terça-feira, 11 de agosto de 2015

MINHA VIGESIMA SEGUNDA SEXTA-FEIRA NO CAMBOJA

Na noite anterior, cometi a irresponsabilidade de ir dormir com o ventilador de teto ligado na potencia máxima e na sexta-feira de manha já comecei a sentir as consequências. Minha garganta estava bem seca e um inicio de tosse, que pioraria escalonadamente durante o dia, eram os prenúncios de um resfriado que ate agora me incomoda.
Enfim, pouco depois das oito eu já estava pronto no lobby pedindo indicações de como chegar nas atracões disponíveis nos arredores de Battambang, uma vez que no dia anterior eu já havia visitado a maioria das sugestões do Lonely Planet (com exceção do museu municipal).
O dono da guesthouse já havia contactado um guia/motorista de tuk-tuk e perguntei a ele quanto custaria me levar a quase todos os lugares sugeridos no guia e ele me jogou dois preços: US$ 18 pelo tour feito de moto e US$ 25 pelo de tuk-tuk. Adivinhem qual eu escolhi? Enfim, alem do menor preço, a moto ainda era melhor por ser mais rápida e por conseguir escapar dos muitos buracos encontrados nas estradas de chão que levavam aos templos que visitamos.
O primeiro lugar ao que o guia me levou foi um pequeno cafe em frente ao restaurante no qual eu havia almoçado no meio da tarde anterior. Ele me deixou la e voltou apos vinte minutos, mas meu omelete, minha tortilha e bacon haviam demorado praticamente isso para ficar prontos, somente minha xícara de cafe chegou antes. Enfim, apos uma meia hora acabamos saindo e nossa primeira parada foi em uma das inúmeras "Fazendas de Crocodilo" presentes na região. Posso dizer, sem sombra de duvida, que esta foi uma das experiencias mais bacanas da viagem e talvez da minha vida. Logo de cara, apos pagar justos US$ 2, era oferecida a opção de segurar um filhotinho de crocodilo nas mãos. Com medo de levar uma dentada na mão, perguntei antes `a guia se havia tal risco e ela me assegurou que não. Os aspirantes a predadores cabiam na palma da mão e ainda nem abriam a boca. Havia um raro crocodilo branco (ou albino) por la, que eu também segurei. Este, pobrezinho, não abria os olhos, e a guia me disse que ele era cego.
A visita continuou no lounge dos adultos, que em sua maioria estavam estáticos, alguns deitados no sol, outros dentro da água, e alguns na sombra. A guia me explicou que a falta de movimentação se deve ao fato de eles terem sido alimentados recentemente, portanto não precisavam caçar, que eh um dos principais motivos pelos quais eles saem da inercia. Cheguei a presenciar alguns deles nadando e pedi para a guia jogar umas frutinhas la embaixo, quando então eles se alvoroçaram e mexeram as cabeçorras agitadamente, mas quando viram que não era nada que os apetecia, rapidamente voltaram ao estado inanimado novamente. Foi muito interessante ver como vivem esses magníficos animais em cativeiro, e a guia, muito bem preparada, soube responder todas as varias perguntas que eu fiz, em um inglês bem satisfatório.
No inicio, nos disseram que seria possível visitar uma fazenda menor que ficava ao lado daquela que eu acabara de visitar, mas o portão estava fechado e então acabamos seguindo rumo a próxima parada do meu dia desbravando os arredores de Battambang.
A próxima parada foi em uma pequena vila onde eh produzido papel de arroz. Havia duas mulheres: uma jovem e uma de meia idade, que trabalhavam em um mecanismo no qual o arroz era fervido, transformado em uma película e depois colocado em um tipo de leme de bambu e depois colocado para secar. Provei um deles, e era bem saboroso. Outra coisa saborosa, e que eu não planejava provar nessa viagem, que estava disposta em uma vendinha ali por perto, era uma bela tigela com insetos fritos dentro. O guia pegou um baita gafanhoto frito e me ofereceu. Achei rude recusar, ate mesmo por que já era passado da hora de eu provar um inseto aqui no Camboja. Fico muito feliz de ter tido a "coragem"suficiente, porque o gafanhoto era delicioso, com o sabor muito semelhante ao de um camarão. Eles temperam muito bem os insetos, como pude reparar quando comi alguns grilos que o guia comprou depois, o que ajuda também a desfazer o preconceito de comer algo a que não estamos acostumados. Enfim, aos que tenham oportunidade, recomendo totalmente que provem tanto o gafanhoto quanto o grilo. Agora me falta provar a tarantula (essa vai requerer um pouco mais de coragem) e as formigas fritas.
