segunda-feira, 20 de abril de 2015

MEU TRIGÉSIMO QUINTO DIA NO CAMBOJA

Comecei mais este dia novamente com dor de cabeça, acordando às 8h da manhã. A mesma ainda perdura, em menor intensidade, até agora, às 14h. por volta de 9h, Colin bateu aqui no quarto e me convidou para tomar um nescafé e comer alguns biscoitos no quarto dele e depois viemos aqui no meu quarto dar uma olhada em alguns modelos de computador para que eu o ajudasse a ver um adequado para as necessidades dele. Ele irá comprar na segunda-feira, quando os outros alunos do curso que ainda estão por aqui serão levados de tuk-tuk para algumas escolas para deixar currículo (torçam por mim).
Por volta de 10h30, desci para nadar um pouco. Havia dois garotos locais por lá, que tentaram falar comigo após me verem nadar (ficaram bem animados, mas não entendi o que eles queriam). Havia também uma garota que ficou conversando com eles, provavelmente fará parte do novo programa, que começa na próxima segunda-feira também. Não conversei com ela, mas pelo sotaque deu pra perceber que é dos Estados Unidos.
Enfim, pouco depois das 11h subi para o quarto e me arrumei para estar pronto às 11h30, horário este que Colin e eu havíamos combinado sair para almoçar. Novamente a barraquinha de almoço do mercado estava fechada e um outro restaurante local também. Hoje, no entanto, encontramos um lugar diferente para almoçar, chamado Ztone Café, que estava fechado nos últimos dois dias. Por US$ 3, o lugar oferecia almoço (com arroz incluído), bebida grátis (chá, é claro) e sobremesa. Pedi um frango lok-lak (comida local, com molho agridoce, nada de mais) e após terminar tivemos como sobremesa uma gelatina bem insossa, mas que vinha com um delicioso caldo de coco com leite condensado.
Terminado o almoço, fomos ao Sovanna Mall, onde fui comprar um pão fatiado. Aproveitamos a oportunidade para andar pelos outros pisos. Havia uma loja bem interessante, com roupas, utensílios de todo tipo, calçados, artigos esportivos, etc. Muito bacana. E tudo estava com desconto, que é tradicional aqui após o feriado do ano novo. Infelizmente (ou felizmente) eu não havia trazido muito dinheiro comigo, então acabei não comprando nada.
Demos mais uma andada depois disso, e encontramos também uma loja de eletrônicos. Eu queria continuar andando, mas Colin estava cansado e acabamos indo embora antes de cobrir todos os pisos.
Já no térreo, dei uma passada na loja da Apple para ver o preço do Ipod Shuffle (o meu simplesmente parou de funcionar), esperando ter um preço bem convidativo por se tratar de Camboja, mas shopping é shopping: US$ 159, mais caro que quando comprei o meu pré-histórico.
Enfim chegamos de volta ao hotel por volta de 14h, onde vim para o quarto começar a escrever este post. como íamos sair novamente às 19h, acabei ficando o resto da tarde no hotel, assistindo seriado (The Good Wife) e depois fui na piscina com Colin. Isabel e mais uns garotos cambojanos estavam por lá.
Por volta de 18h e pouco, subi para o quarto para me arrumar e às 19h pegamos um tuk-tuk em direção ao Royal Temple. Um motorista nos viu em frente ao hotel e quis cobrar US$ 5 por uma corrida de cerca de 20 minutos. Eu disse que pagaríamos US$ 3 e continuei andando (boa estratégia essa). Primeiro ele baixou o preço para US$ 4. Continuei andando e ele acabou baixando para o preço que eu havia proposto.
Enfim, chegamos ao Royal Temple e consultei o mapa no celular. O restaurante belga La Patate ficava, de acordo com ele, a umas dez quadras de lá. No trajeto, passamos por alguns locais que eu já havia estado antes no dia em que fiz a visita ao Riverside com Mary e Isabel. Alguns deles tirei foto novamente, como a praça em frente à parte sul do Royal Temple e também um restaurante que fica em uma casa antiquíssima em estilo colonial. Além disso, dentro do Wat Ounalom vimos alguns monges descendo enquanto alguns músicos (um deles usava máscara) tocavam em um tipo de cerimônia - muito interessante, como poderão ver nas fotos.
