Acordei nesta quarta-feira com vontade de explorar mais um pouco a cidade após a caminhada do dia anterior. Após tomar café aqui no quarto, peguei uma garrafa de água, meu guarda-chuva de samurai e minha carteira e saí rumo a mais uma aventura.
Após fazer uma excursão no Monireth Boulevard indo à direita do hotel, desta vez explorei o lado esquerdo, que foi a mesma direção pela qual o tuk-tuk me levou em minha entrevista de emprego na Learning International School. Naquele dia, no entanto, o trajeto estava todo alagado, pois havia chovido um dia antes. Nesta quarta-feira, as coisas haviam voltado ao normal: muita poeira e a sujeira tradicional já havia assentado. Mesmo assim, em algumas fotos poderão ver que ainda há agua parada em alguns lugares, e que as condições sanitárias de alguns trechos são extremamente precárias.
Enfim, a primeira atração era bem próxima ao hotel: um monastério no qual a colega Mary estava dando aulas de inglês para um monge. Escolhi um dia bem movimentado para fazer a visita: devido ao ano novo Khmer, muitas famílias estavam lá para praticar a religião budista, e havia muitos ambulantes capitalizando o feriado por lá, vendendo bebidas frias e lanches. O lugar é muito pitoresco. Uma ampla área com alguns templos bem suntuosos, cercados por contraditórios casebres – um flagrante contraste entre a pobreza e riqueza que é muito evidente aqui no Camboja. Sobre esta primeira parada, posso dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Poderão ver nas fotos o belíssimo apelo visual do lugar.
Minha próxima parada foi em uma padaria (homenagem à minha irmã Camila), na qual tirei fotos de uns bolos que estavam expostos, mas não parecia grande coisa. Perguntei se eles tinham pão pra vender, mas a simpática senhora que trabalhava lá não entendeu, então apenas segui caminho.
Minha próxima parada, algumas quadras depois, foi em mais um monastério com conjunto de templos em anexo. Também estava acontecendo uma festividade por lá, e o lugar estava cheio de famílias – muito bacana o costume deles. Havia os tradicionais túmulos budistas, estátuas de elefantes (em algumas delas crianças estavam tirando fotos). Poderão também ver um belíssimo templo que havia lá, com magníficas inscrições na parede. Em frente a ele, havia pequenas miniaturas de templos e também de pequenos budas. Observem que o lugar também é mais um exemplo do contraste social, com muitos casebres circundando as suntuosas estruturas religiosas. Neste lugar, ao contrário do primeiro, não havia monges circulando aos borbotões.
No restante da jornada, passei em frente a algumas escolas internacionais, que estao por todo o lugar. Vi também onde fica o National Institute of Business e o New Steung Mean Chey Market, um shopping center que ainda está em fase de preenchimento de lojas. Eles tem uma lanchonete, um cinema, uma loja de chás gelados e um Lucky Supermercado, no qual entrei para comprar algumas coisas para meu quarto, como repelente, esponja e lenços umedecidos contra insetos e também um sanitizador para mãos.
Ao terminar a compra, andei até o final da rua, que agora se chama street 217. Ali por perto, encontrei um simpático cachorro vagando sem rumo e também uma loja de pequenos altares (impressionante o número de comércios abertos em pleno feriado). No shopping, no entanto, o número de lojas, como eu disse acima, ainda é bem pequeno. Uma outra foto curiosa foi tirada de uma vendedora de bexigas indo para seu destino de bicicleta. É bem comum aqui ver pequenos meios de transporte carregando grandes cargas, como motos levando umas 30 caixas amarradas não sei como na garupa. Tirei ainda foto de umas escolas internacionais que vi no caminho.
Por volta de 11h30, iniciei o trajeto em direção ao hotel, para procurar algum lugar para almoçar. O mercado atrás do shopping estava aberto, mas a barraquinha que vende almoço não. Havia um café próximo ao shopping que oferecia almoço, sobremesa e bebida por US$ 3, mas infelizmente estava fechado. Acabei indo a um café que fica na avenida que leva ao shopping, no qual tomei sopa (bem feita, com noodles, carne de porco e até mesmo um pequeno camarão) por US$ 2,75. Ah, ela também veio acompanhada de um iced coffee, o melhor que tomei aqui em Phnom Penh até agora (não que eu tenha tomado muitos).
Na volta, passei por baixo do viaduto para conhecer um pouco os arredores. Tirei foto da imensa sujeira que fizeram no córrego ao lado das casas. Poderão ver o hotel onde estou hospedado por baixo do viaduto, é um prédio alaranjado.
À tarde, cansado da caminhada matinal, acabei ficando no hotel. Dei uma relaxada na piscina até 18h, até o horário em que eu e Colin havíamos combinado para sair e comprar um frango assado para levar no novo apartamento da Mary, que nos convidou para ir jantar lá.
Já com o frango na mão e algumas cervejas, regressamos ao hotel. No lobby, encontramos Isabel. Lá, demorei umas duas horas para conseguir imprimir o mapa da área onde Mary mora, para que pudéssemos mostrar ao motorista do tuk-tuk. E o mapa foi realmente providencial, pois demoramos 45 minutos para chegar lá. Ele conseguiu chegar no bairro sem problemas, mas uma vez lá dentro, tivemos que parar em um posto de gasolina (isso após ter dado várias voltas), onde nos mostraram no mapa onde estávamos. Dali em diante, levou menos de dez minutos para chegar (era uma redondeza bem sombria e assustadora, mas na quadra em que Mary mora havia vários prédios de bom padrão e até mesmo uma pequena mansão – tudo rodeado por um bolsão de pobreza, o que é costumeiro por aqui, como estou percebendo).
Mary estava esperando do lado de fora do prédio, onde nos recepcionou e nos deu uma ótima notícia: ela mora no sétimo andar, e o prédio não tem elevador... hehehe
Enfim, após uma exaustiva subida, ela nos mostrou seu quarto e depois fomos para uma ampla área que é uma cozinha coletiva, com várias mesas e um espaço aberto. Sentamos e ficamos conversando, enquanto ela preparava o arroz frito e cortava o frango. Após a saborosa refeição, ficamos por ali mais um tempinho conversando, mas quando deu 22h, nos despedimos, pois estávamos receosos de não encontrar tuk-tuk naquela região longínqua.
Andamos em direção à rua principal, mas, antes mesmo de chegar lá, um motorista nos abordou e conseguimos a corrida de volta ao hotel por US$ 5 (à noite é corriqueiro cobrarem um pouco mais pela corrida). O motorista pareceu ter entendido de primeira o local onde iríamos, o que foi bem animador. Após alguns minutos, no entanto, vimos que ele foi em direção ao Riverside, que não é a mesma do hotel. Ele parou por lá e perguntou para outro motorista, e aí então ele entendeu onde teria que nos levar. A parte boa é que o Riverside é uma linda área, então acabamos fazendo um passeio extra sem ter que pagar a mais por ele.
Já de volta ao hotel, assisti a dois episódios de Game of Thrones e fui dormir, me preparando para o longo dia que viria a seguir, no qual fiz minha maior caminhada aqui em Phnom Penh até hoje.
Enfim, espero que tenham gostado do post e, caso queiram acompanhar vídeos da viagem, acessem meu canal no YouTube em https://www.youtube.com/channel/UCSnlDgGBkeCnhbDbLLkCjew
Um abraço a todos e até o próximo post!
















































































































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