Devidamente alimentados, seguimos viagem. A próxima parada foi na casa do guia, onde ele trocou o intrépido e valente tuk-tuk por sua moto, para que pudéssemos viajar mais rápido e para que seu cliente sovina pudesse economizar US$ 7 também. Fomos então ao primeiro dos três templos recomendado pelo Lonely Planet nos arredores de Battambang, o Wat Ek Phnom. A primeira coisa que fiz foi ir a um tipo de bilheteria e pagar uma entrada de US$ 3, que me permitiria acesso aos três wats incluídos no pacote (além deste, o Wat Banan e o Phnom Sampeau, visitandos mais tarde ao longo do dia). Logo de cara fomos recepcionados por uma imensa estátua de Buda, cuja pintura não foi terminada por motivos burocráticos. De acordo com meu guia, o papel entregue ao governo dizia que a estátua tinha 11 metros de altura e este constatou que na verdade eram 13 metros, o que os fez embargar a obra. Enquanto não resolverem a pendenga, a estátua continuará desta forma (muito impressionante, mesmo assim). Na sequência, tirei algumas fotos do templo que lá havia, mas não me detive muito, pois a atração principal do lugar eram as ruínas milenares atrás dele. Logo ao dar meus primeiros passos, já me senti no século XI, quando ele foi construído. O cenário, digno de filmes como Tomb Raider, era composto de um templo em ruínas, com pedras em decomposição (havia várias placas de "perigo"por lá) formando degraus, portas e algumas torres e câmaras. O lugar tem muita vegetação e é bem calmo, tranquilidade esta que acabou sendo interrompida por uma ligação no meu celular feita pelo diretor da minha escola, requisitando informações sobre os exames finais feitos pelos alunos na semana anterior. Fora isso, a única dificuldade foi subir os íngremes "degraus" com meu guia, guarda-chuva (estava fazendo um calor intenso) e uma garrafa de água nas mãos. Na face norte do antigo templo, era possível escalar as pedras e chegar até o nível mais alto permitido, além de ter acesso ao interior do templo. Lá, havia algumas oferendas, incenso e até mesmo embalagens plásticas de alimentos (me questiono como podem tratar assim uma relíquia histórica desta estirpe). Lá de cima, tirei fotos dos arredores e também do templo mais recente logo em frente, que não apresentava muitos atrativos e era bem sem graça. Esta etapa da excursão terminou com algumas fotos minhas tiradas pelo guia em frente ao templo novo e à estátua gigante sem pintura.
Subimos na moto novamente e paramos, por sugestão do guia, no mercado de peixes de um vilarejo da região. Lá, ele me explicou que eles comercializam peixes frescos, defumados e pasta de peixe, me falando sobre o processo e da diferença entre os peixes de cativeiro e os peixes do rio. Nada que chamasse muito minha atenção, a não ser o maravilhoso perfume exalado pelos peixes.
A seguinte etapa também foi sugerida pelo guia, mas esta me agradou mais. Na beira da estrada, algumas famílias produziam o famoso "bamboo sticky rice". Dentro de um bambu, é colocado o arroz oriental empapado e em uma ponta do bambu são colocadas folhas de banana e no outro leite de coco. No interior são acrescentados feijões pretos doces. O resultado é algo parecido com o nosso arroz doce, mas bem mais consistente e com o sabor de banana diferenciando. Foi uma bela refeição, por US$ 0,75 - isso que eu provei a versão pequena, havia uma duas vezes maior, pelo dobro do preço. Aos que fizerem este trajeto, recomendo que provem essa iguaria da região, vale a pena!
