quarta-feira, 15 de abril de 2015

MEU TRIGÉSIMO PRIMEIRO DIA NO CAMBOJA

 Na segunda-feira passada, completei um mês aqui no Camboja,ultrapassando meu período anterior máximo fora do Brasil. Neste dia, acordei 6h40 para terminar de arrumar minhas coisas para ir de Rabbit Island para Kep e então para Kampot.
Por volta de 7h30, com a mochila arrumada, passei no bangalô de Colin para acordá-lo e irmos tomar café. Resolvi provar desta vez a panqueca de banana com abacaxi, salpicada com mel. Estava bem saborosa, e parecida com a que minha mãe faz, em União da Vitória-PR (a diferença é que a da minha mãe comemos com carne moída). Enfim, até a refeição chegar (e durante a mesma também), ficamos conversando com o casal que comentei no último post. terminada a refeiçao, paguei a conta e fomos esperar pelo barco, que chegou por volta de 9h30 na ilha.
O trajeto foi bem tranquilo, pois só eu e Colin resolvemos voltar naquele horário. O único “enrosco” foi pouco antes de entrar no barco, quando o responsável pelo barco nos pediu nosso ticket e teve que fazer uma ligação antes de nos autorizar a bordo. Após uns cinco minutos, ele permitiu que embarcássemos e dali em diante tudo correu bem.
Chegando em Kep, não tivemos muito tempo para ficar por lá, pois descobrimos uma van que iria para Kampot em poucos minutos, por apenas US$ 3 (a distância também não era tão grande, apenas 25km).
Em meia hora chegamos a Kampot, uma bela cidade com arquitetura colonial, influenciada pela colonização francesa. Nossa primeira medida foi encontrar transporte para Phnom Penh. Fomos a mais ou menos meia dúzia de “agências de viagem”, mas, deviado ao fato de no dia 14 de abril ser o feriado do Ano Novo Khmer, todos os ônibus grandes já estavam lotados. Acabamos tendo que pegar uma van que sairia às 15h30 de lá, por US$ 7. Não foi tão mal assim, uma vez que era uma viagem de 150km, que acabou levando mais de 3 horas.
Na altura em que estávamos com a passagem comprada, já era passado do meio-dia e fomos encontrar um lugar para almoçar. Acabamos optando por um café-restaurante no qual havíamos passado uma meia hora antes para pedir instruções, que foram dadas por um simpático belga que estava tomando café da manhã por lá. Acabamos almoçando na mesa dele e, enquanto eu degustava uma espécie de talharim com frutos do mar (US$ 3), ele nos contou que está investindo em imóveis ali em Kampot, construindo pequenos apartamentos de um quarto e vendendo por US$ 25 mil. Mais uma vez, ouvimos estórias não tao positivas sobre o Camboja. Ele nos contou que repassou US$ 40 mil a um emprenteiro e que o mesmo deu sumiço com este dinheiro, supostamente queimando tudo em um cassino local. Contou ainda que foi logrado em uma outra ocasião, e teve que recorrer a polícia. Ah, para aumentar a lista de estórias, ficamos sabendo de uma inglesa que recebeu convite para ir fazer um lanche na casa de uma cambojana que havia conhecido uma hora atrás e acabou sendo drogada e levada a um caixa eletrônico, onde a fizeram sacar dinheiro. Enfim, o velho lema de não confiar em estranhos é válido em qualquer lugar do mundo.
Dado o aviso, volto agora à parte boa da viagem. Nas quase três horas que tivemos para explorar a cidade, Colin e eu passamos por um grande mercado de rua, que, a exemplo dos encontrados aqui na capital, tem de tudo: roupas, frutos do mar vivos, cabeças de porco, carne sendo pisoteada por moscas, brinquedos, etc. Tudo envolto por aquele maravilhoso aroma de esgoto e carne não refrigerada... Mas já estou quase me acostumando.
A cidade de Kampot tem casas bem antigas, algumas já em ruínas e um bom tanto delas está à venda. Ela é também margeada por um bonito rio (felizmente não tão poluído como o da capital), que possui uma velha ponte, já desativada, e uma mais nova, utilizada atualmente pela população. Tem também belos monumentos para se tirar foto, como um abacaxi gigante, chamado nas redondezas de Fruit Bowl (pois também tinha umas pequenas lichias ao lado), o qual utilizamos como ponto de referência para nos localizarmos. Tirei foto também de alguns prédios públicos, das ruas e população local. É uma cidade muito agradável, de clima fresco, próxima a praia, enfim, um bom local para se viver. Não é à toa que está crescendo a passos largos, e muitos estrangeiros estão vivendo e investindo na cidade.
Às 15h30, como era de se esperar, a van ainda não havia chegado. Acabamos saindo de Kampot em direção a Phnom Penh com cerca de meia hora de atraso. Durante a viagem, muitas buzinadas (sempre que tem uma moto na pista, eles buzinam para alertar, ou seja, a quase todo minuto), o que me permitiu tirar apenas uma curta soneca. Por ser uma distância curta, o motorista parou apenas uma vez e em breve retomamos a viagem. Durante o trecho em que não consegui dormir, tirei várias fotos de coisas interessantes que fui observado na beira da estrada, como poderão ver abaixo.
Por volta de 19h, acabamos chegando em Phnom Penh e a van acabou se transformando em uma espécie de ônibus pinga-pinga, com alguns passageiros sendo deixados em seus hotéis (desde que pagassem uma taxa parecida com a que gastariam em tuk-tuks, o que achei uma papagaiada, mas, natural, por outro lado, já que eles ganham tão pouco aqui). O motorista acabou nos deixando na sede da agência de viagem, que não era nem um pouco perto do centro. Também não achei isto muito correto, mas fazer o que, o importante é que chegamos na cidade são e salvos. E também encontramos um tuk-tuk que nos trouxe por US$ 4 até o hotel, em um trajeto de cerca de 20 minutos, o que demonstra que realmente estávamos longe daqui. Durante o trajeto de tuk-tuk, tirei foto de dois belíssimos prédios iluminados por neon aqui em Phnom Penh, que poderão ver abaixo.
Ainda deu tempo de ir com Colin ao shopping mall Sovanna, onde demos uma passada no supermercado Lucky para comprar alguns suprimentos, pois estávamos preocupados de que nada abriria nos dias 14, 15 e 16 devido ao ano novo local. Como poderão ver no próximo post, isto não aconteceu, pois, de fato, havia locais abertos ontem.
Terminada a compra, voltamos ao hotel, já cansados destes três últimos dias, cheios de atividade. De volta ao meu quarto, ainda tive fôlego para desfazer a “mala” e organizar um pouco o quarto. Terminada esta parte que tanto gosto, fui dormir para recuperar um pouco as energias.
Aos que gostaram do post e da descrição dos lugares que visitei, assistam vídeos destes lugares no meu canal do YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
No próximo post, relatarei como foi meu primeiro ano novo Khmer e como funciona o cinema local, que tem uma grande particularidade.
Abraço a todos e até lá!






































































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