segunda-feira, 23 de março de 2015

MEU SEGUNDO FIM DE SEMANA NO CAMBOJA

Bom dia a todos!
Após uma longa viagem de ônibus, tudo que eu queria no dia seguinte era dormir um pouco mais para recuperar as forças. Mas como não é todo dia que temos a oportunidade de ver o nascer do sol em Angkor Wat, levantei às 4h30. Quinze ou vinte minutos depois, pegamos o ônibus para lá.
Chegamos lá em uns vinte minutos e entramos na fila para comprar o ingresso, na qual já tinha bastante gente. Tivemos que tirar foto para fazer o mesmo, que tinha validade para o dia inteiro. Imaginem a cara de sono que eu estava... Enfim, a entrada custou US$ 20, mas estava incluída no pacote Standard Plus que eu havia adquirido.
Com o ingresso na mão, o guia nos levou até lá iluminando o caminho com uma lanterna, pois ainda estava escuro quando chegamos. Andar por lá naquela escuridão, por aqueles caminhos estreitos de pedra já foi a primeira experiência diferenciada. Já dentro do complexo do templo, escolhemos umas pedras para ficar em cima e poder ver melhor, já que mesmo neste horário o lugar já estava cheio de turistas. Enquanto não clareava e o sol nascia, fiquei conversando e tirando algumas fotos com a colega alemã Isabel.
Depois de uma hora de espera, a multidão clamou e começou a bater palmas. Me perguntei o por que e após alguns segundos procurando, consegui ver uma pequena bolinha vermelha de ping-pong no céu. Para o nosso desapontamento, o céu estava meio nublado naquela manhã e o nascer do sol foi algo realmente sem graça. Em vez de nascer por trás das três torres de Angkor Wat, o sol nasceu lateralmente e em tamanho bem menor que o esperado. Vocês poderão ver nas fotos o templo de Angkor Wat visto de dentro e de fora Tirei também a foto de umas nagas na frente do templo, figura mitológica oriental.
Logo em seguida, retornamos para o hotel. Durante o trajeto, pude ver melhor a cidade de Siem Reap, a segunda maior do Camboja e muito mais limpa, urbanizada e bonita que Phnom Penh. 
De volta ao hotel, procurei um lugar para tomar café. A diária estava inclusa em nosso pacote, mas o café da manhã não, então tivemos que dispender mais US$ 4, continuando aí a escalada de gastos do fim de semana.
Às 9h da manhã, desta vez com o grupo completo, retornamos à Angkor Wat. Antes de adentrar no complexo, a primeira peculiaridade: na maravilhosa "selva" que circundava o local, havia elefantes carregando turistas nas costas, como poderão ver nas fotos. Infelizmente, não encontrei nenhum "livre" para passeios na hora. Durante minha estadia aqui, esta é uma das coisas que ainda quero fazer, além de provar a temida tarântula.
Por volta de 13h, após escutar loooooongas explicações do nosso simpático guia turístico (perdemos bastante tempo de visitação por causa disso; o pior é que não entendíamos metade do que ele dizia) e dar uma olhada inicial no primeiro complexo de templos (o lugar é realmente espetacular, incrível como, naquele tempo, foi possível construir uma obra arquitetônica de tamanha magnitude), fomos ao Khmer Angkor Kitchen, um dos poucos restaurantes de lá. Como era de se esperar, a comida era cara. 
Durante o dia todo, vimos ruínas, paredes esculpidas (muitas histórias por trás delas, que o guia nos contou - fiz vídeos e fotos delas, como poderão acompanhar abaixo).
Os mais atentos poderão observar nas fotos a diferença de tonalidade na cor da minha camiseta. Isso se deve ao intenso calor que faz aqui no Camboja, especialmente em Angkor Wat, área com selva e sem tantos lugares cobertos. Mas por incrível que pareça, levamos sorte. Durante a manhã o céu estava nublado e não fomos castigados pelo sol, que resolveu aparecer somente após o almoço, quando, aí sim, começamos a ser mais castigados. Como era de se esperar, ao término da excursão, de mais de 6 horas, estávamos todos cansadíssimos e ensopados de suor.
Nas fotos também aparecem vários locais diferentes dentro do templo. Consegui também registrar um buda gigante que havia lá, infelizmente não foi de frente por que o grupo já estava se distanciando e eu não tive tempo para tirar de outros ângulos.
