Olá a todos!
Após uma pequena ausência (estive viajando no fim de semana, como poderão ler a seguir), volto a escrever sobre minha experiência aqui no Camboja.
Na sexta-feira de manhã, como revelei em posts anteriores tivemos nossas temidas provas de gramática e fonética.
Antes disso, no entanto, tivemos mais um peer teaching, no qual devíamos apresentar uma atividade comunicativa para a sala. Dividi os alunos em garçons e clientes. Estes deveriam interpelar os garçons e descobrir qual entre três restaurantes possuía o peixe mais barato e o mais caro, e o arroz mais barato e mais caro. Apesar de uma ou outra crítica construtiva, mais uma vez fui bem-sucedido, graças a Deus.
Após o intervalo, tivemos a prova, que, felizmente, era com consulta. Não tivemos nada extraordinário: classes de palavras, discurso direto, voz ativa, voz passiva, esse tipo de coisa. Na de fonética, também nada de outro mundo: símbolos fonéticos, entonação, músculos da fala, etc. Meu sentimento em relação ao resultado era confiante, mas contarei isso quando chegar a hora, pois recebemos o resultado hoje, na segunda-feira de manhã.
Consegui terminar a prova meia hora antes do prazo (eram 11h), e então fui almoçar.
Tirei algumas fotos no caminho, como poderão ver. Muitas são de estabelecimentos comerciais, para que possam ver o alfabeto khmer, o mais longo do mundo em uso. Outras são de curiosidades locais, como pessoas andando na contramão, motociclistas carregando coisas gigantes na garupa, a disparidade social (tirei foto do interior de uma enorme casa, que ocupa praticamente a quadra toda, em um ambiente cercado de pobreza), de vendedores ambulantes sentados em motos, condimentos vendidos na rua, motos andando na calçada e do meu almo de sexta-feira: carne de porco com pimentão e cebola e uma salada que não descobri direito o que era... parecia broto de bambu temperado com capim-limão (não era ruim, mas meio azedinho... enfim, não aguentei comer tudo).
Na volta tirei retrato de algumas nagas construídas em um tipo de corrimão aqui na frente do hotel - é um símbolo atrelado à religião budista, que pode ser visto com facilidade por aqui. Além disso, coloquei também no youtube um vídeo de uns porquinhos sendo carregados dentro de uma gaiolinha de madeira. Não sei onde estavam levando os pobres bichinhos, mas com certeza não era para nenhuma colônia de férias... enfim, achei curioso e espero que gostem.
Ao retornar ao hotel, dei uma última checada na minha mochila e colocando coisas de última hora (acabei esquecendo minha solução para lente de contato - uma baita patacoada) e desci para o lobby, onde deveríamos estar às 12h30. Cheguei 12h32, mas ainda havia outros que não tinham chegado. Inclusive, acabamos saindo às 13h daqui. Tirei várias fotos de dentro do ônibus de coisas que iam achando curiosas pelo trajeto, como de áreas pobres, belas construções, placas de trânsito, casas locais na beira da estrada (reparem como eles começam a construir no que seria o primeiro andar), uma ponte pela qual passamos, momentos do cotidiano local, etc.
Tudo isto foi me distraindo até chegarmos na primeira parada: a Spider Village. Lá, vemos um tipo de feira, onde vendem-se frutas e vegetais, entre outros itens. Por ali rondam crianças que vendem frutas (comprei abacaxi e manga - o primeiro estava bom, mas a segunda estava verde e dura); uma delas sabia falar inglês muito bem (é a de chapéu rosa na foto), e tentou me empurrar abacaxi e um cacho de bananas anãs (não creio que o termo exista, mas eram realmente muito pequenas, minúsculas perto da nossa banana-nanica; podiam ser comidas com uma mordida apenas) por US$ 2. Eu disse que estava muito caro e as bananas eram bem menores que as do Brasil, mas a menina continuava insistindo. Quando acabei ccomprando frutas de uma outra garota que tinha manga e abacaxi, ela fez uma cara triste e me chamou de "bad man"... hehehe Fazer o que, é a velha lei da oferta e demanda. Uma última cena curiosa ocorreu na minha volta para o ônibus, quando eu já estava me questionando o porquê da vila ter aquele nome. Um menininho entre 6 e 8 anos chegou com uma pequena tarântula na mão, oferecendo-me para que eu a segurasse por um tempo. Obviamente recusei, e aí ele ofereceu para colocar no bolso da minha camiseta e disse que não tinha problema, por que ela era "mansa". Obviamente também recusei. O menino queria esmola, e eu também recusei. Aí ele disse: "se você não me der a esmola, eu coloco a aranha em você". Acredito que ele não o teria feito, mas só para garantir, saí rapidinho do lado dele e entrei no ônibus... hehehe Ali pudemos ter uma ideia da extensão da pobreza neste país: antes do ônibus partir novamente, as crianças de acumularam na parte do ônibus e ficaram pedindo esmolas e/ou para comprarmos mais coisas. Fiquei sabendo também que alguns colegas haviam comido a perna de tarãntula frita, daí uma outra razão para o nome Spider Village - se eu soubesse, talvez tivesse comido (fica para outra vez). Enfim, com o coração partido, partimos para o restante do que seria uma longa e exaustiva viagem. Só recapitulando, partimos às 13h de Phnom Penh e chegamos na vila por volta de 15h30, de onde saímos por volta de 15h45.
Dali em diante, fizemos mais umas duas paradas rápidas de mais ou menos dez minutos cada para ir ao banheiro e esticar as pernas, pois o ônibus era mínusculo (padrão físico cambojano). Fora o tamanho, sofri também por ter sentado no fundo, lugar onde os bancos ficavam rangendo o tempo todo (algum problema com as molas, provavelmente) e escutar aquilo por tanto tempo foi me deixando louco (quem me conhece sabe como odeio barulho...). Enfim, entre trancos e barrancos, chegamos em Siem Reap por volta de 20h30, todos exaustos após uma viagem de 7h30. Para me distrair mais um pouco, tirei mais algumas fotos. Poderão ver nelas peculiaridades na estrada, como uma fábrica de imagens religiosas de beira de estrada, um incêndio que consegui registrar em uma casa, um monumento que representa a amizade entre Indonésia e Camboja (em uma cidadezinha no meio do caminho) e mais pontes e templos. Já em Siem Reap, fomos direto ao Phanha Khmer Restaurant, um lugarzinho bem bonito e acolhedor, mas igualmente caro. Ali, paguei US$ 6,50 por um peixe ao molho de coco - saboroso, mas que não valia tanto assim.
Terminada a refeição, fomos ao hotel, no qual nos dividiram em quartos: fiquei com os colegas norte-americanos Jarrod, Martin e Forrest, com os quais fui me refrescar na piscina após nos acomodarmos no quarto.
Por volta de 23h, já refeito, mas com sono, arrumei minhas coisas no quarto e fui dormir, pois aos que quisessem tinha sido oferecida a opção de ir assistir o nascer do sol no templo de Angkor Wat, o maior complexo religioso do mundo. Coloquei meu despertador para as 4h30, me preparando para o longo dia que viria a seguir.
Acompanhem abaixo às imagens e assistam aos vídeos que fiz no meu canal do YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
Aos que gostarem, convido-os a se inscreverem no canal e curtir os vídeos!
Até o próximo post!


















































































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