Um momento mais triste deu continuidade ao passeio, quando paramos em um lugar chamado de Poço das Sombras, um tipo de memorial às vítimas do Khmer Rouge (se não souber o que é, jogue no google). O lugar é um tipo de filial do Museu do Genocídio e dos Killing Fields, em Phnom Penh. Ali, em esculturas no Poço, é explicado o que acontecia com as vítimas da região. Tudo o que não estava detalhado nas paredes, o guia me explicou em detalhes. Muitas das informações já me foram cedidas no Genocide Museum, mas nunca é demais manter vivas na memória as atrocidades que os seres humanos podem cometer contra sua própria espécie, até mesmo para que nunca cometamos tais erros nós mesmos. Logo ao lado do poço havia um muro com uma entrada que dava acesso a uma área residencial de monges e uma pequena salinha que fazia às vezes de Museu, mas que infelizmente estava fechada. Como as atrações da área se resumiram a isso, subimos na moto novamente e fomos para a próxima atração. Antes de sair de lá, meu guia ainda me explicou o que era uma stupa (os túmulos budistas a que tanto me refiro nos posts do blog e em meus vídeos no youtube).
Durante o caminho até a próxima atração, o trem de bambu, tirei fotos de um pagoda à beira da estrada. Ao chegar no trem, a primeira coisa que eu e o guia fizemos foi almoçar em um pequeno "restaurante"rústico que havia por lá, com umas três panelas. Duas delas estavam vazia, mas por sorte havia a opção de morning glory com carne moída e uma porção de arroz, tudo por US$ 1 e ainda ganhava uma garrafa de água de brinde. Como eu estava com fome, posso dizer que a refeição não foi das piores (no caminho havíamos parado em um outro restaurante, que também não era nem um pouco atrativo).
Após comer, fui perguntar ao guardinha quanto custava para andar no trem. Caso fosse sozinho, pagava US$ 10, com mais pessoas, US$ 5. Fiquei esperando por quase uma hora lá mais gente chegar, mas os únicos que vieram foi uma família inglesa, de quatro membros, aí nem me dei ao incômodo de perguntar se aceitavam mais um no "vagão". A maioria das pessoas já estava voltando do passeio e perguntar a dois estrangeiros se achavam que valia a pena pagar aquilo para andar no trem e eles me disseram que não acharam grande coisa. Como não achei nenhuma parceria no longo tempo de espera (no qual passei a maior parte do tempo tossindo e conversando com o guia), acabei resolvendo não pagar os US$ 10 e não esperar mais, pois ainda havia outras coisas para fazer durante o dia, principalmente a visita à caverna dos morcegos, que tem hora "marcada" para acontecer, por volta de 18h (nesta época do ano).
Seguimos viagem e nossa próxima pausa foi em frente a uma estreita e instável ponte próxima à vinícola de Battambang. Aproveitei ali para tomar uma Black Panther (do estilo Foreign Stout) e paguei um refresco ao guia. Atravessei a ponte andando e o guia me encontrou depois. A pinguela balançou bastante, mas era resistente - os locais passam de moto ali a todo momento.
Mais ou menos cinco minutos depois, chegamos à vinícola. Havia uma pequena área com parreiras abertas à visitação, com dois tipos de uva (o guia não soube me dizer quais eram), que vi em poucos minutos. Fomos depois a um pequeno pavilhão logo ao lado onde era feita a degustação. Pelo valor de US$ 2,50 (que achei demais, principalmente após ler sobre a qualidade duvidosa dos produtos no Lonely Planet) podia-se degustar uma dose de vinho merlot (se não me engano), vinho branco, suco de uva e suco de gengibre. Após titubear um pouco, acabei optando por não provar os produtos, principalmente após saber que uma garrafa inteira custava US$ 15, muito acima de vários vinhos franceses encontrados por aqui. Uma coisa interessante que observei por lá é que os cambojanos tem bastante orgulho da vinícola, e havia vários deles por lá, degustando e comprando vinhos. O guia me contou que eles ficam felizes em ver que o país tem capacidade de produzir uvas, e depois disso vão lá e investem no produto nacional. Eu, como já vi uvas várias vezes no meu próprio país, não fui influenciado da mesma forma.