Enfim, andamos por uma rua paralela procurando o restaurante onde eu queria ir. Fomos pelo Riverside e Colin quis virar na Sleazy Street, onde havia várias casas noturnas. Após uns dez minutos de caminhada, chegamos no La Patate. O lugar parece bem simples visto por fora e o interior também não é dos mais suntuosos. Ao abrir o cardápio, entretanto, percebi uma grande disparidade em relação a outros restaurantes que fui outrora aqui na cidade. Minha primeira medida foi pedir uma cerveja belga: a deliciosa La Chouffe. Eu esperava encontrar alguma novidade em relação ao Brasil, mas a geladeira deles era composta, além da que pedi, da linha Chimay, Maredsous e também da tradicional Duvel. Pra quem vinha sobrevivendo à Pale Lager e Stouts por um mês, no entanto, foi uma benção dos céus... hehe Após a cerveja chegar e eu tomar aquele esperado gole de uma excelente cerveja artesanal belga, pedi ao garçom o que ele recomendava, e, dentre as excelentes opções da culinária belga, ele me sugeriu algo que eu sempre quis provar, o prato francês Boeuf Bourguignon. O prato ficou pronto em cerca de meia hora, e, apesar de custar US$ 9,75, é realmente divino, uma das melhores refeições que já fiz em minha vida, ainda mais acompanhado de uma Chimay Rouge. Meu prato veio acompanhado de batata frita, as quais, apesar de eu não ser fã do prato, estavam realmente deliciosas.
Na volta, demos mais uma caminhada pela avenida à margem do rio, e Colin quis dar uma olhada no Night Market. Como ele havia pisado no freio no restaurante e ido apenas de Jumbo French Fries, ele acabou pedindo uma porção de noodles fritos por lá, e sentamos na “praça de alimentação” deles, que nada mais é que um monte de esteiras distribuídas pelo chão na qual vários turistas estavam sentados. Terminada a refeição dele, fomos dar uma olhada nas roupas, pois ele queria comprar um calção para entrar na piscina e acabei servindo de fashion stylist, tanto que ele acabou levando também uma disposable t-shirt para ele. Enfim, já passava das 22h e resolvemos ir embora.
Como sempre, encontramos um tuk-tuk facilmente, e conseguimos pechinchar nossa volta por US$ 3. O motorista pareceu bem seguro ao falarmos o nome do hotel, mas, para variar, teve que parar no meio do caminho para pedir direções. Não sei como esses caras escolhem essa profissão, pois a grande maioria deles não consegue toda a cidade e tem que ficar parando para pedir aos colegas onde fica determinado lugar. Enfim, demos aquele tradicional passeio extra, durante o qual o motorista parou para encher o tanque (outra coisa bem corriqueira aqui), quando tentou dar uma de malandro e aumentar o valor para US$ 5, mas uma regra aqui é que, salvo graves exceções, sempre paga-se o valor combinado antes da corrida. E assim fizemos, quando, meia hora depois (dez minutos a mais que o esperado), chegamos ao hotel.
Subi então para meu quarto e fui dormir, sem assistir nada, pois já estava estafado e tinha que acordar no dia seguinte para ir com os colegas Colin, Mary, Isabel e Ron ao Museu Nacional, visita esta que falarei sobre em meu próximo post.
Caso tenham gostado do post de hoje e queiram assistir vídeos sobre os locais que tenho visitado e as coisas que tenho feito, acessem meu canal no YouTube em
Um abraço a todos e até  o próximo post!








































Nenhum comentário:

Postar um comentário