domingo, 29 de março de 2015

MEU DÉCIMO QUARTO DIA NO CAMBOJA

Olá a todos!

Este foi nosso último dia de aula teórica do programa de TESOL da LC-Asia, aqui no Marady Hotel, em Phnom Penh. Amanhã de manhã iremos viajar para Sihanoukville, a mais famosa praia aqui do Camboja.

Tivemos nossa primeira aula do dia com o excelente professor canaense Michael Fitzgerald, que iniciou nossa aula com um warmer sobre speaking e listening, no qual tínhamos que desejar quatro retângulos em uma folha de papel. Cada um deles era uma foto fictícia de uma viagem de férias inesquecível que fizemos. Devíamos falar sobre nossas “fotos” e perguntar sobre as “fotos” dos colegas. Fiz a atividade com as colegas Isabel e Laura.

Aprendemos a seguir sobre os diferentes tipos de inglês para propósitos específicos e seus pontos a favor e contra. Vimos algumas atividades que podem ser feitas com alunos de Business English, entre outras coisas.

Nossa segunda aula do dia foi com o professor Rick Barnes, sobre avaliação. Ficamos sabendo que, a exemplo do Brasil, a direção das escolas fica insatisfeita quando reprovamos alunos em escolas particulares e nos ensinou uma “estratégia” para evitar ao máximo que isto aconteça, agradando a gregos e troianos.

Rick também passou instruções para os que, no próximo domingo de manhã, irão se desgarrar do grupo e continuar seus programas na Tailândia e Vietnã. Foram também atribuídos tres horários de partida para Sihanoukville: 5h, para os alunos que irão fazer mergulho em uma praia próxima; 6h30, para quem irá mergulhar e outros que querem conhecer a praia mais “deserta” antes e às 8h, para aqueles que queriam dormir um pouco mais e talvez quisessem passar no hotel antes de juntar-se ao resto do grupo. Nos foi dito que a praia de Sihanoukville em si é bem cheia, com ambulantes por todo o lugar. Iremos para lá depois do meio da tarde e foi combinado de jantarmos em uma destas “barraquinhas” ao longo da praia, cujo diferencial é ter também no menu comida italiana e não misturar as comandas dos clientes. Ah, eu vim na van das 6h30.

Enfim, voltando ao que fiz na quinta-feira. Tivemos somente meio período de aula, até 12h30. Me reuni então com as colegas Mary e Isabel, e pegamos um tuk-tuk até o Central Market. Os sempre ligeiros motoristas quiseram nos cobrar US$ 5 para ir até lá, mas acabei conseguindo a corrida por US$ 3. Sempre tenho em mente a dica que nos deram de nunca pagar mais de US$ 4 por uma corrida em Phnom Penh, caso contrário estamos sendo explorados.

Já no Central Market, nos deparamos com uma verdadeira explosão de cores e aromas. Muitas frutas exóticas e coloridas por lá. Isabel comprou uns pedaços de jaca, que, devo confessar, achar infinitamente mais saborosa que a brasileira. Comi mais da metade do pouco que ela havia comprado, coitadinha... hehehe

Exploramos os inúmeros stands de comida que havia por lá, e decidimos “almoçar” em uma que oferecia um prato vietnamita cujo nome não lembro agora, preparado de forma semelhante a um omelete, mas recheado com carne de frango (havia a opção de porco) e broto de bambu, regado com um caldo típico. Não era nada de outro mundo, mais gostosinho até. Para beber, comprei uma latinha de um suco de gelatina negra, ou algo assim, que achei bem parecido com o nosso popular chá mate brasileiro.

Terminada nossa refeição, continuamos a andar por lá, determinados a encontrar um objeto que nos disseram que seria essencial tanto em nossa entrevista de emprego, quanto no próprio emprego em si, quando o conseguirmos: um relógio (eles acreditam que se a pessoa não usa um, não é confiável o suficiente no quesito pontualidade). Eu precisava também comprar sapatos sociais, para o mesmo fim.

