Nesta terça-feira, dia 17, Saint Patrick's Day, comecei meu dia mais cedo, tomando café da manhã no hotel por volta de 7h30. Desta vez, havia algo diferente: omelete. De resto, as mesmas coisas, panqueca, pão fatiado e frutas.
Aproveitei o tempo restante antes do começo da aula para polir os detalhes de minha primeira apresentação do curso: um diálogo de duas linhas formatado para ensinar os alunos através do Dialog Method, uma das estratégias que aprendemos aqui no curso.
No primeiro horário, tivemos uma aula que me lembrou bastante as da professora Bernardete na faculdade, na qual vimos classes de palavra e partes do discurso. Achei o conteúdo interessante a partir do ponto de vista do professor, mas nem tanto no quesito utilidade para os alunos.
Após o primeiro intervalo, apresentamos nossa primeira prática, quando a turma foi dividida em duas para que tivéssemos tempo de apresentar até 12h30, quando temos nosso lunch break. Minha experiência de 5 anos como professor foi de grande valia, pois consegui executar a tarefa com poucos erros e de forma eficiente, de acordo com o professor Mike Fitzgerald, que é também o coordenador do curso que respondeu todas minhas dúvidas por e-mail e me "convenceu" a vir para o Camboja.
Nestas simulações de warmers em sala de aula, estávamos em doze colegas e foi bem proveitoso ver o feedback que todos receberam após suas performances para poder extrair o máximo proveito da atividade.
Chegada a hora do almoço, fui mais uma vez ao restaurante do dia anterior com o colega Colin, que desta vez convidou um novo "integrante" para juntar-se a nós: o norte-americano Samuel, que irá para o Vietnã após a conclusão do curso. Foi interessante conversar com mais alguém diferente nesta minha imersão que estou fazendo na língua inglesa (principalmente americano e australiano). Continuando meu plano de varar todos os pratos do restaurante, desta vez degustei mais um dos tipos de peixe oferecidos por lá. Tive meu primeiro susto, pois o mesmo estava com um gosto ligeiramente estranho e achei que finalmente teria a minha primeira e tão-anunciada intoxicação alimentar por aqui. Mas, graças a Deus, ainda não foi desta vez.
Aproveitei a volta pra tirar algumas fotos de coisas interessante que vi no trajeto de ida e de volta. Uma delas foi uma moto carregando um sofá na garupa (hoje vi algo ainda mais curioso: uma moto levando uns duzentos pacotes que pareciam ser de plástico e foi incrível como a mesma capotou; infelizmente, não consegui tirar foto no momento). Outra é a do Chenla Theater, que, além de ser palco para peças de teatro, é também um centro de convenções. Vocês poderão também ver uma barraquinha de roupas (não cheguei a perguntar preços, mas dizem que as roupas são incrivelmente baratas por aqui) e alguns tuk-tuks, o tradicional veículo cambojano que tanto caos causa no trânsito local. Há ainda uma foto de um mercado ao céu aberto, do qual falei nos últimos dias e um close frontal de um tuk-tuk, para que possam ter uma dia da infra-estrutura de primeiro mundo que temos por aqui... hehehe
Ah, e uma última curiosidade em relação às fotos para que os que possam estar se perguntando o por que de eu ter postado aquela faca de carne. É que no restaurante onde vou almoçar, e acredito que na maioria deles por aqui, não se utiliza faca para comer, somente garfo e colher. E toda vez que vou lá e peço (através de mímica) uma faca, eles me trazem esta, à moda do Rambo. Acredito que não devam ter nenhuma outra.
Na volta do almoço, reforçamos o aprendizado do Dialog Method, que desta vez foi aumentado de 2 para 4 linhas de diálogo. Reforçamos o aprendizado do método e como o mesmo deve ser aplicado. Criamos um diálogo, em grupo, na sala de aula. E, para terminar, nos foi incumbido criar um diálogo de 4 linhas para apresentar hoje de manhã. Contarei no próximo post como me saí, pois esta informação não faz parte do segundo dia de curso e também para fazer um pouco de suspense e aumentar a audiência para o próximo post.... hehehe
À noite, por ser dia de São Patrick, estava programado um jogo de trívia. O vencedor ganharia uma torre de chope verde de 2,5 litros, ou algo assim. Como eu nunca havia jogado, ainda mais em inglês, entrei meio apreensivo na competição, no grupos dos americanos Ned e Bárbara (simpaticíssimo casal que tem amigos brasileiros morando em Atlanta) e do Martin Caveman. No jogo, de perguntas e respostas sobre variados temas, nos saímos muito bem, infelizmente ficamos em segundo lugar. Mas o grupo vencedor acabou dividindo o prêmio com todos os outros participantes, e pude acabar degustando a tão desejada cerveja (chopp na verdade) verde, que nada mais é que um chopp com corante verde.
A festa foi até tarde, mas eu fiquei somente até as 23h (o jogo deve ter começado por volta de 19h30 e terminado as 22h), conversando com o colega de equipe Ned sobre assuntos como culinária brasileira e cervejas belgas, pois ele morou lá por nove meses enquanto fazia seu mestrado em analista de conflitos internacionais.
Como todos podem perceber, está sendo uma experiência riquíssima, convivendo todos os dias com pessoas de backgrounds bem diferentes e o mais importante, em uma total imersão no idioma inglês.
Enfim, amanhã de manhã teremos aula novamente as 9h e já está ficando tarde, então vou encerrando meu post por aqui, ao mesmo tempo em que divulgo meu canal do YouTube, para que assistam todos os vídeos e comentem sobre o que acharam das particularidades aqui do Camboja.
Abraço a todos e que continuem acompanhando o blog e os vídeos!














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