quinta-feira, 16 de abril de 2015

COMEÇANDO MEU SEGUNDO MÊS NO CAMBOJA

Antes de mais nada, gostaria de desejar um Feliz Ano Novo Khmer a todos!
Nesta semana, devido ao feriado e ao próximo programa TESOL da Lc-Asia ainda não ter começado, não há buffet de café da manhã aqui no hotel Marady, então tive que fazer minha refeição no quarto mesmo: um sanduíche de pão com passas (não tinha outro no mercado), um tipo de mortadela e um tomate que havia comprado na feira, acompanhado de suco de laranja em pó que tanto custei para encontrar no supermercado Lucky.
Terminada a refeição, desci para nadar um pouco na piscina. Quando havia feito mais ou menos 15 chegadas, com o local totalmente deserto, Colin apareceu por lá. Ele queria minha ajuda para encontrar um laptop de segunda mão para começar a usar Facebook e entrar na Internet. Saí então da piscina e deixei ele ficar pesquisando no laptop. Encontramos algumas lojas de penhores e ele ligou para elas, mas todas estavam fechadas devido ao ano novo. Perdemos um bom tempo nisso, até que finalmente um funcionário apareceu no bar ao lado da piscina,e nos disse que nosso professor de Khmer, Seila, sabe onde encontrar bom produtos a bons preços. Ademais, após o término do feriado, na próxima segunda-feira, eles começam a fazer liquidações, o que motivou Colin a ficar mais alguns dias aqui no Camboja (ele estava planejando ir embora amanhã).
Enfim, após saber disso, resolvemos ir dar uma caminhada para explorar nossa vizinhança. Antes de mais nada fomos ao shopping, onde eu fui para tirar um pouco de dinheiro (o que eu trouxe está quase no fim) e dar uma olhada nas poucas lojas que estavam abertas e nos refrescarmos um pouco no ar-condicionado. Na volta, aproveitamos para ir almoçar no mercado atrás do shopping, onde comi um prato de arroz com frango e um ovo frito pela bagatela de US$ 1,25. Como diria Colin: You can’t beat that!
Na volta, resolvemos continuar nossa caminhada e, com o sol já a pino, Colin resolveu ir ao hotel colocar uma camiseta de manga comprida. Não, ele não é pinéu. É que ele tem um histórico de melanoma na família e todo cuidado é pouco para ele, sempre de chapéu e besuntado de filtro solar.
Já prontos, seguimos pelo Monireth Boulevard, a grande avenida que passa aqui em frente ao hotel Marady, apesar de no cartão do hotel dizer que aqui é a rua 217. Passamos pelo nosso antigo restaurante, que estava fechado. Havia também algumas escolas “internacionais” no caminho, para as quais irei levar meu currículo caso a visita que faremos a algumas escolas na segunda-feira de manhã não dê resultado.
Enfim, após cerca de meia hora de caminhada, chegamos ao City Mall, onde Colin queria ir assistir um filme. O shopping ainda está em construção, então os primeiros dois andares estavam meio desertos (tanto de pessoas como de lojas) e fomos direto ao piso do cinema e da praça de alimentação. Compramos um ingresso para o filme The Longest Ride, que começaria em 15 minutos. Aproveitamos o tempo para conhecer as opções de comida oferecidas por lá. A maioria é de pratos locais (estranhei não ter pizza, hamburguer nem batata frita para vender, acho que foi a primeira praça de alimentação de shopping em que não vi estas opções), com salsichas dos mais variados tipos, macarrão com frutos do mar, sorvete, etc. Havia também um imenso stand de venda de filmes piratas, com mais de 5 mil títulos, todos a US$ 1. Achei bem curioso ver pirataria a céu aberto do lado de um cinema, mas, enfim, mais uma peculiaridade da cultura local.
Ao passar os 15 minutos, entramos na sala de exibição. No caminho, algo bem diferenciado. Nos foi oferecido um cobertor antes de entrar, o que prontamente aceitei, pois o amigo canadense Ron me havia alertado que a temperatura do ar condicionado é socada na mais fria possível. E era verdade. Enquanto no lado de fora eu sofria com o calor, mesmo usando bermuda e camiseta, dentro do cinema me obriguei a utilizar o cobertor por boa parte do filme, que era bacaninha até, uma comédia romântica baseada no amor entre um vaqueiro e uma estudante de arte. Outra curiosidade é o número de escolas internacinais que fazem propaganda antes dos trailers, mais um indicador de como a educação de qualidade é valorizada aqui no Camboja.