Após esperar a ávida compradora Isabel provar infinitos sapatos, o que acabei comprando primeiro não foi nenhuma das duas coisas. Encontrei belíssimas gravatas de seda em uma barraquinha, e pensei: como a aparência do entrevistado conta muitos pontos, este definitivamente é um item bem importante. O preço inicial da gravata era de US$ 8, se não me engano, mas acabei conseguindo comprar duas por US$ 9. Nada mal, não? Postarei abaixo as fotos das gravatas para que me digam o que acharam delas.

Pode-se encontrar ofertas incríveis por lá, como uma mochila de montanhismo por US$ 7. O que estava difícil de encontrar, no entanto, eram os meus sapatos. Olhei em umas duas ou três lojas, bem separadas por lá, mas não tinha nada no meu tamanho. Alías, até tinham sapatos no número 43 e 44, mas nada que conseguisse acolher a largura do meu pé. Depois de muito insistir, no entanto, acabei encontranAdo em uma outra lojinha um sapato número 46 (!!!), de couro marrom, que acabou ficando confortável, mesmo usando meias de algodão. O próximo problema, a partir daí, foi encontrar um preço justo. A astuta vendedora cambojana lançou a cifra de US$ 50, diante da qual eu comecei a rir, dizendo que era caro demais para aquele produto e fiz uma contra-oferta de US$ 20. Ela fez uma cara de cachorro sem dono, e disse que aquele era o preço que ela comprava o produto de fábrica. Enfim, depois de muito regatear, ela foi abaixando o preço, de US$ 35, até US$ 31, o que minhas colegas acabaram concordando que foi um bom negócio, afinal, o sapato parece mesmo ser feito de couro genuíno.

A próxima tarefa, então, passou a ser encontrar um relógio para todos nós. Andamos pela região interna do mercado até chegar ao seu centro, onde havia inúmeros vendedores de jóias. Logo no começo deste setor, encontramos um senhor com um stand com centenas de relógios. Encontrei uma belíssima imitação de um Bretiner de aço inoxidável, cujo preço inicial era US$ 18. Já no Isabel conseguiu o dela por US$ 5, mas, infelizmente, durante o nosso passeio a tarde o relógio começou a perder peças, como a armação de metal do visor, que se descolou sozinha.

Na altura que havíamos encontrado tudo o que queríamos comprar, e até o que não precisávamos (leia-se Isabel, que comprou umas jaquetinhas de lã para cobrir o ombro quando tivesse que fazê-lo antes de entrar em algum templo), já era passado das 15h. Encontramos então um tuk-tuk para nos levar ao Riverside. Dessa vez não precisamos pechinchar, o motorista já fez de cara um preço razoável de Us$3, pois o lugar não era muito perto de onde estávamos.

Já no Riverside, nos deparamos com uma área que faz lembrar muitas cidades litorâneas brasileiras. Uma ampla calçada onde o pessoal se exercita, com a bela vista do rio e alguns hotéis de luxo no horizonte. O único problema era o aroma pútrido que vinha do rio, mas nada insuportável.

Do outro lado da rua, incontáveis restaurantes das mais variadas culinárias internacionais: indiana, tailandesa, chinesa e etc. Tentamos encontrar um restaurante indiano para comer, mas o único que vimos requisitava um pouco mais do que o nosso orçamento permitia no momento. Encontramos até um restaurante de culinária Khmer (local) que oferecia uma das iguarias que quero provar enquanto estiver por aqui: formigas vermelhas. Minhas colegas, no entanto, não dispuseram do mesmo interesse quue eu, então acabamos comprando um sanduíche mesmo de uma das inúmeras barraquinhas de lanche que se proliferam como erva-daninha ao longo das calçadas de Phnom Penh. O sanvários vários mduba era bem saboroso, com carne de frango e verduras, regadas a um molho adocicado, bem saboroso; tudo servido em uma baguete, pelo preço de US$ 1. Comemos sentados próximos à margem do rio, apreciando a paisagem.

