segunda-feira, 30 de março de 2015

MEU TERCEIRO FIM DE SEMANA NO CAMBOJA

MEU TERCEIRO FIM DE SEMANA NO CAMBOJA

Olá a todos!
Neste fim de semana, como já havia mencionado  anteriormente, fizemos uma excursão para a praia mais conhecida do Camboja: Sihanoukville.
Acordei às 5h30 na 6ª feira, para pegar a van das 6h30. Consegui descer ao lobby 5 minutos antes do horário marcado e ainda tive tempo de comer um prato de arroz ccom ovo frito de café da manhã. Ao sair do lobby, no entanto, me disseram que o cronograma havia sido alterado e que meu nome havia sido mudado  para a van das 8h – o horário estava afixado em um mural no lobby. Já revoltado por ter acordado cedo desnecessariamente, disseram que havia uma última vaga na van, para tres pessoas, contando comigo, irem junto. Como as outras duas não se manifestaram, também não dei muito tempo, me candidatei para ir junto, caso contrário ficaria espefazrando no mínimo mais uma hora e meia de bobeira.
Acabamos saindo por volta de 8h40 e vim sentado no banco da frente, escrevendo os dois posts anteriores a esse. Paramos algumas vezes no caminho para a tradicional esticada de perna e idas ao banheiro, mas, em uma destas paradas, pude observar algo diferente das outras paradas que havíamos feito. Devido a um grande engarrafamento em frente a nós, paramos próximos a uma grande área verde. Observei um animal parecido a um gato, mas com um rabo imensamente mais longo. Quando ele se virou de frente, percebi que na verdade era um macaquinho, que estava acompanhado de outros dois coleguinhas, comendo algumas pelotas de arroz que havia no chão e fazendo macaquices por lá.
Passamos ainda por algumas outras cidadezinhas e por volta de 11h10 chegamos à Sihanoukville, uma cidade desenvolvida, com uma bela escultura de dois leões dourados no centro da cidade. Mas, como combinado, não paramos ali, e fomos direto à praia de Otres 2, onde mais ou menos a metade de nossos colegas de curso iriam praticar mergulho. Nadei um pouco na bem pouco movimentada praia, de águas mornas e transparentes. Uma meia hora depois, chegou um bote trazendo os colegas que tinha ido mergulhar na primeira rodada, entre eles o amigo Colin. Alguns minutos depois, fomos procurar um restaurante para almoçar, e encontramos um lugar que oferecia uma porção mista de frutos do mar (peixe, camarão e lula) pelo excelente preço de US$ 3,50.
Logo após terminar o almoço, voltamos ao lugar onde o resto do grupo estava situado. A terceira van havia acabado de chegar, e a colega Isabel nos avisou de dentro que a van deles estava voltando para a cidade, por que as outras vans já estavam ocupadas e quem não fosse agora para Sihanoukville provavelmente teria que pegar um tuk-tuk para voltar depois. Aproveitei então a oportunidade e fui com eles para a cidade.
Deixamos nossas coisas no hotel e rumamos em direção ao mar, que ficava somente umas quatro quadras de nosso hotel. Entramos no mar, que também estava com a água morna, mas não tão cristalina quanto a de Otres. Ficamos por lá um bom tempo, e depois voltamos para o hotel, antes do anoitecer.
Às 19h, fomos em direção ao restaurante que tinha comida italiana na beira da praia, no qual tinha sido combinado termos nosso jantar oficial de despedida. Mais uma vez pedi um prato de frutos do mar. Sentei entre as colegas Isabel e Sierra, com a qual tive uma longa conversa em espanhol, pois ela me disse que havia feito cinco anos de curso nos Estados Unidos, mas não tinha ninguém com quem praticar, pois ela é de Nova Iorque, onde não tem muitos falantes deste idioma. Foi bem divertido.
Na volta, alguns foram para o bar esticar um pouco mais a noite. Voltei com a colega Isabel para o nosso hotel, pois estava cansado de um dia longo e quente, e o que mais queria era tomar um bom banho e descansar.
No dia seguinte, acordei às 7h para estar pronto para nossa saída para Otres, às 8h. comi um “donut” que me foi dado pela colega Mary, socado de açúcar, mas que foi bom para enganar a fome. Já em Otres, chamei Isabel para procurarmos algum lugar para tomar café, pois o donut não havia sido suficiente. Rumamos em direção ao restaurante no qual eu havia almoçado no dia anterior com Colin, pois ali se praticam preços bem razoáveis. No caminho, vimos algumas “agências de viagem”, que ofereciam pacotes turísticos de passeios para ilhas próximas à praia. Ao chegar no restaurante, vimos que também ofereciam o passeio lá, e, de quebra, café da manhã e almoço incluídos por US$ 15. Diante de uma barbada dessas, não pudemos recusar. Fizemos o caminho de volta para perguntar se algum outro colega queria se juntar a nós, e voltamos junto com Mary. O barco deveria ter saído às 9h30, mas houve o tradicional atraso e acabamos comendo nossa omelete no barco por volta de 9h45. Após finalizar, trocamos algumas ideias com um rapaz de fazia parte de um grupo de turistas que eram de Malta, lugar que nem tinhamos certeza de onde ficava direito, mas agora sabemos que é um país europeu localizado ao sul da Itália.