Terminado o filme, saímos do shopping e propus andarmos mais um pouco para a direita, pois ainda era cedo (cerca de 16h). encontramos uma unidade do Lucky Supermercados, bem maior que a que fica dentro do Sovanna Mall. Apesar disso, não havia nada ali que eu estivesse precisando comprar no momento. Resolvemos então sair do shopping e continuar explorando o Boulevard. Após uns cinco minutos, chegamos a um belíssimo monasterio que fica em frente ao Estádio Olímpico de Phnom Penh. Ali ficamos por uma bela meia hora, tirando foto dos templos, das estátuas de elefantes, de um curioso monumento com os doze animais do horóscopo chinês, dos monges que estavam por lá e das tumbas onde são guardadas as cinzas deles após falecerem. O lugar é bem pitoresco e relaxante. Tirei foto de uma parede que havia lá ensinando como colocar um capacete.
Após terminar, andamos mais um pouquinho até chegar no final do Monireth Boulevard, quando aparece uma grande rotatória com grama verdejante e uma caixa d’agua do banco Royal ANZ ao fundo, que é um belo ponto de referência para localizar-se aqui em Phnom Penh.
Na volta, entramos no Estádio Olímpico, que fica ao lado de uma imensa obra que está sendo construída, com mais de dez andares, na qual prevê-se que será um complexo de edifícios comerciais e residencias, um empreendimento de alto padrão.
Enfim, andamos por dentro do estádio, que possui um ginásio para volei e futebol. Ele não é muito grande, deve conter umas 5 mil pessoas. Fomos também até o campo de futebol, com grama sintética, que ainda está em fase de construção. Lembrei da minha mãe (ela vai caminhar toda manhã) quando vi algumas pessoas andando e correndo em volta do campo, além de outros cambojanos que estavam se exercitando na arquibancada. O lugar é bem grande, moderno e achei bem bacana o fato dele ser aberto à população local.
Na volta, praticamente todas as lojas fechadas. Consegui ainda tirar uma foto bem curiosa. Bem acima de um restaurante chamado Golden Lobster, havia uma lagosta gigante içada a vários metros de altura. Me pergunto como conseguiram colocá-la ali. Realmente chama a atenção dos clientes. Havíamos entrado no trajeto de ida para dar uma olhada nos tanques deste restaurante, onde pode ser escolhido o peixe ou fruto do mar a ser consumido em alguns minutos. Eu já havia visto esta opção no dia em que fomos jantar a hot pot, mas o tanque do Golden Lobster era bem maior e diversificado.
Enfim, apressamos um pouquinho a caminhada na volta, por que a Mary nos havia convidado para conhecer o novo apartamento dela e jantar um arrozinho frito por volta das 18h, mas quando cheguei ao hotel e fui conferir minhas mensagens, ela havia adiado o jantar para a noite seguinte (a de hoje), portanto somente no próximo post poderei contar como foi.
De volta ao quarto, terminei de escrever o post de ontem. Jantei, renomeei alguns vídeos do meu canal no YouTube e, finalmente, assisti ao primeiro episódio da quinta temporada de Game of Thrones.
E assim começou meu segundo mês no Camboja, podendo riscar mais 3 coisas da minha lista de atividades a fazer e lugares a conhecer por aqui.
No próximo post, contarei sobre minha exploração de hoje de manhã e como foi o jantar no apartamento da Mary, caso ele realmente aconteça desta vez.
Um abraço a todos!

Caso tenham gostado e queiram assistir a vídeos do que estou presenciando por aqui, acessem meu canal no YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew












































































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