Prestem também atenção à incrível vegetação que há por lá (enormes e belíssimas árvores) e algumas construções interessantes, como as piscinas que o rei mandou construir para ele, a fim de refrescar-se antes de subir até o templo. Consegui também registrar uma noiva que estava fazendo uma visita ao templo, em mais um momento inusitado.
A escada que aparece nas fotos era realmente íngreme e tínhamos que subi-la lateralmente, com muito cuidado. Mas o esforço valeu a pena:  a vista lá de cima é belíssima, como poderão ver nas fotos. A foto em que apareço em frente a um local fechado, com placa de proibição, foi tirada na parte mais alta (com acesso permitido) do templo.
Quando desci, já com pouco tempo, resolvi explorar a área aos arredores e descobri um verdadeiro tesouro, um pequeno templo budista, bem colorido e com vários desenhos na parede.
Infelizmente, como disse acima, não tive muito tempo para fazer esta exploração, pois deveríamos estar de volta ao ônibus às 15h30 e já eram 15h25 quando comecei a fazer meu caminho de volta. Foi exatamente nesta hora que aconteceu um dos momentos mais curiosos do dia. Ao retornar, fui abordado por um funcionário do complexo, que me disse que eu teria que dar a meia volta e ir voltar por outro caminho. Assim fiz, e ao subir em uma parte externa de um dos templos, vi uma grande comoção: o perímetro estava sendo cercado e seguro por que uma figura de grande proeminência esgtava fazendo uma visita à cidade e à Angkor Wat, nada mais nada menos que a primeira-dama dos Estados Unidos: Michelle Obama.
Tentei tirar fotos e fazer vídeos dela passando com seu cortejo, mas estava a mais de cinquenta metros, então não consegui nenhum registro que valha a pena postar aqui. Enfim, tive que dar uma baita volta para conseguir chegar até nosso ponto de encontro, no qual somente o guia no horário marcado. Um pouco depois o resto do pessoal chegou e acabamos voltando para o hotel uns dez minutos depois do planejado, então eu poderia ter explorado um pouco mais...
De volta ao hotel, fomos direto para a piscina, que, ao contrário da noite passada, estava cheia de turistas de outros lugares, todos asiáticos (pareciam tailandeses). A piscina estava uma verdadeira bagunça, com muita gente pulando na água, jogando água nos outros (tive que ficar protegendo minhas lentes, que ainda estão intactas) e até mesmo esbarrando uns nos outros (fui premiado com um desses; minha colega Mary, que estava conversando comigo na água, levou dois).
Fiquei mais ou menos uma hora e meia na piscina. No caminho, vi meus colegas de quarto jogando baralho, e me convidaram para jogar. Fui tomar um banho e desci a tempo de jogar 3 rodadas com eles... era um jogo nepalês cujo nome não me recordo agora.
Ás 19h, o ônibus passou para nos buscar e levar para o centro da cidade, no famoso Night Market, mercado no qual podem ser encontradas várias coisas: frutas, roupas, bugigangas para casa, relógios e restaurantes. Neste simpático lugar, cujo nome também não lembro, provei uma das comidas típicas mais conhecidas e palatáveis daqui: o amok de peixe, que poderão ver nas fotos. Ele nada mais é que um peixe ao molho de coco que vem dentro de uma trouxinha, parecida com a de um temaki. O amok era bem saboroso, principalmente acompanhado de arroz. O preço também não era tão alto assim, mais ou menos uns US$5.
Após comermos demos uma volta pelo mercado. Consegui encontrar produtos brasileiros por lá: a típica sandália Havaianas. Encontrei também duas cervejas locais. A maior compradora, no entanto, foi a nossa colega alemã Isabel, que adquiriu vários vestidos e estava realmente empolgada em comprar coisas aquela noite.
Terminada a sessão de compras, resolvemos fazer algo típico da cidade: a fish massage. Escolhemos um lugar que oferecia massagem de 20 minutos e uma bebida (refrigerante ou chope) por somente US2. Tiramos nossos calçados e sentamos em frente a um tanque que continha inúmeros peixinhos pretos, no qual colocamos nossos pés descalços. A sensação inicial é de muitas cócegas, obviamente. No começo achei que não aguentaria os vinte minutos, mas após certo tempo acabamos nos acostumando e é uma sensação bem gostosa e relaxante. Os peixes ficam mordiscando nossos pés a fim de obter sua refeição diária: a pele morta dos nossos pés. Delicioso, não?
