quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

MEU TRIGÉSIMO QUARTO SÁBADO NO CAMBOJA

Neste 31 de outubro de 2015 resolvi fazer mais um dos programas sugeridos pelo guia Lonely Planet nas redondezas de Phnom Penh: conhecer a Silk Island (Koh Dach em khmer) e uma ilhota adjacente.
Acabei saindo tarde do hotel, por volta de 9h30, e minha primeira parada foi na barraquinha de café que fica na Monireth Blvd., a avenida do hotel. 
Meia hora depois, eu estava chegando na próxima parada planejada: o Mongkol Serei Kien Khleang pagoda, um imenso complexo na beira da estrada da National Highway 6. O lugar chama bastante a atenção desde a entrada, onde está um imenso templo, maior do que a maioria de seus pares na capital. O templo principal é bem alto, e a primeira parede visível é belíssima, coberta de esculturas de altíssima qualidade sobre cenas budistas. Próximo deste, está um templo mais antigo, mas em bom estado de conservação e também muito agradável aos olhos. Há várias stupas, de várias cores e tamanhos, perto deste templo. Em suas paredes e portas, ao invés de alto-relevos, pode-se observar pinturas coloridas, já desbotadas pela ação do tempo. Ali perto retratei uma cena inusitada: uma stupa que me lembrou a Torre de Pisa, bem inclinada e aparentando estar quase caindo.
Uma estradinha pavimentada me levou a duas espécias de mausoléus que ficavam atrás do templo antigo e ofereciam a belíssima vista do imponente rio Mekong, tornada ainda mais agradável pela refrescante sombra de uma das enormes árvores encontradas por lá.
Os mausoléus também tinha paredes em alto-relevo e esculturas em frente (um imponente elefante branco com marfins azuis). Nas proximidades estava um santuário mais simples (bem colorido), em cujo interior visualizava-se uma espécie de altar budista, composto de estátuas douradas em tamanho generoso. Na árvore que mencionei há pouco, uma curiosa estrutura: uma estátua budista feminina aparece em cima de um pedestal e sob um telhado de palha, protegendo-a ainda mais da ação do sol.
À direita dali, encontrei um templo chinês com um morador local ali perto, que me indicou o que eu deveria olhar e falou algumas frases que não entendi. Neste, havia belas pinturas e um pequeno altar.
Saindo dali, tirei algumas fotos para contrastar o templo novo e os velhos que fazem parte do Mongkol Serei Kien Khleang pagoda. Encontrei dois monges que estavam indo ao templo novo para rezar, e um deles puxou papo comigo, me contando um pouco sobre a vida dele e perguntando sobre mim. Falamos por alguns minutos e depois eles continuaram o trajeto. Eu também subi as escadas e registrei, mais uma vez, o imenso talento artístico e esforço que eles colocam na construção de seus templos. Já no topo da escadaria, encontrei as tradicionais stupas e também mais uma parede repleta de esculturas. A porta de madeira do templo também era em alto-relevo. O interior do templo, como sempre, apresentava pinturas bem coloridas e era guarnecido por um suntuoso altar, com um imenso buda, outras estátuas menores, e a presença inusitada de "mini-budas", estátuas menores do que parecem ser budas anões usando óculos, muito bacana. No interior do templo vi ainda algumas cestas de produtos, parecidas com as que presenteamos no fim de ano no Brasil. 
Pouco depois das 10h30 terminei minha visita a este pagoda e segui caminho, até encontrar, por acidente, uma área que continha um pequeno santuário chinês, como podem observar no característico portal de entrada. Lá, vi uma casinha amarela em cujo interior havia pinturas nas paredes e um pequeno altar. No lado de fora, uma espécie de urna bem colorida, com duas serpentes em seu exterior e incensos no interior. Nas redondezas encontrei também uma espécie de forno crematório e um túmulo chinês. Não havia muito a ser visto por lá, então continuei seguindo pela National Highway 6 até chegar no Vearin pagoda.
O lugar era bem mais modesto e em pior estado de conservação que o Mongkol Serei Kien Khleang pagoda. Lá, muitas stupas e um templo cuja entrada apresentava uma pintura bem descascada e devastada pela ação do tempo. Próximo ao antigo templo, um dos destaques do lugar: uma belíssima estátua de bronze, com seis braços, que acredito ser Vishnu, mas prefiro não arriscar uma definição exata. Fiquei ali bem pouco templo e cerca de 15 minutos depois eu já havia encontrado um dos inúmeros ferry boats que transportam pessoas de uma margem à outra do rio Mekong. Não levei muita sorte e, após pagar US$ 0,25 pela travessia, esperei cerca de 15 minutos até a partida, quando então muitos passageiros já haviam embarcado, vários deles estrangeiros. Aproximadamente dez minutos depois, a embarcação chegara ao destino, então tirei a moto do ferry boat e fui em busca de um restaurante para almoçar, pois já passava de 11h30. Logo encontrei um simpático restaurante, gerido por um australiano (deduzi pelo isopor que protegia a cerveja que tomei, cheio de expressões australianas), no qual comi uma porção de arroz com frutos do mar. Enquanto esperava, dois cachorrinhos vieram me fazer companhia e ficaram brincadinho ali por perto. A comida era boa, mas demorou pelo menos 40 minutos para ficar pronta, ou seja, saí de lá perto das 13h. 
