quarta-feira, 18 de março de 2015

MEU TERCEIRO DIA DE CURSO NO CAMBOJA


Olá a todos!
Mais uma vez de pé antes das sete da manhã, fui tomar meu breakfast (percebi que eles só tem duas variações, mas a cavalo dado não se olha os dentes) e descobri que tinham xarope para por nas panquecas (que por sinal são muito boas, minha irmã Camila Yabu iria gostar). Depois, como já está sendo tornando rotina, fui relaxar um pouco à beira da piscina e mandar algumas mensagens via facebook para amigos e familiares.
Para a primeira aula, estava programada mais uma apresentação de uma rotina do dialog method, desta vez com 4 linhas de diálogo e utilizando props ou imagens para ensinar o vocabulário. Por sorte, peguei um tema tranquilo (Having Lunch) e preparei uma apresentação simples, que fluiu bem. Felizmente tive muito poucas observações em relação a correções neste aspecto, de acordo com o professor Rick Barnes.
Na hora do almoço, fui mais uma vez com o colega Colin almoçar no tradicional restaurante, do qual tenho que descobrir o nome para revelar por aqui. Ontem aprendi como dizer "faca" em khmer (fala-se kmái), a língua local. É algo como "kampá". Acredito que a partir de hoje não precisarei mais fazer a tradicional mímica para me trazerem uma faca na mesa. Enfim, ontem provei mais um prato novo, composto de pimentões de todas as cores e um pouco de carne de porco - bem saboroso, mas nada muito exótico. Também bem ortodoxo foi meu outro prato, costeleta de porco. Caso algum de vocês chegue a vir para cá, é uma opção que não recomendo. Não que não estivesse gostosa, mas é que recebi apenas uma porção com duas delas e o resto do prato veio repleto de pepinos... hehehe
Na volta, mais calor, cambojanos simpáticos, muita sujeira na rua e, em alguns lugares, um cheiro bem desagradável. Mas, pela primeira vez, comecei a me sentir em casa e disse à Colin: "This is starting to feel like home". Ele me contou uma fantástica história em uma viagem dele ao Egito, quando, em 1989, acordou as 4 da manhã e foi até uma das pirâmides, subornou um guarda para escalar a pirâmide, de cujo topo assistiu o nascer do sol. Deve ter sido uma experiência incrível!
Em nossa primeira aula da tarde, começamos a ver um dos temas que mais me interessa: o ensino de vocabulário. O interesse vem desde o meu segundo ano da faculdade de letras, quando decidi escrever minha monografia e meu projeto de conclusão sobre a Abordagem Lexical, de Michael Lewis, que explicita a importância do ensino de lexical chunks no aprendizado de um idioma.
A aula foi muito produtiva, com estratégias valiosíssimas e alguns conceitos que eu já conhecia. Aprendemos como ensinar vocabulário (léxico) aos alunos, ensiná-los a pronunciar e ajudar a reter tais palavras em seu banco lexical. No final da aula, nos foi atribuída mais uma tarefa para apresentar: teremos que ensinar duas palavras aos colegas fazendo uso das quatro etapas de ensino: elicit the new word, say the new word, CCQ (cross-check question) the new word and board the new word. As minhas palavras foram o verbo polish e o substantivo champion. Estou meio apreensivo em relação à apresentação, mas no próximo post contarei como foi.
Tivemos também, com Rick, umas aulas de gramática sobre clauses, reported speech, conditionals, e etc. Esta aula não foi muito interessante, mas como faz parte do pacote e vai cair na prova de sexta-feira, não houve muito o que fazer.
Após a aula desci para a piscina para, como de hábito, nadar um pouco e me refrescar do intenso calor. Ao sair, conversei um pouco com o colega norte-americano Forrest. Pouco depois, eles iriam assistir ao filme cambojano The Killing Fields (ainda não vi), que conta um pouco sobre os recentes atos de violência cometidos contra o povo local. Como o filme era muito longo e eu tinha que fazer as "lições de casa", acabei vindo para o quarto.
A decisão se mostrou acertada, pois deu tempo de terminar meu planejamento para a atividade sobre vocabulário de hoje e também terminar meu currículo, que deveria ser enviado para o professor Rick até 6a feira. Quando estava quase terminando, meu colega Colin me telefonou (levei um baita susto, achando que era o pessoal do bar pedindo de volta a faca e o abridor de garrafa que eu havia emprestado), fingindo que era o presidente dos Estados Unidos e que precisava minha ajuda... esta última parte era verdadeira; ele me pediu para ajudá-lo a montar seu currículo, o que fiz de bom grado (e, ao que parece, não terei que pagar pelo meu almoço hoje... hehehe). O único problema foi que uma data ficou errada, e cerca de uma hora depois, já quase 11 da noite, ele voltou aqui ao quarto pedindo para arrumar aquela informação e enviar o arquivo novamente para ele. Mas fazer o que, ossos do ofício...
E assim terminou mais um dia, ansioso com a apresentação de hoje e excitado com a viagem que faremos sexta-feira para Siem Reap, perto de onde fica a maior atração do país e também maior complexo religioso do mundo, o templo de Angkor, ou Angkor Wat.
Um grande abraço a todos e até o próximo post! 

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