Mais relaxados após a massagem, decidimos continuar o refresco na piscina do hotel. Então encontramos um motorista de tuk-tuk e perguntamos quanto custava para nos levar de volta ao hotel (a ida, de ônibus, deve ter dado entre 10 e 15 minutos). O motorista quis nos cobrar quatro dólares (para quatro pessoas) e eu disse que era muito caro e falei que procuraríamos outro tuk-tuk. Ele então, desesperado, começou a baixar o preço e consegui a corrida para nós por 2 dólares. Nada mal para a minha segunda pechincha séria em Siem Reap. Na primeira, consegui abaixar o preço de um relógio de 40 para 25 dólares para o colega norte-americano Samuel, ao lado do qual vim sentado na viagem da ida e volta de Phnom Penh para Siem Reap.
Fiz alguns vídeos e fotos no trajeto de volta, mas como já estava escuro (era passado das 22h), não ficaram muito vísiveis.
Ao chegar lá, eu, Isabel e Mary fomos nos refrescar na piscina, onde ficamos conversando por mais de meia hora e  então fomos dormir. Meus colegas de quarto chegaram bem depois, pois optaram por um programa mais agitado na cidade.
E assim terminou meu sábado em Siem Reap.
No domingo, pudemos acordar mais tarde, pois o ônibus passaria para nos buscar às 9h da manhã. Fomos tomar o café da manhã de US$4, onde, pela primeira vez, pude provar pitaya (dragon fruit), uma deliciosa e exótica fruta que para mim tem o gosto parecido ao de um kiwi.
Com as malas todas prontas, fomos então visitar o templo de Beng Mealea, já no caminho de volta para Phnom Penh. O lugar é composto de várias ruínas, árvores, torres, passagens íngremes com estruturas de madeira e muita natureza. Muito bonito e exótico. Um outro ponto positivo é o número de turistas por lá, muito menor, obviamente, que em Angkor Wat.
Terminada a visita, fomos almoçar em um restaurante em frente ao templo, este um pouco mais acessível, por US$ 3. Tomei uma água de coco morna (depois pedi para trazerem gelo; mas, de qualquer forma, a água de coco no Camboja é bem pior que a nossa, mais ácida, beirando o azedo, e não tão docinha quanto a nossa) e comi um prato com carne bovina e abacaxi, que não era nada de mais.
Após almoçarmos, começou nosso périplo de volta a Phnom Penh. No total, a viagem de volta foi um pouco mais rápida, com uma torturante jornada de sete horas enclausurado no ônibus, intercalada por umas três paradas para tomar água e ir ao banheiro. A parte boa é que consegui avançar umas 30 páginas no livro que estou lendo: Nausea, de Jean-Paul Sartre.
Enfim, entre trancos e barrancos, chegamos em Phnom Penh por volta de oito da noite, quando me lembrei que não tinha mais suco aqui no quarto e então rumei ao mercado, pela primeira vez no período da noite, para comprar umas garrafas.
Lá, por coincidência, encontrei meu colega e amigo australiano Colin, que também estava terminando de pagar sua compra no caixa. Ele me deu uma má notícia: devido à questões pessoais no Canadá (onde ele estava morando antes de vir para cá), não irá mais continuar aqui no Camboja após terminar o curso. Ou seja, perderei meu colega de almoço. Ficamos conversando ainda um tempo no shopping, mesmo apesar de eu estar exausto, para colocar as novidades em dia.
Foi aí que, finalmente, pude vir para o hotel, tirar as coisas da mochila, lanchar e finalmente recarregar minhas baterias com uma boa noite de sono, ansioso para receber as notas das provas feitas na sexta-feira anterior na manhã seguinte, as quais falarei sobre no próximo post.
Acompanhem os vídeos da viagem em
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Uma boa semana a todos!




























































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