Fui então explorar a ilha Konha Tei, a menor das duas ilhas (a ilha da seda, Silk Island em si, é a maior, e visitei-a na sequência). Havia muita pouca urbanização, poucas casas e muitas galinhas e cachorros. Acabei chegando a uma área com plantações, na qual fiz uma trilha de moto ladeando a margem da ilha. Eventualmente acabei chegando ao Wat Chong Koh. Logo ao cruzar o portal de entrada, vi um pavilhão à esquerda com pinturas de motivos budistas cobrindo suas paredes e inusitadas bandeirinhas que pareciam com as que usamos no Brasil para decorações de festas juninas. O lugar era bem bucólico, com muitas árvores e grama alta, um banquete para o cavalo que estava se fartando por lá. O templo em si não era nada de especial, mas perto dele havia uma bela estátua de bronze representando um monge budista. Outras interessantes estátuas, essas de pedra, representavam apsaras, que são divindades locais. Completavam o grupo uma representação visual do que acredito serem vítimas do regime do Khmer Rouge: estátuas de pessoas magérrimas, passando fome; uma delas, já morta, estava sendo devorada por um corvo. Nas fotos podem ser vistas as outras dezenas de estátuas vistas por lá, de animais e divindades, principalmente. Subi no primeiro andar de um dos templos de lá para tentar ver o interior, mas infelizmente estava fechado, então o máximo que consegui foi retratos dos outros templos de uma perspectiva diferente. Em uma das muitas partes rodeadas por grama alta, encontrei um altar diferenciado da maioria dos que vejo por aqui: este era capitaneado por um elefante sentado na posição de flor de lótus, a mesma que os budas aparecem em estátuas. 
Ao terminar a visita por lá, subi na moto e enveredei por uma clareira "no meio do mato" novamente. Encontrei estranhas plantas que pareciam árvores, dando excelente sombra, tanto que alguns bancos haviam sido posicionados sob elas para os locais se abrigarem do sol. Ali, "no meio do nada", encontrei alguns elefantes brancos (estátuas, obviamente) e uma fonte com água bem verde, praticamente da mesma cor da estátua que a decorava, com duas divindades. Próxima a esta, havia uma espécie de passarela que levava a uma casa de madeira, que estava desabitada. No interior desta, encontrei uma pintura de um templo que parecia ser Angkor Wat e outra que parecia representar as faces vistas no templo Bayon. Terminada esta etapa, peguei a estrada novamente. Do outro lado da ilha a estrada estava pavimentada, então cheguei rapidamente à ponte que levava à ilha maior, chamada Koh Dach. 
Encontrei no caminho um lugar que parecia um templo, mas nada mais era que uma casa tradicional com uma entrada diferenciada e algumas estátuas mal conservadas em seu interior, além de conter um altar "caseiro". Outra cena curiosa nas redondezas era a presença de uma igreja católica, ou algo assim (como pode observar-se na cruz que está no topo do prédio). Apesar do lugar sem bem rústico e bucólico, a infra-estrutura não era das piores, com pontes, caixas dàgua, fiação elétrica, e etc.
Minha próxima parada foi no Wat Krapum Pech, ao qual cheguei por coincidência. Neste, havia algumas construções que pareciam ser residências ou algum tipo de escritório. Havia também as tradicionais stupas, algumas delas bem coloridas. No caminho até lá, havia algumas stupas dispostas em um gramado que ficava próximo a uma quadra de vôlei na qual alguns jovens estavam praticando aquele esporte. Em uma das stupas havia algo parecido com um caixão, só que do lado de fora.
No Wat em si, vi um templo de tamanho considerável, mas sem nada muito impressionante. Algumas estátuas, como a de um homem montado em um porco, me chamaram a atenção. 
Saí de lá e fui explorar a região de moto mais um pouco. Acabei encontrando o Ennu Pisey Pagoda, que abriga estruturas bem simples, mas antigas. Uma delas, uma casa de pedra, parecia ter mais de cem anos de idade e prestes a cair aos pedaços. O lugar tinha belas estátuas coloridas, e uma fonte (sem água, no entanto), com uma aspara e um crocodilo, além de pássaros que pareciam ser gaivotas.
Reparei que já estava ficando tarde (próximo das 16h) e como eu não queria voltar dirigindo no escuro na estrada de chão, me dirigi a um dos "portos" da ilha para pegar o ferry boat de volta ao continente. A espera foi curta e em menos de meia hora eu já estava parando em um pagoda de beira de estrada (não lembro o nome deste) para tirar uma foto da belíssima fachada com alto-relevos, além de uma impressionante escultura em bronze de um cavaleiro e seu veículo equino. Consegui chegar na cidade por volta de 16h30, quando reparei em um novo monumento que foi colocado próximo à ponte Chroy Changvar II. O trabalho está na fase final, como poderão reparar nas fotos pela presença de artesãos dando os últimos retoques.
Pouco depois das 16h30 cruzei a ponte e me dirigi ao hotel Marady, terminando assim a parte turística do meu trigésimo quarto sábado aqui no Camboja.

Caso gostem, assistam também a vídeos da viagem no meu canal no YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
PS - agradeço a todos que estão assistindo os vídeos, pois o canal está próximo da marca de 5.100 visualizações.
Peço novamente aos que estão assistindo para que curtam os vídeos e cliquem nos anúncios sempre que possível (não custa nada, é só fechar depois)











































































































































































































































Nenhum comentário:

Postar um comentário