Após passar algum tempo novamente na moto, chegamos ao segundo dos três templos incluídos no ingresso que eu havia comprado no Wat Ek Phnom, o Wat Banan. O lugar era mais organizado que o primeiro, e logo no início havia uma bilheteria na qual apresentei meu ticket e me deixaram entrar. Passada esta, havia uma longa passarela com várias barraquinhas que vendiam bebidas geladas ao turistas encalorados. Eu ainda dispunha de minha garrafa de água grande, então não comprei nada. Enquanto meu guia ficou esperando, eu caminhei em direção a longa escadaria que me levaria às ruínas do templo, que, dizem, inspiraram as torres de Angkor Wat. Durante a subida de cerca de 400 degraus, um garotinho local foi me abanando com um leque, o que continuou fazendo lá em cima e também na descida da escadaria. Com tosse e nariz trancado, foi uma façanha ter conseguido chegar lá.
No topo da escadaria, o acesso era restrito, pois a fachada norte do templo estava em obras. Havia um caminho secundário à esquerda, que eu e meu personal abanator pegamos para chegar às ruínas. Lá em cima, vi alguns turistas e várias antiquíssimas e belas torres de pedra, que também me remeteram a filmes como Tomb Raider e os da série Indiana Jones. Havia um pequeno templo budista, com uma esteira estendida em frente para que os fiéis pudessem rezar. As fotos em que apareço lá em cima foram tiradas pelo menininho, que, infelizmente, falava pouquíssimas palavras em inglês, então interrompi prematuramente minhas tentativas de comunicação com ele. Em relação às ruínas, não tenho muito o que dizer, apenas que me senti privilegiado de poder testemunhar em pessoa aquele tesouro arqueológico. Confesso que um guia que me contasse mais sobre a história do lugar o tornaria bem mais atrativo.
Acabei não ficando muito tempo ali, e, após dar uma pequena gorjeta ao meu abanador, subi na garupa da moto novamente e rumamos à última parada do longo dia de pontos turísticos: o Phnom Sampeau, que fica no alto da montanha que abriga os morcegos. A exemplo do templo anterior, há ali também várias barraquinhas com bebidas geladas. Meu guia me pediu meu caderno e uma caneta para desenhar um mapa da montanha e suas atrações, mas a pouca habilidade artística dele, aliada a uma caligrafia que não ajudava muito, tornaram o mapa um documento de pouca utilidade para mim, como contarei a seguir. Na primeira bifurcação, encontrada após uns quinze minutos subindo a montanha, a entrada à esquerda não era parecida com a desenhada no mapa, então acabei não virando e resolvi seguir em frente. No caminho de volta, descobri que deveria ter virado lá para ter acesso ao Wat Sampeau, templo que fica próximo às Killing Caves.
Enfim, pelo caminho que escolhi, a primeira coisa que me interessou o suficiente para tirar foto foi a estátua de um rechonchudo e sorridente buda, acompanhado de uma esbelta divindade. Subindo mais um pouco, havia uma área plana com um pequeno pedestal coberto onde uma estátua dourada de um buda aparecia sentada de pernas cruzadas, com discípulos rezando em frente a ele. Próxima à esta estrutura, estava uma pequena escadaria iniciada por duas nagas, que dava acesso a uma estátua bem curiosa, de uma divindade sem pernas (aparenta ter um guizo ou algo assim no lugar) e com uma naga atrás dela. Peguei então a escadaria que levava ao topo da montanha, e no trajeto encontrei estátuas bem coloridas, de dragões, tigres, fornos vermelhos, algumas pinturas em alto relevo (ou esculturas, como preferirem), mais estátuas de budas (com caixas para oferendas e esteiras em frente) e etc. Ao terminar a primeira subida, cheguei a um local que oferecia excelente vista dos arredores, com uma natureza verdejante e várias plantações de arroz. Descendo desta plataforma e andando alguns passos, havia um pequeno templo guardado por macacos (de verdade!). Havia uns cinco destes por lá, com vários turistas ao redor, maravilhados pelos animais, que, supostamente, poderiam ser perigosos. Não tive nenhum tipo de problema, até por que não os alimentei, nem passei por uma distância que pudesse representar qualquer tipo de ameaça a eles (apesar de, ao descer do templo, ter passado um meio metro de um deles, bem grandinho, que estava comendo uma fruta que lhe foi oferecida). No pequeno templo, havia algumas pinturas e uma envelhecida stupa branca. Do lado de fora, belos detalhes esculpidos, bem como a estátua de um monge embutida na parede. Mais acima, uma espécie de oferendários, com os estranhos leões mutantes que eu havia observado em outros templos no centro de Battambang. Um pouco ao lado, uma altíssima stupa dourada compunha a exótica paisagem do local. O complexo de torres terminava com uma ainda por pintar, somente em pedra, e uma outra, branca e dourada, bem pequena, que parecia um gazebo, debaixo da qual alguns nativos estavam pegando um pouco de sombra para se refrescar na quente tarde de sexta-feira. As muitas cores empregadas nas estátuas e templos fazem deste lugar um colírio para os olhos.
