domingo, 26 de abril de 2015

MINHA SÉTIMA SEXTA-FEIRA NO CAMBOJA

Mais uma vez, meu dia começou cedo, às 7h. Fiz tudo o que tinha pra fazer aqui no quarto, me arrumei e desci às 8h. pesei os prós e os contras e acabei decidindo por pegar uma moto que me levasse no American Intercon Institute e também até a Beltei International University. No primeiro, entrei e pedi para falar com os diretores ou pessoal do RH, mas, mais uma vez, não teve como, então acabei deixando meu CV e documentação apenas. Na Beltei, uma grande instituição, como poderão ver nas fotos, também não consegui falar com ninguém da diretoria, apenas uma moça da recepção, que recolheu o envelope com minhas informações. Fui ainda a uma pequena escola chamada Cam Elite, na qual, esta sim, consegui falar com a diretora, que me disse que não estavam precisando de professores no momento.
Voltei para o hotel por volta de 9h30 e resolvi então fazer um tour à esquerda no Monireth Boulevard, pois ainda tinha uma meia dúzia de currículos para desovar. Como falei em posts anteriores, tivemos duas chuvas fortes essa semana. Portanto, como o sistema de saneamento daqui está longe do ideal, as ruas estavam todas alagadas. Para piorar, o trajeto que fiz não é pavimentado em sua maioria, então podem imaginar o lamaçal cinza que estava por lá. Mesmo assim, continuei meu trajeto até chegar lá. Um pouco antes disso, passei pelo monastério aqui perto do hotel e tirei foto de uma galinha gigante que havia no topo de uma das construções de lá.
Consegui registrar um monge que estava indo na mesma direção que eu. O pobre religioso estava descalço e teve que pisar naquela imundície sem proteção alguma. O caminho até lá foi bem árduo: tive que ficar desviando das infinitas poças d’agua e também dos bolsões de lama, o que foi sujando meus sapatos e minha calça social. Isso sem falar no calor que começou a se intensificar. Acabei deixando o currículo em apenas uma escola, cujo nome não me recordo agora, pois julguei que seria contraproducente ir em mais lugares sem estar na minha melhor apresentação possível.
Voltei então ao hotel, exausto e sedento e fui me refrescar um pouco na piscina, onde nadei por pouco mais de meia hora. Na metade do meu treino, Trea (uma espécie de faz-tudo aqui do hotel – ela agilizou minha visita às escolas, visto de permanência, etc.) me chamou pela sacada do lobby e me deu uma ótima notícia: eu teria uma entrevista de emprego às 17h na Paññasãstra University of Cambodia.
Terminei de nadar, vim me trocar aqui no quarto e desci para ir almoçar. Encontrei Trea no lobby e ela me disse quem iria me entrevistar e pediu que eu levasse cópia dos meus diplomas, certificados e também do passaporte.
Fui almoçar no meu restaurante tradicional e optei pelo já conhecido frango com gengibre. Eles deviam ter achado que estou acima do peso, pois me deram uma ínfima porção de uns 100g. fui até lá pedir mais e demorei uns cinco minutos, fazendo mímicas e dizendo a palavra “more”, para que eles entendessem o que eu queria. Ou talvez só estivessem dando uma de “joão-sem-braço”... Enfim, eventualmente entenderam após uma mímica que fiz e me deram um pouquinho mais, que na saída tentaram cobrar, mas aí foi minha vez de dar uma de joão sem braço e acabei pagando o valor tradicional.
De volta ao hotel, aproveitei à tarde para ir fazer as cópias dos documentos e também para ler sobre a universidade e os programas que eles oferecem. Lanchei no meio da tarde e pouco antes das 16h comecei a me arrumar para ir para a entrevista. Meia hora depois, cheguei de camisa e gravata no lobby, quando uma das garotas da recepção disse que eu estava handsome. Nunca é demais uma boa calibrada no ego antes de uma entrevista de emprego. Enfim, já fora do hotel encontrei um motoqueiro para me levar na universidade, que fica, coincidentemente, bem próxima ao Monumento da Independência, ao qual eu havia ido na semana passada com Isabel.