Terminada nossa refeição, fomos procurar as atraçoes turísticas que havia nos arredores. A primeira que encontramos foi o mag - nífico Royal Palace, no qual, logo após passar a belíssima fachada, encontramos daqueles sinos que são tocados com o auxílio de um dispositivo de madeira, semelhantes a um gongo. Lá dentro, além de templos, obviamente, havia estátuas de elefantes e bois, alem de animais de carne e osso, como gatos e, pasmem, galinhas (uma na verdade)!!! Ah sim, vários monges podiam ser vistos por lá e também em algumas das fotos e vídeos que fiz.

Dentro dos templos, fiquei maravilhado com a beleza das estátuas e adereços encontrados por lá – verdadeiras obras de arte. Fui também a um pavilhão com estátuas de ouro e oferendas para Buda, que, naquele momento, estava vazio, com exceção de um funcionário organizando o ambiente. Encontramos também mais um dos tradicionais “cemitérios” budistas, com pequenas miniaturas de templo dentro das quais são depositadas cinzas de monges e de membros de suas famílias.

Antes de irmos embora, dei mais uma andada lá dentro e vi que pessoas normais vivem por lá, dentro do complexo, com casas e vidas comuns, ao lado dos monges, convivendo em harmonia. As casas, no entanto, eram bem pobres, contrastando com a suntuosidade das estruturas religiosas.

Andando uma rua paralela à que seguia ao lado do rio, encontramos uma belíssima praça, com um painel luminoso que exibia a imagem de alguém importante. Achei que era o rei do Camboja, mas a foto lá que era de alguém bem jovem, então excluí a hipótese. Quando descobrir, faço uma observação no final deste post para esclarecer aos que ficarem com esta curiosidade.

De frente a esta praça, havia um suntuoso prédio público, com várias bandeiras nacionais hasteadas e fechado para visitação. Toda esta área era cercaca por cavaletes, sendo acessível somente aos pedestres. Pode-se dizer que esta é uma das únicas ilhas de tranquilidade na cidade na qual não é visto o tradicional enxame de tuk-tuks e motos ziguezagueando de forma frenética.

Após várias fotos por lá e um sorvete que me foi presenteado pela colega Isabel (uma bola de chocolate e outra da fruta local durian, que mais tinha gosto de cebola), andamos mais um pouco por lá até encontrar um motorista de tuk-tuk que nos levasse de volta ao hotel. Eram por volta de 18h15 e às 19h30 tínhamos nosso jantar de despedida no nivel da piscina. Conseguimos um que faria a corrida por US$ 4 (o lugar era realmente longe), mas que não demonstrou saber muito bem o local correto. Tivemos certeza disso quando vimos ele perguntando para outros motoristas qual era o caminho, o que aconteceu várias vezes. Acabamos levando uns 40 minutos para chegar, mais do que leva para chegar no aeroporto internacional de Phnom Penh. A parte boa é que fizemos mais um tour noturno pela cidade pelo preço que havia sido combinado e demos uma boa volta. No final das contas, Mary ficou com pena do motorista ter gasto bem mais combustível que o esperando e acabou dando a ele uma gorjeta de US$ 1.

Já de volta ao hotel, tomei um banho rápido e desci para o nível da piscina, onde já estava a maioria do pessoal. Peguei uma cerveja e fui conversar com os colegas Colin, Jarrod e Bárbara. Logo após, o jantar foi servido: pão de alho e espaguete com molho de tomate, nada muito chique para o jantar de despedida. No resto da noite, joguei sinuca com Colin, Ron, Caveman, Ashley e Tricia. Ah sim, também fiquei assistindo aos colegas cantaram no videokê, mas não me arrisquei a ir. Foi uma noite bem divertida, e, principalmente, um dia bem legal, gostamos de todos os lugares que visitamos – são três lugares a menos agora para visitar em Phnom Penh.

Um pouco depois das 23h, me despedi e fui para o quarto terminar de arrumar a mala para hoje de manhã e descansar um pouco, para acordar as 5h30.

E assim terminou o que me arrisco a dizer que foi o meu melhor dia até agora no Camboja.

Abraços a todos e continuem acompanhando as postagens do blog e meu canal no YouTube, em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
































































































































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