Ao terminar de ver o que havia por lá, segui a recomendação do Lonely Planet e passei por um portal no qual havia esculpido um homem idoso segurando uma bengala. A poucos metros do portal, havia uma longa escadaria, no qual reencontrei duas turistas francesas que me haviam pedido informações anteriormente. Elas me disseram que valia a pena descer a escadaria. E estavam certas. Lá embaixo, havia uma pequena caverna, com estalactites no teto e duas estátuas abaixo. Um pouco antes de mim, duas crianças tiveram a mesma ideia, e foram até o final da escadaria observar as estátuas.
A esta altura, olhei no relógio e vi que faltava menos de uma hora para o horário no qual os morcegos deveriam sair da caverna: 17h50. Apressei então o passo a fim de passar pelo menos nas Killing Caves, uma das atrações que todos que vão a Battambang comentam. Após algumas entradas erradas e alguns pedidos de informações, cheguei a uma escadaria que levava à pequena caverna, na qual estavam alguns turistas e um guia. O lugar era bem escuro, e possuía duas câmaras com ossos e caveiras dentro. Havia uma pequena área "sagrada" para oferendas e rezas, na qual pedia-se que os sapatos fossem retirados, o que alguns turistas não respeitaram. O lugar, a exemplo do Genocide Museum, emana uma energia muito pesada. Tirei algumas fotos lá, mas a semi-escuridão não contribuiu muito para a qualidade das mesmas. Como eu estava com os minutos contados, e até por não ter muito o que se ver por lá, fiquei bem pouco tempo e segui em frente, chegando ao Phnom Sampeau, o principal templo da montanha. Lá, tive tempo de tirar apenas poucas fotos, pois estava atrasadíssimo (eram cerca de 17h40, dez minutos para a saída dos morcegos de dentro da caverna). Consegui chegar lá embaixo em cima do laço e tirar fotos da caverna. Os morcegos, no entanto, demoraram para sair, ao menos dez minutos de atraso. Toda a correria e a espera, no entanto, valeram a pena. O espetáculo da natureza começou com alguns poucos "rastreadores" saindo primeiro. Aos poucos, o fluxo foi aumentando, e poucos minutos depois, um "enxame" de morcegos (não sei qual é o coletivo) estava batendo em retirada. No céu, via-se uma nuvem preta, que seria bem estranha ao turista desavisado. Após avistar a cena alguns minutos em frente a caverna, o guia me levou para a beira da estrada para observar o voo do grupo sendo feito em frente a um campo, no qual a distância já era maior e portanto a vista nas fotos não é tão boa.
Terminada a observação, ele me levou de volta ao centro da cidade. Fui jantar num lugar chamado BBQ Battambang, onde havia buffet livre. Como eu estava tossindo bastante e com o nariz trancado, acabei não aproveitando muito a barbada por apenas US$ 6. A comida, no entanto, é bastante satisfatória, recomendo. Além de um buffet quente, são ainda disponibilizados itens crus para serem grelhados e a tradicional sopa feita em uma panela embutida na mesa, que também não usufrui.
Ao terminar, segui para o hotel. No caminho comprei um remédio para a gripe e um xarope, que administrei logo ao entrar no quarto. Encerrei a noite com um bom banho, e um episódio de Mad Men.

Obrigado a todos que acompanham os relatos e, caso tenham interesse de assistir a vídeos dos pontos visitados, acessem meu canal no YouTube em
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