Nossa primeira parada foi a alguns metros de uma ilha, próxima da qual tivemos a oportunidade de mergulhar com snorkels. Coloquei meus óculos e fui explorar as águas locais, que continham muitos corais, anemonas e ouriços-do-mar. Em algumas áreas, o corpo ficava a meio metro destes dois  , o que me fez dobrar minha dose de cautela, pois encostar naqueles dois animais supostamente causa sérios machucados. Falando nisso, esqueci de mencionar que pouco antes de subir no barco rumo às ilhas, havia uma gangue de águas-vivas próimas a escada do barco, de duas cores diferentes, o que me fez ter que dar uma boa volta antes de entrar a bordo. O resumo da ópera foi que consegui sair ileso da aventura. É como dizem: não mexa com os animais que eles não mexem contigo.
Ficamos entre 20 e 30 minutos mergulhando e depois rumamos para nossa segunda parada, que, desta vez, era uma pequena praia. Ali, pudemos tomar banho de mar enquanto esperávamos nosso almoço ficar pronto, que foi um excelente churrasco de peixe, acompanhado de pão e salada e seguido de uma sobremesa de frutas, com melancia, banana e o delicioso abacaxi cambojano. Caminhei também pela areia da praia com a colega Isabel até chegarmos a um pequeno cais, onde tirei algumas fotos. Também fui “obrigado” a tirar umas fotos dela brincando no balanço e afagando um cachorrinho... hehehe
Uns dez minutos depois do planejado, por volta de 14h10, deixamos o local em direção á terceira ilha, na qual não havia praia e onde ficamos apenas mergulhando e observando a fauna marítima local. Ali havia uma variedade menor de coisas para ver, mas ainda assim pude ver alguns corais, anemonas e também pequenos peixes. Neste local ficamos pouco tempo, no máximo uns 15 minutos, já que não tinha nada de muito diferente, e voltamos à praia.7
Voltamos cerca de 15h30 para Otres 2. Quando estávamos bem próximos ao quiosque do nosso grupo, Isabel percebeu que havia esquecido sua toalha feita de tecido especial no barco, e me exaustou para que eu voltasse com ela até lá para pegá-la. Meio a contragosto acabei voltando e subimos novamente no barco para checar (ele estava em um local com mais de um metro de profundidade, então não foi tão fácil subir nele). A toalha não estava lá e então fomos ao restaurante no qual havíamos adquirido o passeio. Por sorte, o capitão do barco estava lá e havia pego e guardado a toalha dela, então pudemos voltar para nosso quiosque. Na volta, tirei a foto de um buda praticamente em tamanho real, que estava localizado na parte de trás de um restaurante que estava à venda.
À esta altura, todos os grupos que tinham ido mergulhar já haviam regressado e estavam prestes a começar um teste escrito, então os que não faziam parte destes ficaram por ali só conversando. Acabei pedindo um omelete com queijo, que demorou uma meia hora para ficar pronto, mas valeu a pena, pois era bem saboroso. Degustei-0 em uma espreguiçadeira em frente ao mar, acompanhado de uma lata de Sprite e do magnífico por-do-sol alaranjado e imponente, um dos mais bonitos que já vi e que poderão acompanhar nas fotos, que infelizmente não traduzem exatamente o espetáculo da natureza que presenciei ontem.
Por volta de 19, todos haviam terminado tudo que tinham para terminar, e regressamos ao hotel. Tomei banho e fui jantar em uma pizzaria com os colegas Jarrod e Isabel. Eles pediram uma happy pizza (quem tiver curiosidade me pergunte o que é, dependendo de quem perguntar eu respondo.... hehehe) e eu, seguindo minha curiosidade e inclinação em relação a frutos do mar, comi uma porção de arroz acompanhado do peixe barracuda, cujo sabor era bem agradável.
Na volta, encontramos o colega Colin passeando pelas redondezas e ele se juntou a nós em nosso regresso ao hotel. Extenuado de um longo dia de passeios e aventuras, tomei um merecido banho (sofri uns 15 minutos para encontrar a água fria para refrescar minhas costas e peito queimados) e fui dormir, por volta de 21h30, para restaurar minhas forças para domingo de manhã, quando partimos, às 8h20, de volta para Phnom Penh.
Para nossa sorte, a outra van teve um problema no pneu. Primeiramente o motorista da nossa van foi ajudá-los, e eventualmente tivemos que parar em uma oficina para que o problema fosse resolvido. Nesta brincadeira, acabamos perdendo no mínimo meia hora. O pessoal que ia para o Vietnã de nossa van (Ned e Barbara) já estava aflito. Como estávamos correndo contra o tempo, o motorista fez somente umas duas paradas, e bem curtas.
