouco antes das 11h e saí em busca da URBA, o destaque do dia.
A universidade ocupa boa parte da quadra, em um prédio vermelho-amarronzado. A entrada principal estava fechada, mas andei um pouco e encontrei um acesso aberto, por onde os alunos entram com suas motos. Logo ao entrar, presenciei uma cena bem curiosa. Em meio às muitas motocicletas estacionadas lá, havia uma estátua. Os criativos alunos utilizaram o braço da estátua para colocar o capacete da moto, algo realmente inusitado. Explorando a ampla área da instituição, pude ver in loco quão talentosos os artistas cambojanos são. Havia estátuas e esculturas por todo lugar, feitas a partir dos mais diversos materiais. Entrei em algumas salas para ver as obras, mas a maior parte delas estava exposta no pátio da instituição, ao ar livre. Neste caso, mais do que nunca, uma imagem vale mais que mil palavras, então é desnecessário descrever cada estátua individualmente, valendo mais a pena que vejam diretamente as várias fotos que tirei lá.
Não havia muitos alunos lá naquele dia, apenas grupos esparsos. Um deles estava apenas fazendo som por lá, e apenas um outro grupo estava lá estudando. Ao terminar a visita, percebi que o terreno da URBA é conectado ao do Museu Nacional, lugar que visitei anteriormente com os amigos Colin, Ron, Isabel e Mary muitos meses atrás. Desta vez, não entrei no museu, até porque a entrada é paga. Aproveitei para circundar as redondezas e tirar fotos do que havia por lá.
Saí do museu perto das 11h30 e vi uns estúdios de esculturas ali por perto, de alta qualidade. Também nas redondezas encontrei um banner bem inesperado, sinalizado que o nome daquela quadra era Latin Quarter, algo como quarteirão latino. No entanto, não vi ninguém deste grupo étnico por lá.
Logo ao lado, encontrei uma das tradicionais tendinhas de comida, na qual resolvi almoçar a pedidos de um estômago roncando e acostumado a comer por volta daquele horário. Optei por um dos poucos pratos disponíveis: bife com molho e salada (carregado de cebola). O lugar oferecia água grátis (estes "restaurantes"geralmente oferecem água) e a refeição saiu por apenas US$ 1.
Iniciei então o regresso ao hotel e, na mesma rua, passei pelo Departamento de Logística e Materiais Técnicos, circundado por um grande muro amarelo. No caminho, vi ainda um conjunto residencial de luxo, passei pelo grande prédio da British Tobacco, registrei espécimes da arquitetura local e presenciei arroz sendo secado ao sol exposto em sujas lonas, que, de acordo com um colega professor na escola onde trabalho, será usado posteriormente para a produção de um doce típico.
Perto do meio-dia o céu estava bem nublado, e consegui registrar um assustador retrato do Monumento da Independência. Na avenida Preah Sihanouk, em um ponto próximo ao Estádio Olímpico, encontrei uma bela fonte em cujas águas havia algumas vitória-régias. Dei uma passada no shopping ao chegar na Monireth Boulevard, e no supermercado Lucky encontrei algumas abóboras caracterizadas para o Halloween, que seria dois dias depois.
Segui caminho até chegar ao hotel Marady, terminando assim a parte turística desde 29 de outubro de 2015.





















































































































































































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