sexta-feira, 31 de julho de 2015

MEU VIGÉSIMO SÁBADO NO CAMBOJA

Neste vigésimo sábado, o segundo sem a amiga Isabel Papenhagen, aproveitei para fazer compras. Antes disso, no entanto, fui levar minha calça social nova para fazer uma lavagem a seco em uma lavanderia que fica a quinze minutos do hotel. Emendei o trajeto e me dirigi ao mercado central, para comprar um guarda-chuva novo, já que o meu estimado modelo de samurai foi pro espaço. Antes de chegar lá, no entanto, encontrei uma farmácia bem ampla e moderna e resolvi continuar minha busca pela solução para lentes de contato OptiFree (todas as óticas as quais eu havia ido somente trabalham com ReNu), o colírio Systane e soro fisiológico para enxaguar minhas lentes. Por sorte, todos estes itens estavam disponíveis lá, a uma distância bem razoável do hotel, a exemplo dos preços. 
Enfim, acabei comprando apenas o soro fisiológico, pois o restante dos itens ainda tenho estocados em minha mala, trazidos do Brasil. Segui então ao Mercado Central, que fica a uns cem metros da farmácia. A caminhada no total levou 45 minutos, mais ou menos. 
Já lá dentro, vários estrangeiros. Um deles até me cumprimentou em Khmer, o que me surpreendeu, pois, fora os olhos puxados, não pareço nem um pouco cambojano. Enfim, acabei me sentindo um pouco envergonhado, pois apesar de estar aqui a três meses e meio, ainda não cumprimento as pessoas utilizando a língua local.
Após rondar por alguns minutos e ser bem mal atendido (os lojistas eram bem preguiçosos, não vinham perguntar o que você queria), acabei encontrando uma senhora (eu tive que tomar a iniciativa) que me vendeu um guarda-chuva tailandês (o que aqui é sinônimo de alta qualidade) por US$ 7,50 - o preço inicial era US$ 10. Lembro que o amigo australiano Colin comprou um no Sovanna Shopping Mall por US$ 6, mas não recordo da qualidade do mesmo.
Com o guarda-chuva na mala, fiz minha próxima parada na LCT Computers, uma loja que fica em frente ao Sorya Shopping Mall, localizado a poucos metros do Mercado Central. Lá, fui prontamente atendido e me dirigiram ao quinto andar, no qual mouses são vendidos. Acabei comprando o modelo mais econômico, por US$ 4,50, além de um mousepad, pois o mouse do laptop da minha mãe não estava mais funcionando e durante todo este tempo utilizei-o sem o suporte de um mousepad.
Enfim, como estava em frente ao shopping, ao sair da LTC entrei lá. Andei por todos os andares e não tinha nada de diferente lá, exceto que o número de lojas de roupas é ainda maior do que a média. Acabei encontrando uma simpática e econômica praça de alimentação, cujo único inconveniente era o fato da obrigação de ter que colocar crédito em um cartão a fim de poder adquirir qualquer item alimentício por lá. Almocei uma tradicional porção de arroz frito com frutos do mar (bem menos generosa que a da fotografia do lugar) e dois copos de refrigerante. Terminada a refeição, fui à distribuidora de alimentos Veggy`s, a qual havia ido na semana anterior.
No caminho, acabei encontrando por acaso um pagoda ao qual eu não havia ido, chamado Wat Koh. Logo ao passar pelo portal, vi uma das principais atrações de lá: uma fila de túmulos budistas nas cores prata e dourado, muito bonitos. Logo ao lado, havia um pavilhão com pinturas de motivos budistas, que também pareciam contar uma história, a exemplo de outros pagodas aos quais fui. Logo à frente, havia mais um portãozinho, que dava para um templo médio, protegido por grandes árvores, estátuas de animais do horóscopo chinês e também a estátua de um monge. O templo estava fechado para visitação, mas dei a volta nele mesmo assim. Quando estava quase terminando de circundá-lo, vi um rapaz lendo uns livros em inglês em cima de uma moto. Ele puxou papo comigo e perguntou se eu já havia ido visitar os Killing Fields e eu disse que ainda não, mas que iria algum dia desses, na minha própria moto. Ele provavelmente era um guia e estava tentando me vender um tour, mas após eu falar da moto ele esmoreceu e não conversamos mais, quando então fiz o caminho em direção à saída do pagoda. Ao passar pelo portãozinho menor, avistei algumas crianças à esquerda, que me disseram o tradicional hello enquanto acenavam. É sempre uma experiência revigorante quando isto acontece.
Já do lado de fora, continuei minha caminhada em direção ao meu destino final do dia. No trajeto, passei pela Vietnam Airlines, pela Casa de Frutos do Mar, pelo modesto Ministério da Economia e Finanças, pelo Ministério da Educação (este um pouco mais ajeitado, mas também nada impressionante) e então virei (eu vinha andando na Preak Norodom blvd.) na ruela de acesso à Veggy`s.  Pouco antes de chegar lá, desta vez reparei na existência de um sebo, o que me animou sobremaneira. Lá dentro, no entanto, minha excitação diminuiu, pois a seção de clássicos deles não tinha nem de longe a ampla gama de títulos que vi na livraria do Aeon Mall, além de serem, surpreendentemente, mais caros. Fora isso, no Aeon Mall os clássicos eram vendidos por US$ 3 e no sebo variavam de US$ 4 a US$ 6, em média. Após dar uma olhada de uns dez minutos, me despedi da única funcionária de lá e finalmente cheguei onde eu queria.
Desta vez, acabei comprando algumas fatias de salame italiano Milano e novamente adquiri um pedaço do saboroso queijo Edam, novamente a muito bom preço. O lugar é tão upscale que vende carne do famoso boi japonês Wagyu, a preços exorbitantes, como era de se esperar e como pode ser visto nas fotos. 
No caminho de volta, poucas coisas interessantes. Resolvi percorrer a rua da Veggy`s até o final, e vi uma casa bem interessante, com duas estátuas de guerreiros dourados na frente. O "luxo", no entanto, era contrabalanceado por um sofá velho detonado na frente da casa. Havia ainda outras casas luxuosas na mesma rua, algumas com outros tipos de estátuas na frente. Cheguei então na Preah Monivong boulevard, na qual segui até chegar na Charles de Gaulle, que eventualmente vira a Monireth, boulevard na qual resido.
O trajeto de volta levou cerca de uma hora, e antes de retornar ao Marady ainda passei em uma vendinha perto de lá para comprar uns refrescos para relaxar no resto deste cansativo sábado, meu vigésimo no Camboja.
Caso gostem deste post, curtam e acompanhem também filmagens da viagem no meu canal no YouTube emhttps://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
PS - agradeço a todos que estão assistindo os vídeos, pois o canal está próximo da marca de 2.000 visualizações... peço novamente aos que estão assistindo para que curtam os vídeos e cliquem nos anúncios sempre que possível (não custa nada, é só fechar depois).














































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