Aproveitei o trajeto para ler (estou chegando na metade de Nausea, de Jean-Paul Sartre) e tirar algumas fotos para o blog. Uma delas é do partido político mais popular aqui do Camboja, o Cambodian’s People Party, que tem sedes em todo lugar, pelo menos em todas as cidadezinhas que conheci aqui do Camboja até agora. De dentro da van tirei uma foto de despedida de Sihanoukville. Poderão também ver os já tradicionais retratos da realidade local, com comércio, paisagem rural, rios poluídos, pessoas andando de moto em frente à fábricas de oferendários e imagens religiosas (leões de pedra, budas, etc.), tuk-tuks, a base aérea de Pochentong (somente a placa) e arredores do Aeroporto Internacional de Phnom Penh.
Chegamos no hotel pouco depois das 13h, e, ainda dentro da van, o professor Billy nos avisou que teríamos orientação em relação à nossa semana de estágio às 14h. Vim deixar minhas coisas aqui no meu quarto, momento este em que vi que havia ocorrido uma invasão no meu quarto. Meu frigobar estava cercado de formigas. Já apreensivo, abri a portinha e vi que elas estavam lá dentro também, onde eu guardo alguns halls e chicletes. Um presunto apimentado que eu havia comprado para a janta também já tinha ido pro espaço. O problema é que, ao entrar no quarto, devemos colocar nosso chaveiro em um dispositivo que aciona a energia elétrica. Quando eu cheguei, haviam colocado um chaveiro lá, mas acredito que o quarto deva ter ficado sem energia por pelo menos 24 horas (ficamos 48 horas fora), daí o porquê do estrago.
Enfim, desci então para almoçar, e encontrei o colega canadense com ascendência cambojana Ron no lobby. Perguntei se ele conhecia algum restaurante barato perto aqui do hotel, pois só tinha quarenta minutos para ir e voltar. Ele disse que sim, e falou que também estava indo. Acabamos indo ao mesmo restaurante que fui almoçar com Colin no aniversário dele. Desta vez, mesmo estando bem mais tarde, havia mais opções. Acabei comendo o tradicional frango com gengibre e uma porção de verdura com carne de porco.
Consegui regressar ao hotel por volta de 14h05, e subi direto para a sala de aula. As instruções já haviam começado, e lemos umas regras de conduta a serem seguidas em nossas duas semanas de estágio. Vimos também o cronograma: teremos duas aulas diárias para ensinar, a partir desta terça-feira. Peguei uma turma de jardim de infância, no colégio True Vision, e uma turma pré-intermediária no orfanato coreano.
Ficamos sabendo também que a partir de segunda-feira, das 9h às 10h30, teremos aula de Khmer, o idioma local. Já recebemos também nossa primeira incumbência deste curso: escrever uma autobiografia sobre a nossa experiência de aprendizado com um segundo idioma, exatamente a mesma coisa que nos foi pedido em uma das primeiras aulas da faculdade, pela professora Karim, se não me engano.
Como todos estavam exaustos do fim de semana e cansados da viagem pela manhã, a orientação acabou durando menos de uma hora, e fomos liberados.
Aproveitei a tarde para me refrescar tomando um banho de piscina, a qual estava lotada de crianças locais, que pagam uma taxa para poder aproveitá-la mesmo sem estarem hospedados no hotel. Usei também o tempo para terminar minha autobiografia.
Não fiquei muito tempo na piscina por que tinha combinado de ir jantar com Colin, Isabel e Mary às 19h. Chegando no lobby, somente os dois primeiros estavam lá; Mary ainda não havia se recomposto da viagem. Fomos a um restaurante praticamente em frente ao que eu havia ido almoçar no mesmo dia (ambos próximos ao Sovanna Shopping Mall). Pedi uma porção de arroz frito com camarão, pelo satisfatório preço de US$ 2. O sabor também não era nada espetacular, mas por esse valor não podia exigir muita coisa. Após esperar meia hora a mais até Isabel terminar de comer, pedimos um take-out para Mary e regressamos ao hotel.
Já cansadíssimo também do fim de semana, assisti a um episódio de Walking Dead e vim me deitar, pois teria que acordar no próximo dia para minha aula de Khmer.
E assim terminou meu terceiro fim de semana aqui no Camboja, com minhas novas companheiras de quarto, as formigas, que até agora estão circulandinho por aqui, em cima da cama e no laptop... hehehe
Acompanhem vídeos sobre a viagem em meu canal no YouTube, em
Abraço a todos os leitores e continuem curtindo, comentando e inscrevam-se no canal caso estejam gostando dos vídeos. Até o próximo post!
































































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