Por volta de 7h30, com a mochila arrumada, passei no bangalô
de Colin para acordá-lo e irmos tomar café. Resolvi provar desta vez a panqueca
de banana com abacaxi, salpicada com mel. Estava bem saborosa, e parecida com a
que minha mãe faz, em União da Vitória-PR (a diferença é que a da minha mãe
comemos com carne moída). Enfim, até a refeição chegar (e durante a mesma
também), ficamos conversando com o casal que comentei no último post. terminada
a refeiçao, paguei a conta e fomos esperar pelo barco, que chegou por volta de
9h30 na ilha.
O trajeto foi bem tranquilo, pois só eu e Colin resolvemos
voltar naquele horário. O único “enrosco” foi pouco antes de entrar no barco,
quando o responsável pelo barco nos pediu nosso ticket e teve que fazer uma
ligação antes de nos autorizar a bordo. Após uns cinco minutos, ele permitiu
que embarcássemos e dali em diante tudo correu bem.
Chegando em Kep, não tivemos muito tempo para ficar por lá,
pois descobrimos uma van que iria para Kampot em poucos minutos, por apenas US$
3 (a distância também não era tão grande, apenas 25km).
Em meia hora chegamos a Kampot, uma bela cidade com
arquitetura colonial, influenciada pela colonização francesa. Nossa primeira
medida foi encontrar transporte para Phnom Penh. Fomos a mais ou menos meia
dúzia de “agências de viagem”, mas, deviado ao fato de no dia 14 de abril ser o
feriado do Ano Novo Khmer, todos os ônibus grandes já estavam lotados. Acabamos
tendo que pegar uma van que sairia às 15h30 de lá, por US$ 7. Não foi tão mal
assim, uma vez que era uma viagem de 150km, que acabou levando mais de 3 horas.
Na altura em que estávamos com a passagem comprada, já era
passado do meio-dia e fomos encontrar um lugar para almoçar. Acabamos optando
por um café-restaurante no qual havíamos passado uma meia hora antes para pedir
instruções, que foram dadas por um simpático belga que estava tomando café da
manhã por lá. Acabamos almoçando na mesa dele e, enquanto eu degustava uma
espécie de talharim com frutos do mar (US$ 3), ele nos contou que está
investindo em imóveis ali em Kampot, construindo pequenos apartamentos de um
quarto e vendendo por US$ 25 mil. Mais uma vez, ouvimos estórias não tao
positivas sobre o Camboja. Ele nos contou que repassou US$ 40 mil a um
emprenteiro e que o mesmo deu sumiço com este dinheiro, supostamente queimando
tudo em um cassino local. Contou ainda que foi logrado em uma outra ocasião, e
teve que recorrer a polícia. Ah, para aumentar a lista de estórias, ficamos
sabendo de uma inglesa que recebeu convite para ir fazer um lanche na casa de
uma cambojana que havia conhecido uma hora atrás e acabou sendo drogada e
levada a um caixa eletrônico, onde a fizeram sacar dinheiro. Enfim, o velho
lema de não confiar em estranhos é válido em qualquer lugar do mundo.
Dado o aviso, volto agora à parte boa da viagem. Nas quase
três horas que tivemos para explorar a cidade, Colin e eu passamos por um
grande mercado de rua, que, a exemplo dos encontrados aqui na capital, tem de
tudo: roupas, frutos do mar vivos, cabeças de porco, carne sendo pisoteada por
moscas, brinquedos, etc. Tudo envolto por aquele maravilhoso aroma de esgoto e
carne não refrigerada... Mas já estou quase me acostumando.
A cidade de Kampot tem casas bem antigas, algumas já em
ruínas e um bom tanto delas está à venda. Ela é também margeada por um bonito
rio (felizmente não tão poluído como o da capital), que possui uma velha ponte,
já desativada, e uma mais nova, utilizada atualmente pela população. Tem também
belos monumentos para se tirar foto, como um abacaxi gigante, chamado nas
redondezas de Fruit Bowl (pois também tinha umas pequenas lichias ao lado), o
qual utilizamos como ponto de referência para nos localizarmos. Tirei foto
também de alguns prédios públicos, das ruas e população local. É uma cidade
muito agradável, de clima fresco, próxima a praia, enfim, um bom local para se
viver. Não é à toa que está crescendo a passos largos, e muitos estrangeiros estão
vivendo e investindo na cidade.
Às 15h30, como era de se esperar, a van ainda não havia
chegado. Acabamos saindo de Kampot em direção a Phnom Penh com cerca de meia
hora de atraso. Durante a viagem, muitas buzinadas (sempre que tem uma moto na
pista, eles buzinam para alertar, ou seja, a quase todo minuto), o que me
permitiu tirar apenas uma curta soneca. Por ser uma distância curta, o
motorista parou apenas uma vez e em breve retomamos a viagem. Durante o trecho
em que não consegui dormir, tirei várias fotos de coisas interessantes que fui
observado na beira da estrada, como poderão ver abaixo.
Por volta de 19h, acabamos chegando em Phnom Penh e a van
acabou se transformando em uma espécie de ônibus pinga-pinga, com alguns
passageiros sendo deixados em seus hotéis (desde que pagassem uma taxa parecida
com a que gastariam em tuk-tuks, o que achei uma papagaiada, mas, natural, por
outro lado, já que eles ganham tão pouco aqui). O motorista acabou nos deixando
na sede da agência de viagem, que não era nem um pouco perto do centro. Também não
achei isto muito correto, mas fazer o que, o importante é que chegamos na
cidade são e salvos. E também encontramos um tuk-tuk que nos trouxe por US$ 4
até o hotel, em um trajeto de cerca de 20 minutos, o que demonstra que
realmente estávamos longe daqui. Durante o trajeto de tuk-tuk, tirei foto de
dois belíssimos prédios iluminados por neon aqui em Phnom Penh, que poderão ver
abaixo.
Ainda deu tempo de ir com Colin ao shopping mall Sovanna,
onde demos uma passada no supermercado Lucky para comprar alguns suprimentos,
pois estávamos preocupados de que nada abriria nos dias 14, 15 e 16 devido ao
ano novo local. Como poderão ver no próximo post, isto não aconteceu, pois, de
fato, havia locais abertos ontem.
Terminada a compra, voltamos ao hotel, já cansados destes
três últimos dias, cheios de atividade. De volta ao meu quarto, ainda tive
fôlego para desfazer a “mala” e organizar um pouco o quarto. Terminada esta
parte que tanto gosto, fui dormir para recuperar um pouco as energias.
Aos que gostaram do post e da descrição dos lugares que
visitei, assistam vídeos destes lugares no meu canal do YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
No próximo post, relatarei como foi meu primeiro ano novo
Khmer e como funciona o cinema local, que tem uma grande particularidade.
Abraço a todos e até lá!


























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