Me segurei bem na moto e fomos. O trajeto deveria ter levado uns 15 minutos, mas o motoqueiro, para variar, não sabia direito onde o lugar ficava, e teve que ligar do celular para alguém ajudá-lo. Resultou que acabei chegando na universidade cinco minutos antes da entrevista, mas, por sorte, Mr. Colin ainda estava terminando de entrevistar o candidato anterior e acabei esperando uns 15 minutos lá. Meu entrevistador veio então me recepcionar e me levou até sua sala, onde a entrevista foi feita. Ele me contou sobre a instituição e que eles tem turmas preparatórias de inglês o ano todo, pois os alunos devem ter um exame comprobatório de conhecimento mínimo em inglês para que possam frequentar as aulas da universidade. Contei a ele que tenho experiência em preparo para exames internacionais e também que já lecionei todas as faixas etárias: crianças, adolescentes e adultos. Ele até mesmo me disse que há um ônibus próximo aqui ao hotel que eu poderia pegar para ir até o campus onde as aulas serão dadas – considerei isto como um bom sinal. Ele me contou também das condições, impostos, treinamentos dados aos professores, etc e disse que irá me contactar no início da próxima semana para que eu vá até lá ver um cronograma das aulas. Não é nada garantido ainda, mas estou confiante.
Terminada a entrevista, olhei ao redor da universidade, com mais calma, e vi o lindo lugar em que estava e resolvi voltar caminhando. Havia um parque (Wat Bottom) em frente à Paññasãstra, com um grande grupo praticando ginástica ao ar livre, muito legal (poderão conferir nas fotos e vídeos). Ali ao lado, tirei foto do Cambodia-Vietnam monument. Logo atrás do parque estava o Botumvatey Monastery, que infelizmente estava fechado. Resolvi então voltar para casa. No trajeto, tirei novas fotos do monumento da independência e também de algumas embaixadas que estavam no caminho, como do Catar e da Coréia. Passei por um outro parque, no qual havia um grande número de pessoas comendo e uma estrutura sendo montada (parece que haveria algum evento ali à noite), além de crianças jogando bola e mais um grupo fazendo ginástica ao ar livre.
Era bem próximo das 18h e começou a anoitecer. A rush hour é extremamente caótica por aqui (bem mais que o usual) e foi extremamente difícil atravessar algumas ruas; tive que utilizar o método kamikaze ou ainda estaria lá. O lado bom é que consegui tirar algumas fotos a mais para por no blog, como poderão ver.
Enfim, uma hora depois, com bolhas sendo formadas no pé e praticamente nada suado, cheguei ao hotel. Tomei uma merecida cerveja gelada e desci para a piscina, onde encontrei a coleguinha Isabel, que havia tentado me ligar duas vezes em minha caminhada de retorno ao hotel. Ficamos lá conversando na piscina por volta de uma hora (ela estava conversando com um carinha do atual programa da LC-Asia e quando eu cheguei ela o abandonou totalmente... achei rude, mas enfim...) e decidimos sair para jantar, her treat.
Fomos a um restaurante que fica na esquina, a uma quadra do Sovanna Mall, mas estavam fechando. Pensamos em ir ao KFC comer um sanduíche de frango, mas estávamos com fome e o sanduíche lá parece ser pequeno. Acabamos indo a um restaurante que já havíamos ido, próximo à loja 2500. Ambos comemos arroz frito com carne de porco e um ovo frito por cima, acompanhados de uma tigelinha de sopa, bem saborosa. Ela pagou a conta (quando eu receber meu primeiro salário será minha vez) quase uma hora após chegarmos lá (esperei mais ou menos meia hora ela terminar de comer...) e voltamos para o hotel, a passos de tartaruga, já que minhas pernas estavam (e ainda estão) bem doloridas das caminhadas dos últimos dias.
De volta ao hotel, bem cansado, meu único pensamento era cair na cama e dormir. Foi o que fiz, sem preocupações de acordar cedo no dia seguinte. E assim acabou meu quadragésimo terceiro dia aqui no Camboja.
Caso tenham gostado do post e queiram assistir aos vídeos que estou fazendo em meus passeios, acessem meu canal no YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
Um abraço a todos e até o próximo post!











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